Mostrando postagens com marcador O Bardo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Bardo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de março de 2017

O Bardo #13 - Star Wars - The Force Steady capítulo 10

Capítulo 1 - Fugitivos
Capítulo 2 - O Fogo
Capítulo 3 - O Tirano
Capítulo 4 - A Ascensão do Falcão
Capítulo 5 - A Base Abandonada
Capítulo 6 - O fim do Magnífico Falcão
Capítulo 7 - Aterrissagem
Capítulo 8 - A Batalha de Hega
Capítulo 9 - A Batalha de Hega, parte 2


Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante...




A República foi dissolvida. o maligno Império Galáctico se organiza em torno de seu novo líder, Palpatine, e de seu pupilo, Darth Vader, enquanto planeja a construção da nave mais poderosa da galáxia, a Star Destroyer. As forças imperiais implantam um novo exército de clones, ainda mais capacitado do que o primeiro, e iniciam a construção da arma mais destrutiva já feita, pretendendo capturar e destruir os membros da recém-formada Aliança Rebelde.

Agora unidos, um caçador de recompensas, um mercenário e um soldado do império escapam das forças inimigas, para se encontrar no planeta Nwython, onde fica uma pequena base rebelde.

Enquanto isso, nos confins da galáxia, uma sociedade de Jedi remanescentes procura desesperadamente pelo artefato que pode destruir os Sith definitivamente e restaurar a liberdade na galáxia.



No episódio anterior...


A equipe bola um plano para livrar a frota da República do Star Destroyer Interdictor, uma nave gigantesca que gera um campo gravitacional tão forte que impede que outras naves escapem para o hiperespaço. Ronen, Hunk, John Walker e Niwro, a bordo da Slave, são capturados pelo raio trator da nave. Apesar de lutarem eles rapidamente são cercados pelos soldados imperiais.




The Force Steady – Capítulo X – A Batalha de Hega, Parte 3



Dentro de um círculo formado por stormtroopers, estavam Niwro, Ronen, Hunk e Walker, naquele grande salão branco . Abriu-se um corredor entre os soldados de branco, e um oficial veio trazendo algemas para os prisioneiros. John Walker estava prestes a fazer algo, quando Niwro impediu.

– Espere um pouco...

Walker rosnou para ele.

– Estendam as mãos para trás. – O oficial, de roupa marrom com uma boina estranha, se aproximou. – Vocês vão ter uma conversa com capitão Mantisa.

Vendo que os quatro olhavam para o portão do hangar, o oficial ficou desconfiado e olhou também. Só enxergou o planeta Hega, o céu estrelado ao fundo e várias naves da Rebelião sendo massacradas pelas Tie Fighters. Nesse meio-tempo, Niwro exclamou:

– Hunk, agora!

Enquanto John Walker rapidamente jogava o oficial para trás com muita força, Hunk acionava um botão no seu lança-chamas, fazendo surgir um escudo defletor envolvendo os quatro. Na entrada do salão, uma nave se elevou rapidamente e apontou para o interior, como uma águia mirando a presa. Então, dúzias de canhões saíram de suas laterais, e começaram a atirar nos stormtroopers. Um festival de luzes e explosões se seguiu. Os tiros que encontravam um obstáculo no escudo de Hunk ricocheteavam, acertando outros soldados. 

– Niwro, atire nas travas das portas, pode ser que bloqueie a passagem de mais soldados. – Recomendou Ronen. 
– Sim, vou fazer isso. Veja no mapa mais uma vez, qual é a porta que temos que seguir.
– Aquela lá leva às máquinas, mantenha intacta.

Então o royal guard mirou com sua sniper precisamente nas pequenas placas cheias de botões. As portas foram se fechando, uma de cada vez. Assim que todos os soldados imperiais estavam caídos, e as torretas destruídas, a nave que havia feito o estrago pousou, seguida de um pequeno transporte rebelde U-wing. Sorg e Sianblitz desceram da primeira, e da segunda, sete rebeldes foram caminhando até a equipe.

– Esse é o reforço da Aliança? Ha, ha! – Walker riu com desprezo.
– Sorg, como você conseguiu aquelas armas extras? – perguntou Ronen. 
– Ah, eu faço essas coisas quando estou entediado... 
– Mas... Você pegou essa nave minutos atrás!
– Eh, vai entender. 
– Gente. – Interrompeu Niwro. – Precisamos ir rápido, antes que cheguem mais soldados. Sorg, você acha que consegue manobrar a Slave para dentro da sua nave e sair daqui? Ótimo. Blitz, venha conosco. Vocês, sete. Acabei de ter uma ideia...



***


– Senhora. – Outro oficial da Aliança veio falar com Mon Mothma. – Estamos quase perdendo outra nave. O que fazemos?
– Mande quantos puder nas cápsulas de fuga. Quantos caças ainda temos?
– Em torno de 30, Mon.
– E as naves inimigas?
– Contabilizamos 72, mas estão vindo mais.

Uma turbulência atingiu a nave nesse momento, com um tiro de destróier. 

– Vou pedir ajuda a outras bases, depois me ponha na linha com Sorg.

Um minuto depois o engenheiro estava falando com a líder pelo comlink. 

– Estou meio ocupado agora, mas – A ligação falhou por um instante seguida de um ruído de blaster. – Pode falar. 
– Percebi que você não entrou no imobilizador com sua equipe, então por favor, me ajude a salvar a Rebelião. Precisamos atrasar o ataque do Império, antes de podermos escapar para o hiperespaço.
– Por acaso vocês têm reatores?
– Bem, temos vários nas naves de fuga. Mas o que você pretende fazer?
– Inverter a carga dos estabilizadores pelo comutador central, carregar o núcleo catódico e acertar o alvo.
– E o que isso significa? – perguntou Mon Mothma, pasma.
– Não sei, eu inventei para parecer intelectual. Mas se vocês fornecessem uma nave suicida, eu poderia lançá-la nos destróieres e explodi-la.
– Não! Não temos naves suicidas!
– Então esvaziem uma.



***



Sete stormtroopers acompanhavam três prisioneiros algemados por um corredor branco iluminado. Marchando logo atrás, um magnaguard escoltava a formação. 

– Você, ande na linha. – Uma voz veio do ar. – A formação imperial é impecável. Duas fileiras rodeando os prisioneiros, é um dos procedimentos padrões.
– Niwro, explique de novo como você consegue ficar invisível. – Pediu Ronen. Isso é muito louco ainda.
– Eu não consigo ficar invisível. Eu me camuflo no ambiente. É uma modificação que fiz no traje. Um sniper precisa de furtividade também.
– Cale a boca. – Ordenou John Walker. – Se alguém nos vir falando com...

Interrompendo Walker, um grupo de stormtroopers passou do lado deles, olhando com desconfiança. Eles pararam, olharam e continuaram andando. Até que um deles, aparentemente o capitão, se virou e perguntou: 

– Ei, vocês. Por que seus uniformes estão nesse estado? Esses são os baderneiros do hangar 5?
– Tivemos algumas dificuldades em capturá-los, senhor. – falou um dos rebeldes na roupa de stormtrooper. Estamos levando-os para... o setor... 2, senhor.
– Continue. – respondeu o soldado, com a voz abafada pelo capacete. Ele foi andando seguido pelo grupo. Quando passou por Niwro, camuflado, ele pareceu sentir algo e olhou para o lado. Mas Niwro se abaixou no canto da parede para disfarçar. O capitão stormtrooper parou novamente olhando para Sianblitz. – O que esse droid guarda-costas está fazendo aqui?

Antes mesmo do capitão apontar a arma, Blitz sacou o electrostaff e acertou-o. Começou a girar o bastão rebatendo os tiros dos outros soldados. Os rebeldes vestidos de imperiais sacaram seus blasters e seguiu-se uma troca de tiros. Um dos stormtroopers começou a ser arrastado pelo pescoço por algo invisível, quando um flash de luz atravessou seu peito. Hunk, Walker e Ronen tiveram que se atirar no chão para não serem pegos pelos blasters dos outros soldados. Dois rebeldes haviam sido abatidos, então Hunk sacou o lança-chamas, e, com as mãos algemadas, puxou o gatilho e queimou os soldados restantes.

– Vamos logo, tirem essas algemas. – Walker estendeu as mãos para um rebelde, e logo as algemas caíram no chão – O plano não deu certo. Niwro, qual é o plano B?
– Não fiz nenhum plano B. – Falou Niwro, retirando a camuflagem.
– V-você o quê? E como nós vamos chegar na maldita sala de máquinas?

Antes de Niwro responder, um grupo de stormtroopers surgiu no fim do corredor, com as armas em punho. Um deles apontou para os invasores, e gritou:

– Lá! Peguem-nos. – Ele pegou um pequeno aparelho e aproximou da boca. – Temos soldados rebeldes ou possivelmente disfarçados, alertem o comando central. Repito: A nave foi invadida.
– Alguém atire na porta! – Gritou Niwro. – Retiro o que disse, peguem cobertura.

Todos se atiraram na parede, protegendo-se da chuva de tiros dos blasters E-11 do Império. Apenas um não conseguiu se proteger a tempo... Niwro caiu para trás com uma ferida no ombro. Então Hunk puxou-o para perto da parede.

– Bacta! – Gritou Hunk para John Walker.
– ARGH, use tudo de uma vez!
– O que tem agora só vai servir de anestesia.
– Eles estão se aproximando, atirem na porta! – Gritou Ronen.

Blitz levantou o braço robótico, apontando o decoder para a placa de comandos ao lado da porta. Um feixe de luz atingiu o retângulo de metal, formando uma rede de luz vermelha. Em seguida, a porta se fechou, trancando os stormtroopers do outro lado.

– OK, o que fazemos agora? – Walker abaixou a arma e olhou para os outros. – Alguém vai bolar um plano novo?

Mas, antes da resposta, outro grupo de stormtroopers veio correndo pelo outro lado. Ronen olhou para a tropa e falou:

– Eu tenho um novo plano. – Ele levantou as mãos. – Recomeçar o plano anterior.



***



O nave de transporte rebelde, já vazia, dirigia-se à toda velocidade em direção ao Star Destroyer que atacava a Aliança. Só havia um tripulante a bordo, que mexia freneticamente com suas ferramentas nos pequenos compartimentos cheios de fios das paredes da nave.

– Sorg, saia daí! – a voz de Madine surgiu no comlink. – Você já está no dobro da velocidade máxima desses cargueiros.
– OK, estou indo.

Rapidamente, o engenheiro desceu até o duto que ligava sua nave ao cargueiro, entrou, e saiu voando. Em poucos instantes, o transporte médio foi de encontro ao destróier. Ocorreu uma confusão na cabine de comando do Star Destroyer. Já não havia mais tempo de desviar. A nave rebelde chocou-se em alta velocidade com a frente da nave imperial, e logo em seguida explodiu. Dois pedaços do destróier caíram em direção a Hega.

Dentro das naves rebeldes restantes, a Aliança vibrava com a destruição provocada por Sorg. Mas ainda haviam mais naves imperiais para combater, e a Aliança estava em séria desvantagem. Então Madine apareceu na ponte de comando de uma das naves, onde estava a líder Mon Mothma.

– Senhora, vencemos a batalha em solo. Os sobreviventes estão vindo em três transportes, e não sabemos se sua equipe não morreu dentro do Interdictor.
– Eu acredito neles, capitão.
– Eu tenho mais notícias, Mon. Contatei a base mais próxima, e ninguém poderia vir. Eles estão sendo atacados agora.
– E quanto à segunda mais próxima?
– Não chegariam aqui em menos de seis horas de Hega. Apenas sua equipe pode nos salvar agora.



***


– Essa era a sua ideia? – perguntou Walker, segurando com força as barras de ferro que dividiam as celas. – Ser capturado?
– Cale a boca, Walker. Sempre funciona. – Respondeu Ronen. Ele estendia a mão pela pequena janela da porta, tentando se concentrar em alguma coisa.

Na primeira cela daquela minúscula prisão, estavam Ronen e Niwro, o último deitado na cama enfaixando o ferimento no ombro. Na segunda, John Walker, Hunk e Blitz. Na terceira, os cinco rebeldes que restavam, já sem as armaduras de stormtrooper. Hunk estava enfurecido, quando terminava de socar uma parede, agarrava as grades das laterais e sacudia, sem sucesso.

– Se alguém tivesse pensado em esconder algo nas roupas antes de eles nos desarmarem – disse Niwro. –, talvez pudéssemos sair daqui.
– Devo dizer – Blitz virou a cabeça para Niwro e começou. –, que você também não pensou nisso.
– Acho que vocês ainda não entenderam. – Ronen falou bem alto. – Calem-se!

Todos estranharam que Hunk havia parado de atacar as paredes, e olhava pela janela da porta da cela. Niwro foi o primeiro a perguntar.

– O que houve, Hunk?

Mas o flametrooper só fez um sinal para que eles se aproximassem, sem tirar os olhos das grades. Os quatro se aproximaram, e, olhando pela janela, viram um cilindro de metal flutuando no ar, se aproximando da porta. Então olharam para Ronen, que estendia a mão para fora da pequena janela. Sem tirar os olhos do lugar, ele disse:

– Não digam absolutamente nada.

Ele se afastou um pouco, ainda com a mão estendida. Uma lâmina de luz vermelha atravessou a porta. Ronen fez um movimento rápido com a mão, e a lâmina foi para o lado, cortando a fechadura. O sabre de luz desligou, e aporta se abriu lentamente.

– Você... tem a Força? – Disse John Walker, boquiaberto.
– Não, a Força me tem.
– Desde quando você faz isso?
– Aprendi esses truques quando era pequeno, desde que os mandalorianos me adotaram. Mas nunca tinha chegado a esse ponto. – Com o sabre na mão, Ronen cortou as grades. – Rápido, peguem suas armas na bancada.

Eles passaram pelas grades e pela porta aberta e pegaram as armas. A pedido de Ronen, Blitz mostrou o mapa da nave num holograma. Um dos rebeldes aproximou-se de Niwro, e perguntou:

– Senhor, a porta dessa ala está selada, e há vários oficiais lá fora. Não há como sair.
– Ronen, – Niwro virou-se. – não podemos sair pela porta da frente.

Ele terminou de examinar o mapa, e disse:

– Nós vamos sair por baixo.



***


Ronen cortou um círculo no chão de metal, revelando um túnel logo abaixo.

– É um duto de ventilação. – Explicou Sianblitz. – O cano principal leva ar pressurizado à toda nave, e os menores levam Tibanna e Ethmânio, entre outros. Se seguirmos ele por uns cem metros, saímos bem abaixo da sala de máquinas.
– Então vamos logo. – Niwro pulou no duto, e foi levado um pouco arrastado pelo fluxo de ar. Conseguiu se fixar no chão, e voltou a falar. – Pra que lado, Blitz?
– Siga a corrente de ar.
– Ainda bem.

Todos pularam no túnel. A "correnteza" fazia com que eles corressem quase duas vezes mais rápido, de modo que eles chegaram no local em pouco tempo.

– E agora, – perguntou Walker. – Como sabemos o que tem lá em cima, Sucatron? 

Blitz olhou para ele, quase como se pudesse reproduzir uma expressão de indignação. Ele estendeu a mão para o teto do túnel, e de seu pulso saltaram três fios metálicos, como pequenos arpões, que se cravaram no metal. Em seguida, um holograma surgiu, mostrando todo o ambiente logo acima. Era uma sala cinza, bem iluminada, com espaço suficiente para uma A-wing estacionar dentro. No centro, um pilar de metal cheio de fios e tubulações. Ao lado desse pilar, haviam várias outras colunas menores.

– Está vazio. – Disse Niwro. – Vamos, Ronen, abra o teto.

O sabre de luz cortou um círculo desfigurado no metal, e todos subiram à sala de máquinas.

– Não há mais tempo, façam algo, rápido. – ordenou Niwro. – Um explosivo basta, certo Blitz?
– Não. Um em cada estabilizador é o ideal.
– Só temos quatro. – Disse Hunk.
– Sugiro que usem-nos rápido.
– Sorg, estamos prontos, – Disse Niwro no comlink. – preciso que atraque na parede do Interdictor, o mais próximo de onde estamos. Vou mandá-lo nossa localização.
– Estou a caminho.

Walker e Ronen acoplaram todos os explosivos, e ligaram-nos.

– Pronto, vamos. – Disse Walker.

Todos saíram correndo, em direção à nave de Sorg. No último corredor, quando eles já podiam ver a escotilha que dava para onde a nave estava atracada, surgiu outro grupo de stormtroopers. Eram cerca de quinze.
 
– Ei. Eles fugiram! – Um dos stormtroopers chamou reforços pelo comlink.
– Ah, não. – Walker resmungou. – Não temos como lutar com eles.

Então Hunk passou correndo ao seu lado, com um braço na frente do corpo, gritando "DANE-SE". Ele foi derrubando um por um, com muita violência. Ronen ligou o jetpack e ligou o sabre de luz, e voou para frente cortando os soldados. Walker, com a faca e os punhos, nocauteava os sobreviventes. Niwro, Blitz e os rebeldes tiveram que lidar com as tropas que chegavam do outro lado do corredor.

– Caminho livre aqui! – Gritou Hunk.

Então Ronen abriu a escotilha, a tempo de os seis entrarem na nave. Dois rebeldes tentaram entrar, mas foram atingidos e caíram mortos. Os três restantes ficaram parados, se protegendo nas fendas das paredes. Uma chuva de tiros foi para cima deles e da nave.

– O que estão fazendo? – Gritou Niwro. – Venham!
– Não! Vocês salvaram a Rebelião, agora nós salvamos vocês.

Os três rebeldes foram correndo na direção dos stormtroopers, com granadas presas ao cinto. Houve uma pequena explosão, e os tiros cessaram. O destróier inteiro tremulou, e uma rajada de fogo surgiu no fim do corredor.

– Sorg, vá!

Ele saiu voando no exato momento em que o segundo domo gravitacionais explodia, seguindo-se uma reação em cadeia.



***



– A Slave está bem? – perguntou Ronen a Sorg.
– Que Slave?
– A minha nave!! – Ronen sacudiu os braços desesperado.
– Ah, sim, está lá atrás. Desculpe, eu esqueço de algumas coisas. Sobraram apenas a nave de Mon Mothma e outras duas.

Então Ronen ligou o comlink e chamou Mon Mothma.

– Missão cumprida, infelizmente os rebeldes pereceram no Interdictor. Já estamos partindo para Gilliwn.
– Vocês serão recompensados. Sou eternamente grata por terem nos salvado.
– Foi um prazer. Isso é adeus, então.
– Ou um até logo.
– Tomara.
– Ronen, passe esse meu recado para todos.
– Fale.

Então as naves rebeldes entraram no hiperespaço, deixando para trás apenas uma grande massa metálica em chamas.

– Que a Força esteja com vocês.




FIM
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
CONTINUARÁ...


Obs.: A primeira "temporada" de The Force Steady acaba de acabar, mas voltará em alguns meses. Aguarde.

Por favor, comente qualquer erro que você perceber, critique, elogie, beba um café, e compartilhe nossa página.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O Bardo #12 - Star Wars - The Force Steady capítulo 9

Capítulo 1 - Fugitivos
Capítulo 2 - O Fogo
Capítulo 3 - O Tirano
Capítulo 4 - A Ascensão do Falcão
Capítulo 5 - A Base Abandonada
Capítulo 6 - O fim do Magnífico Falcão
Capítulo 7 - Aterrissagem
Capítulo 8 - A Batalha de Hega


Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante...




A República foi dissolvida. o maligno Império Galáctico se organiza em torno de seu novo líder, Palpatine, e de seu pupilo, Darth Vader, enquanto planeja a construção da nave mais poderosa da galáxia, a Star Destroyer. As forças imperiais implantam um novo exército de clones, ainda mais capacitado do que o primeiro, e iniciam a construção da arma mais destrutiva já feita, pretendendo capturar e destruir os membros da recém-formada Aliança Rebelde.

Agora unidos, um caçador de recompensas, um mercenário e um soldado do império escapam das forças inimigas, para se encontrar no planeta Nwython, onde fica uma pequena base rebelde.

Enquanto isso, nos confins da galáxia, uma sociedade de Jedi remanescentes procura desesperadamente pelo artefato que pode destruir os Sith definitivamente e restaurar a liberdade na galáxia.



No episódio anterior...


Chegando finalmente à base rebelde de Hega, Ronen recebe uma tarefa maior do que a original, de encontrar cinco cristais lendários e entregá-los a um Jedi exilado. Blitz, Niwro, Hunk e Sorg invadem a base pedindo à Mon Mothma para se unir à Aliança, mas ela os expulsa, pensando se tratarem de espiões. Com o grupo prestes a se separar, um repentino e massivo ataque do Império é a oportunidade de eles mostrarem o seu valor e serem nomeados uma equipe pela própria líder da Rebelião.




The Force Steady – Capítulo IX – A Batalha de Hega, Parte 2



Uma tempestade de tiros de blasters e canhões de íons invadiu o céu de repente, com a chegada dos reforços da Rebelião. Vários caças TIE, de vários modelos, e muitas X, Y, A, B e E-Wings se bombardeavam, buscando vencer a batalha, que cada vez mais pendia para o lado da Aliança. 
– Nesse caso, – disse Ronen. – Podemos partir? A batalha em solo pode estar perdida, mas no ar os rebeldes são imbatíveis, certo? 
– Certo, Ronen. – Concordou Mon Mothma. – Vocês podem partir agora. Não se esqueça: Gylliwn, planeta perdido nos confins da orla exterior. Você deve usar esse mapa. – A Líder entregou na mão do mandaloriano um pequeno pedaço de metal em formato de prisma. – Não deixe que essa informação caia nas mãos do Império. Ninguém mais conhece a localização do planeta. Chegando lá o Cavaleiro Jedi dará todas as instruções a vocês.
Assim que todos entraram na nova nave de Sorg, Ronen chamou a Slave, que ainda estava caída no campo de batalha, para perto de si. Controlou-a remotamente, e a posicionou no compartimento de carga da nave de Sorg. Como era um modelo Slave menor do que a normal, ela coube perfeitamente. Pouco depois, os seis decolaram.



***



As seis naves de fuga dos rebeldes estavam saindo da atmosfera, a nave da equipe acompanhando sua velocidade. Elas estavam prestes a entrar no hiperespaço, quando, de repente, o escuro plano de fundo do céu estrelado foi invadido por dezenas de destróieres imperiais recém-saídos da velocidade da luz. Os comunicadores das naves imperiais explodiram de alertas dos oficiais.

– Senhora, não temos armamento para combater os destróieres!
– Contatem a base, disparem com o canhão de íons!
– Preparar manobra furtiva, vamos passar pela direita
–Atenção, todas as naves, estamos impossibilitados de saltar para o hiperespeaço. Repito, não podemos entrar no hiperespaço, um classe imobilizador está agindo. Chamem as X-Wings.

No meio da formação imperial, se destacava uma nave parecida com o Star Destroyer, porém, com quatro domos de metal na estrutura.

– Gente. – Sorg chamou os tripulantes para o cockpit. – Aquilo também é um problema? – E apontou para a nave maior com os domos.
– Pode crer. – Concordou Niwro. – É um interdictor. Ele cria um campo gravitacional tão forte que impede qualquer nave de saltar para o hiperespaço. Por isso os rebeldes não estão conseguindo fugir. Nem nós.

Os destróieres começaram a atirar, e as naves rebeldes, com pouco poder de fogo, faziam de tudo para sobreviver.

Ronen, no banco do copiloto, ligou o comlink ao ouvir o chamado de uma das naves rebeldes.

– Alguém na escuta? Aqui é Capitão Antilles, para a nave da equipe furtiva de Mon Mothma.

– Aqui é Ronen. Alguma ideia para escaparmos?
– A estimada Líder pediu para comunicá-los isso. Estamos sem saída. Ela também pede humildemente sua ajuda.

Nesse momento, Mon Mothma tomou o microfone e sua voz surgiu no comunicador.

– A Rebelião precisa de vocês, Ronen.
– Uau. Já chamaram os caças?
– Chamei dois esquadrões para nos ajudar. Vocês conseguem bolar um plano para desativar o imobilizador?
– Vamos conversar, já comunicamos vocês. – Ronen virou a cadeira e olhou para os quatro ali, em pé, e Sorg no banco do piloto. – Alguma sugestão?

Niwro olhou para todos e começou a falar.

– Evidentemente, temos que derrubar aquela coisa. Mas não temos o poder se fogo suficiente.
– Eu poderia fazer uma bomba. – Interrompeu Sorg. – Mas não tenho muitos materiais, e seria difícil derrubar um alvo daquele tamanho.

A nave tremulou com um tiro de destróier.

– Escudo defletor a 80%, Sorg. – Alertou Ronen. – Vamos ficar aqui parados?
– Ponha toda a potência nos escudos laterais. – Instruiu o piloto. – Fique rondando a formação imperial enquanto bolamos um plano. Quando vierem os caças, distribua a potência para todos os escudos, e alguém vai para as armas atirar neles. – Sorg pareceu surpreso neste momento. – Nossa, como eu sei de tudo isso?

– Eu tenho uma ideia. – Disse Hunk, até então quieto. – Nós somos capturados de propósito, derrotamos eles e destruímos o destróier de dentro para fora.

Walker contestou a ideia:

– Uau, é muito fácil pra você, não? Isso tem tudo para dar errado!
– Até que não é tão ruim assim. – Manifestou-se Niwro. – Eu conheço um pouco da engenharia das naves imperiais, poderíamos desativar o gerador de campo gravitacional lá dentro.

Sianblitz começou a mexer no seu decoder, e um holograma surgiu de seu olho robótico.

– Eu invadi o sistema do interdictor. O gerador principal fica aqui. – ele apontou para um ponto no mapa holográfico. – Olhem. Consegui a localização e movimentação de cada soldado dentro da nave. Eles cometeram o erro de deixar os rastreadores dos clones sem proteção contra hack.
– Que eficiente. – Elogiou Niwro. – Perfeito. Tenho um plano. O único problema é se eles vão cair nessa.
– Diga, espertão. – John Walker fez uma cara de desprezo.

Em poucos minutos, Niwro contou todo o plano, delegou tarefas, e ainda disse:

– Ronen, chame Mon Mothma, por favor.

Ele pegou o microfone, digitou o código e logo a voz da líder da Aliança surgiu.

– Já decidiram?
– Sim, temos um plano.
– Muito obrigado, Ronen.

Nesse momento, os destróieres liberaram as TIE Fighters, e logo depois chegaram os caças da Rebelião.

– Vamos colocar o plano em prática agora. Mas precisamos de reforços.
– Quer que eu mande quantas X-wings?
– Seis bastam. Ponha-nos para falar com os pilotos, vamos passar o plano para eles.



***



A Slave, saída do compartimento da nave de Sorg, se aproximou o suficiente do hangar lateral do interdictor. Ronen passou atirando, e quando ia se afastar, o Império engoliu a isca, acionando o raio trator na pequena nave, levando o piloto a soltar uma exclamação de felicidade. Assim que a nave pousou no piso branco metalizado do hangar, quatro passageiros esperavam na rampa de desembarque ainda fechada. Fora da nave, vários stormtroopers formaram uma fila em torno da rampa, apontando os blasters.

A rampa abriu devagar, deixando os stormtroopers desconfortáveis e ansiosos.

– Cadê o Niwro? – Indagou Ronen.
– Aqui. – Uma voz veio do ar. – Mantenham a posição. O plano ainda está de pé.

Ninguém viu de onde vinha a voz do Royal Guard, mas continuaram alertas. A rampa desceu de repente, e, de dentro da nave, saltaram John Walker, Hunk e Ronen, de armas em punho, atirando. Eles saltaram sobre os stormtroopers, socaram, chutaram, queimaram. Hunk acionou uma pequena alavanca no seu lança-chamas, e do seu núcleo surgiu um campo defletor. Os três ficaram dentro daquela bolha azulada, atirando nos soldados imperiais sem serem atingidos. Surgiram dois clones de armadura mais pesada, parrudos, com grandes canhões nas mãos. Hunk entrou em luta corporal com um deles. O outro foi imediatamente fuzilado, por uma arma invisível. Assim que Hunk, com ajuda de Walker e Ronen, derrubou o último soldado, deixando o salão vazio, como que por magia, Niwro surgiu do outro lado do hangar, ao lado de uma porta que levava ao interior do destróier.

– Como diabos você chegou aí? – Gritava John Walker.
– Não dá tempo de explicar agora. Venham, rápido!

Mas nesse momento, de várias portas existentes no local, começaram a surgir dezenas de stormtroopers, armados, cercando os quatro, e os rendendo. Ronen olhou para Niwro, aflito, e falou:

– Isso faz parte do plano?





CONTINUA NA SEMANA QUE VEM



Por favor, comente qualquer erro que você perceber, critique, elogie, beba um café, e compartilhe nossa página.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O Bardo #11 - Star Wars - The Force Steady capítulo 8

Capítulo 1 - Fugitivos
Capítulo 2 - O Fogo
Capítulo 3 - O Tirano
Capítulo 4 - A Ascensão do Falcão
Capítulo 5 - A Base Abandonada
Capítulo 6 - O fim do Magnífico Falcão
Capítulo 7 - Aterrissagem


Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante...




A República foi dissolvida. o maligno Império Galáctico se organiza em torno de seu novo líder, Palpatine, e de seu pupilo, Darth Vader, enquanto planeja a construção da nave mais poderosa da galáxia, a Star Destroyer. As forças imperiais implantam um novo exército de clones, ainda mais capacitado do que o primeiro, e iniciam a construção da arma mais destrutiva já feita, pretendendo capturar e destruir os membros da recém-formada Aliança Rebelde.

Agora unidos, um caçador de recompensas, um mercenário e um soldado do império escapam das forças inimigas, para se encontrar no planeta Nwython, onde fica uma pequena base rebelde.

Enquanto isso, nos confins da galáxia, uma sociedade de Jedi remanescentes procura desesperadamente pelo artefato que pode destruir os Sith definitivamente e restaurar a liberdade na galáxia.



No episódio anterior...


O seis, flutuando em uma bolha de microgravidade a 3 mil pés de altura do planeta Hega, procuram desesperadamente uma maneira de se salvar, antes que o campo desative e eles caiam para morte. No último segundo, Sorg consegue consertar o comunicador de Ronen, e esse chama a sua nave Slave, salvando todos da queda. Eles pousam suavemente perto da base rebelde, e antes de ir até lá, Sianblitz deixa um memorial próximo aos destroços da Millenium Falcon...




The Force Steady – Capítulo VIII – A Batalha de Hega



No movimentado hangar principal da base rebelde, soldados e pilotos andavam de um lado para o outro, agitados. Na sala de computadores, Mon Mothma, a líder da Rebelião, conversava com um técnico, quando entrou no recinto um homem de expressão preocupada.

– Que notícias traz, Madine? Obtiveram sucesso em Ord Mantell?
– Quase tivemos sorte em dominar o posto estratégico, mas por uma infeliz coincidência, lorde Vader estava lá de passagem, e exterminou metade dos nossos soldados. Tive que ordenar uma retirada.
– Sabia escolha, capitão. Mas o que ia me falar quando entrou?
– Uma nave hostil se aproxima. Parece um caçador de recompensas, pelo modelo. Devo dar ordens para o operador de armas?
– Não, espere. Fique com o canhão de prontidão, mas se for quem estou pensando, não temos motivo para não recepcioná-lo com boas maneiras. 
– Senhora, não me diga que você contratou um caçador...
– Em tempos de crise, atitudes drásticas são necessárias.
– Mas essa ralé trabalha para o Império!
– Não. Eles trabalham para quem paga mais.


***


A Slave pousou suavemente na grama em frente ao portão secundário. Ronen e Walker, desceram a rampa, então um oficial se apresentou e pediu para acompanhá-los até Mon Mothma. Poucos minutos depois os dois passavam pela porta e entravam numa sala circular reservada, onde Mon Mothma esperava sentada. Ela olhou com espanto quando os dois entraram. 

– John Walker, está trabalhando com Ronen? Que surpresa! 
– Não, ele só me deu uma carona depois que eu fugi de uma prisão do Império.
– Você não fugiu! Eu resgatei você!
– Mas eu te ajudei.
– Eu totalmente e sozinho resgatei você! 
– Vamos aos negócios. Está com o cristal?
– Ele nunca saiu do meu col... Oh, não.

Interrompendo o diálogo, Blitz entrou na sala, segurando um cilindro de metal e vidro na mão. Com sua voz eletrônica, ele gritou:

– Mandaloriano, creio que esqueceu seu... Esqueceu isso.
– Ah, obrigado. – Ronen estendeu o braço e pegou rapidamente o cilindro entregando-o à líder rebelde. Mon Mothma olhava estranhamente para o magnaguard que havia entrado, mas logo sua desconfiança passou.
– Não é pra mim, Ronen.
– Está brincando, não é?

Neste momento, Niwro, Hunk e Sorg entraram correndo na sala, seguidos de soldados que apontavam armas para eles. Hunk rosnou para um soldado, seguido de um sonoro "escória rebelde".

– Parados!
– Não, esperem. – Ronen se aproximou dos três. – Não atirem. 
– Ronen, como você traz um stormtrooper, um guarda imperial, e um guarda-costas de Grievous aqui? E o que é aquilo? – Mon Mothma estreitou os olhos.
– Meu nome é Sorg.
– Espere. Eles não são o que parecem. O droid está reprogramado.
– Creio que o correto a se dizer é que eu me reprogramei. 
– Niwro e Hunk pretendem se unir a Rebelião. 
– É verdade isto que Ronen disse? – Mon Mothma olhou inquisidora. Niwro se adiantou para falar. 
– Sim, eu me rebelei do Império. Assim como Hunk. E Sorg, perdeu a memória, não tem rumo.
– Senhora rainha, é pura verdade, matei os meus oficiais e vim servir à escória. 
– Cale a boca, Hunk. – Disse John Walker com a mão tapando os olhos.
– Desculpe, mas é muito difícil acreditar que não são espiões do Império com essa atitude.
– Mon Mothma, nós odiamos o Império, queremos fazer de tudo para destruí-los. 
– E eu quero que vocês se retirem. Agora.
– Mas... 
– Retirem-se os quatro, ou teremos que usar a força. – Quando eles saíram, Mon olhou para Ronen. – Meu assunto é com você. 
– Diga. 
– Este artefato que você têm nas mãos é algo extremamente perigoso. Há muito em jogo, e muitos querendo ele para si. Na verdade, existem outros quatro desses em toda galáxia, forjados dos restos da destruição da última estrela kyber. Você vai conhecer seu poder depois. O que interessa é que essas joias devem estar em boas mãos, e rápido. Quem me contatou foi um Jedi exilado em Gylliwn, pedindo os seus serviços. Basicamente ele quer que você pegue os cinco cristais, e leve para ele.
– Por que eu? E por que motivo eu faria isso? Eu cumpri o combinado e quero meu pagamento. 
– Eu lhe pago agora, tudo bem. Você fez o seu serviço perfeitamente. Mas saiba que o pagante na verdade é o Jedi. Ele lhe oferece qualquer coisa que pedir, se for pela segurança dos cristais. 
– Está melhorando. Mas quais são os riscos? 
– Soube que também há um lorde Sith atrás deles. Mas enquanto ele não souber da sua existência, você está seguro. Os maiores perigos são quem guarda os cristais. 
– Não sei se vale a pena.
– Ronen, por favor, é uma questão mais do que econômica, quem tiver a posse desses cristais pode fazer coisas horríveis. Eu lhe pago o triplo do que prometi se você fizer isso.
– Está bem. Eu topo. Qualquer coisa que eu pedir, não? Muito bem. Vou partir agora.

Ronen e Walker se encaminharam para o hangar. 


***


 Estavam no grande saguão repleto de naves e soldados rebeldes, Blitz, Hunk, Sorg e Niwro. 

– Então, é hora de nos separarmos. – Anunciou John Walker. – Graças aos céus, não via a hora disso. Eu vou indo, adeus. 
– Eu tenho que partir para um missão, estou indo agora. Err, adeus também. Vocês vão para onde?
– Estamos sem rumo agora. – lamentou Niwro. – Se desertamos do Império e a Aliança não nos quer, só resta ir para bem longe. 

Sianblitz, neste momento, apontou para longe e perguntou: 

– O que é aquilo? 

Todos olharam espantados para a grande massa negra no horizonte, que descia na superfície do planeta lentamente, tapando a aurora. John Walker pegou um binóculo e olhou naquela direção. 

– Ferrou. É um destróier, droga. Está descarregando alguma coisa na superfície. Não. Muitas coisas.
– O que é um destróier? – Indagou Sorg.
– Nem isso você sabe seu idiota? 
– É algo que devemos destruir, Sorg. Assim como tudo que sai de dentro dele.
– Vão chegar aqui em poucos minutos.

Um alarme começou a soar. Em pouco tempo dava para ver a terrível carga do destróier. Na linha de frente, dez Juggernauts vinham despejando tropas e mais tropas. Atrás, cinco fileiras de stormtroopers seguidos de cinco fileiras de clonetroopers marchavam carregando estandartes do Império. Vários imperial walkers desciam da nave, entre eles seis AT-ATs, dois deles blindados, com armadura preta e um grande símbolo do Império Galáctico em vermelho do lado. Dúzias de AT-DPs e incontáveis AT-RTs também marchavam em direção à base rebelde.

– Acham que podemos atrasá-los? – perguntou Niwro.
– Gente, venham ver isso. – Sorg mexia numa pilha de sucata num canto do hangar. – Olhem o que achei.
– O que é isso? 
– Duas torretas destruídas. 
– E daí? 
– Eles deixaram os reatores aqui. Posso fazer uma bomba. 
– Ótima ideia. – Niwro examinou a sucata. – Acha que consegue acoplá-las na Slave e jogar as bombas no exército imperial?

Todos os soldados haviam saído com as x-wings daquele hangar, deixando somente um cargueiro no fundo do saguão. 

– Posso, mas não vai ser na Slave. Eu vou usar aquela nave. – Sorg apontou para onde ela estava. 
– Uau. – exclamou Ronen. – Cabe a minha Slave aqui dentro. 
– Ok, Sorg. Faça o melhor que puder – ordenou Niwro. – Se puder acoplar outras coisas nessa nave, faça. Jogue tudo naqueles desgraçados. Blitz, acha que consegue invadir o sistema imperial e atrasar as TIE Fighters? Ótimo. Eu, e o resto vamos na Slave e tentamos destruir aqueles desgraçados. E... Cadê o Hunk? 

Eles olharam para fora e viram Hunk correndo na direção do exército inimigo. Ronen respondeu a pergunta de Niwro:

– Ele foi se divertir.


***


Hunk só pensava em exterminar o máximo de stormtroopers que conseguia. Sua fúria podia ser vista de longe, com o lança-chamas ele destruía tropas num raio de cinco metros, às vezes trocava socos, usava o corpo de um clone como clava, e conseguiu derrubar um juggernaut com sua granada. No alto, Sorg passava lançando as bombas que ele acabara de criar. Com a maestria de um piloto que ele nem sabia que era, desviava dos tiros dos caças imperiais. Blitz estava com ele na mesma nave, mexendo no seu decoder, e em cada comando, uma TIE Fighter caía em direção às fileiras de soldados. Na Slave, Ronen atirava sem sucesso em um AT-AT. Ele foi atingido uma ou duas vezes, mas não foi grave. 

– Walker. – Chamou Niwro. – Fiquei sabendo que você tem bacta. Pode emprestar um pouco para a minha perna machucada?
– Use uma gota só. É o suficiente para conseguir andar. 

A Slave foi atingida mais uma vez. Então Walker bolou uma estratégia. 

– Se o Ronen estabilizar ao lado do AT-AT, eu lanço o arpéu, e nós vamos até a cabine, e fazemos a festa. 
– É uma boa ideia. Ronen, pode fazer isso? 
– Já estou fazendo. 

A Slave lentamente flutuou ao lado do walker, abaixando a rampa. Walker se segurou no pistão, apertando o gatilho do lançador de arpéu. Um cabo atravessou o ar, se fixando à lateral do AT-AT, enquanto a outra ponta ficou presa na nave. Os dois se seguraram na roldana, e foram lentamente se aproximando do veículo de quatro patas. Mas, de repente, um tiro de TIE Fighter acertou a Slave. Esta rodopiou, caindo na planície, consequentemente soltando o cabo e deixando Niwro e Walker pendurados no ar. Eles só conseguiram ver o momento em que Ronen desceu da nave caída e começou a atirar nas tropas que conseguia;

John Walker e o royal guard conseguiram escalar até a parede do AT-AT. 

– Me diga que você guardou aquele sabre de luz. – disse Walker, batendo na parede acinzentada de metal. 
– Está aqui. – Ele pegou a arma no cinto, ligou e fez um círculo desajeitado na parede com a lâmina índigo. Walker alcançou o buraco, mas quando ia entrar, vários tiros de stormtroopers foram na sua direção. Então ele se atirou, ficando novamente pendurado pelo cabo. Os tiros cessaram. – O que está fazendo?
– Eles têm blasters! 
– E daí? – Niwro começou a se balançar no cabo.

Neste momento, um dos stormtroopers se aproximou do buraco aberto pelo sabre. Quando ele ia olhar para baixo, foi surpreendido por um chute de Niwro, saltou para dentro do veículo se balançando no cabo. Ele derrubou um soldado com sua sniper, os outros dois que restavam ele tentou derrubar no soco. Walker entrou e o ajudou. Uns minutos depois, estavam os dois troopers nocauteados no chão. Eles entraram na cabine, onde havia dois pilotos e um oficial. Atiraram neles. Tomaram o controle do veículo, e foram andando em direção aos outros walkers. 

Sorg ainda tinha uma bomba embaixo de sua nave, e ia atirar num AT-AT, quando foi interrompido por uma chamada no comlink. Era Niwro. 

– Sorg, não vai atirar essa coisa em nós, não?
– Vocês estão no cavalo de metal?
– No desgovernado. 
– Não esquente, eu... – A comunicação foi perdida quando um chiado foi ouvido.
– Sorg?
– Eu fui atingido. Estou caindo!
– Tente virar para o lado da base, e voltar pra lá, você está perto.
– Blitz conseguiu consertar o estabilizador. Estamos bem. 
– Nesse caso, podem me pegar aqui embaixo? – intrometeu-se Ronen. 

Sorg atirou a última bomba num dos walkers blindados, destruindo-o. Logo em seguida, ele resgatou Ronen do meio do campo de batalha. Niwro e Walker fugiram do AT-AT antes que uma A-wing da rebelião conseguisse explodi-lo. Eles conseguiram correr até a lateral da base, onde vários naves de transportes da Aliança tentavam escapar com os rebeldes. Lá também estava pousada a nave de Sorg. A base rebelde tinha um prédio inteiro destruído pelo Império, e ameaçava ruir. Mon Mothma, que andava agitada de um lado para o outro, tentando resgatar os feridos. Ela olhou para os cinco que ali estavam, aproximou-se e disse:

– Acabei de ver o que vocês fizeram. Foram muito bravos. Desculpem-me por não acreditar em vocês. Ronen, penso seriamente que você precisará de uma equipe.
– Seria bom para cumprir meu serviço mais rápido. Mas o Jedi toparia pagar-lhes o mesmo? 
– Não importa, eu pago todos vocês depois se toparem participar dessa missão, e podem levar essa nave.
– Mas nem sabemos que porcaria de missão é essa. – Interveio Walker. 
– Nós não temos para onde ir mesmo. – Interrompeu Niwro. – Eu topo.
– Argh, ok. 
– Topo.

Hunk voltou do campo de batalha todo ensanguentado, coberto de fuligem e mancando. 

– O que vocês topam?
– Não importa. Você vai descobrir depois. Eu nomeio vocês, com sua permissão, uma Equipe Furtiva de Elite. Devem ser extremamente perspicazes e discretos. mas nossa prioridade agora é evacuar os inocentes. Estamos perdendo essa guerra. 

Então, eles ouviram um som agudo de X-wing vindo do penhasco. Além do mar, no horizonte, um borrão se aproximava. Então, cortando uma enorme onda, centenas de X-wings, A-wings, Y-wings e B-wings surgiram, atirando contra o Império. Hunk olhou ao longe e disse: 

– Perdendo? Comigo no campo de batalha, acho que não...





CONTINUA NA SEMANA QUE VEM


Por favor, comente qualquer erro que você perceber, critique, elogie, beba um café, e compartilhe nossa página.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O Bardo #10 - Star Wars - The Force Steady capítulo 7

Capítulo 1 - Fugitivos
Capítulo 2 - O Fogo
Capítulo 3 - O Tirano
Capítulo 4 - A Ascensão do Falcão
Capítulo 5 - A Base Abandonada
Capítulo 6 - O fim do Magnífico Falcão


Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante...




A República foi dissolvida. o maligno Império Galáctico se organiza em torno de seu novo líder, Palpatine, e de seu pupilo, Darth Vader, enquanto planeja a construção da nave mais poderosa da galáxia, a Star Destroyer. As forças imperiais implantam um novo exército de clones, ainda mais capacitado do que o primeiro, e iniciam a construção da arma mais destrutiva já feita, pretendendo capturar e destruir os membros da recém-formada Aliança Rebelde.

Agora unidos, um caçador de recompensas, um mercenário e um soldado do império escapam das forças inimigas, para se encontrar no planeta Nwython, onde fica uma pequena base rebelde.

Enquanto isso, nos confins da galáxia, uma sociedade de Jedi remanescentes procura desesperadamente pelo artefato que pode destruir os Sith definitivamente e restaurar a liberdade na galáxia.



No episódio anterior...


A equipe encontra o estranho Sorg, e, como têm uma dívida de vida com ele, resolvem levá-lo junto para encontrar Mon Mothma, a fim de que Ronen cumpra sua tarefa e Niwro possa se juntar à Aliança. Com o auxílio de Sianblitz, o magnaguard, eles se dirigem para Hega, onde fica a base rebelde. Porém, num incidente dramático, Sorg atira na cabeça de Raz Tiranus, matando-o e danificando os controles do painel no cockpit. Com a pane, Blitz tem a ideia de usar uma granada antigravitacional, que acaba por partir a Millenium Falcon em três pedaços e violentamente lançar os tripulantes para fora, deixando-os à deriva na bolha de microgravidade a três mil pés de altitude do planeta Hega.




The Force Steady – Capítulo VII – Aterrissagem



Passado o desespero, os seis aventureiros já começavam a aceitar a morte certa. John Walker olhava para a superfície do planeta melancólico.

– Nunca pensei que ia morrer com essa vista magnífica.

Todos se olharam estranhamente. Walker, que sempre estivera reclamando de tudo que podia, e não transparecia nenhum sentimento, agora parecia quase chorar. Ronen quebrou o gelo.

– Ok, pessoal. É difícil fazer isso. Mas eu tenho uma missão sozinho. Terei que deixar vocês. Posso consolá-los dizendo que foi bom ter uma equipe uma vez na vida. Mas... Eu trabalho sozinho. – Ele acionou um botão nas costas da sua armadura, ligando o jetpack. – Adeus, gente.

O jetpack deu dois estalos, soltou um pequeno jato de fumaça, e parou. John Wlaker nesse momento caiu na gargalhada.

– Ha, ha, ha, otário! Onde já se viu um caçador de recompensas que não conserta os equipamentos?
– Ele não está estragado, só sem combustível.

Hunk bateu com a mão no capacete, decepcionado. Nesse momento, um cilindro de metal passou na sua frente. Niwro, que estava ao seu lado, alcançou e pegou o objeto.

– Olhem isso. – Ele apertou um botão do lado e uma lâmina achatada cor índigo surgiu. – O sabre de luz de Raz Tiranus. Saiu voando quando a nave se partiu. Sorg, acha que pode construir algo com isso.
– Eu sei o que você pode fazer. – John Walker falou, alto. – Me mate.
– Desculpe, Niwro, não há nada que eu possa fazer. Eu nem sei o que é isso.

O último traço vermelho no pequeno painel da granada estava prestes a se apagar, desligando o campo de antigravidade.

– Então é isso. – Hunk olhou para os companheiros. – Nunca pensei que diria isso pra alguém, mas foi bom conhecê-los. Alguém pode me nocautear, para eu não ver a queda?



***



Num salão de paredes negras, Darth Tarsec esperava numa espécie de trono de mármore. No instante seguinte, entrava na sala um sujeito pequeno, de olhar frio.

– Onde está meu cristal, Kulyy? Fez o que mandei?
– Sim, sim, senhor. Ativei um droideka gigante à distância, para atacá-los. Mas eles conseguiram destruí-lo.
– Você não conseguiu o cristal? Não confrontou-os? – Os olhos daquele lord Sith, de pele cinzenta e capa preta começaram a ficar perigosamente cerrados.
– Senhor, eles já estavam entre quatro quando os encontrei. Seria impossível abatê-los, ainda mais com Raz Tiranus ajudando-os.
– Você tinha um droid gigante! Como não conseguiu??
– Eles não podem ser subestimados senhor. Parece que podem, mas não.
– Kulyy, lembra o que lhe falei quando pedi esta tarefa?
– Para... Não decepcioná-lo? Mas, senhor...
– E você me decepcionou. – O Sith estendeu a mão, e suspendeu o criado no ar, usando a Força. – Pela última vez.

O pequeno homem estava flutuando no salão, entre dois pilares, quando Tarsec cerrou o punho, quebrando todos os ossos do criado num movimento violento. O homem caiu no chão contorcido. Dois outros serviçais que esperavam na porta, pasmos, correram para pegar o cadáver de Kulyy, e saíram rapidamente da sala, aterrorizados. Do outro lado da sala, o Sith falou, alto:

– É bom que saibam o que acontece aos incompetentes.



***



Todos estavam em silêncio. John Walker tentou alcançar Hunk, para nocauteá-lo, como ele havia pedido, mas não conseguia sair do lugar.

– Desculpe, é difícil se mexer nessa bolha sem um apoio.

Então Ronen teve um estalo.

– Não. Esperem. Minha nave!!
– O que tem ela? – perguntou Niwro.
– Eu posso chamá-la!!! Estamos salvos!

Ronen colocou o capacete que ele carregava debaixo do braço, e apertou um botão. Ele apertou de novo, sem resultado, depois começou a bater, furiosamente, na lateral do objeto. 

– Eu levei um tiro de raspão, e fiquei sem o comunicador!
– Desculpe. – Disse Hunk. – O tiro foi meu.
– Então a culpa é sua!!! VOCÊ NOS CONDENOU!!!!
– EU ESTAVA SEGUINDO ORDENS!!
– Ronen, pare de se mexer, estou tentando... – Sorg segurava a cabeça de Ronen
– Hunk, pare, só vai piorar a situação.
– Pessoal, minha granada está acabando, acho que é o fim.
– CONSERTEI!!!

Sorg interrompeu a discussão no exato momento em que a última luz da granada se apagou.

Os seis caíram ao mesmo tempo. Só não dava para ouvir os gritos por causa da velocidade da queda. John Walker se esforçou, forçando os pulmões, e gritou:

– CHAAAA... MEEEEEE

Então Ronen, com muita dificuldade, tentou alcançar o botão do capacete. Mas, este escapou de sua cabeça, e saiu voando na direção de Sianblitz.

Ele estendeu o braço de metal, o máximo que podia, apertou o botão, e...

Em poucos segundos, ouviu-se o impacto dos seis contra o metal da nave que saíra da velocidade da luz exatamente abaixo deles. Ronen, tentando se segurar, estendeu a mão para seu capacete, e um segundo depois, e a rampa da nave se abriu, deixando todos caírem lá dentro. Agora, apesar das fraturas, estavam a salvo.



***



Passados alguns minutos, Hunk e Ronen, que estavam menos machucados por causa do impacto, ficaram no cockpit da Slave. Os outros, principalmente John Walker e Niwro, estavam deitados nas macas, enfaixados, gemendo de dor. Sianblitz se aproximou do cockpit apertado.

– Blitz, será que você poderia colocar as coordenadas da base no comp... – Ronen olhou para ele  e franziu as sobrancelhas. – O que houve com seu braço?
– Tive que deixá-lo na sala de máquinas, Sorg o está consertando.
– Hm. Você pode colocar as coordenadas da base rebelde no computador da Slave?
– Não será preciso.
– Como assim?

Blitz apontou com o braço que ainda estava ligado ao corpo para um planalto adiante. Neste momento, a nave de Ronen sobrevoava um vasto oceano, com ondas gigantescas. Eles puderam avistar ao longe um penhasco, onde as ondas se chocavam e levantavam jatos de água que quase chegavam ao topo da falésia. Justamente no topo dessa formação eles puderam ver um campo plano de grama, e a construção de pedra que formava a base da Aliança Rebelde.

– É aquilo. A maior base rebelde da galáxia. E ali, naquela savana, são os destroços da antiga nave de vocês.
– Uau. Que observador. Vamos pousar lá, e ver se recuperamos algo útil.

A nave pousou suavemente, ao lado dos destroços da Millenium Falcon. Ronen, Hunk, Sorg e Sianblitz desceram. Sorg encontrou o hyperdrive queimado, tirou algumas peças, e perguntou a Ronen se poderia levá-las na Slave para uso futuro.

– Hunk. – Sianblitz chamou o flametrooper. – Consegue arrancar esse pedaço de metal para mim?
– Acho que sim. Para que?
– Você vai ver. Ronen, essa nave tinha nome?
– Sim. Era Millenium Falcon.

O IG-100 pegou seu electrostaff, ligou e começou a escrever algo no metal. Quando terminou, fincou a placa no chão.

– Pelo menos agora o nome vai ficar famoso. – Ironizou Hunk.
– Vamos, temos que encontrar Mon Mothma.
– Quem é Mon Mothma?
– Você vai ver, Sorg.

Eles entraram na Slave, deixando para trás aquela espécie de lápide, com os dizeres:

"Aqui terminou a história da Millenium Falcon."





CONTINUA NA SEMANA QUE VEM   


Por favor, comente qualquer erro que você perceber, critique, elogie, beba um café, e compartilhe nossa página.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

O Bardo #9 - Star Wars - The Force Steady capítulo 6

Capítulo 1 - Fugitivos
Capítulo 2 - O Fogo
Capítulo 3 - O Tirano
Capítulo 4 - A Ascensão do Falcão
Capítulo 5 - A Base Abandonada

Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante...




A República foi dissolvida. o maligno Império Galáctico se organiza em torno de seu novo líder, Palpatine, e de seu pupilo, Darth Vader, enquanto planeja a construção da nave mais poderosa da galáxia, a Star Destroyer. As forças imperiais implantam um novo exército de clones, ainda mais capacitado do que o primeiro, e iniciam a construção da arma mais destrutiva já feita, pretendendo capturar e destruir os membros da recém-formada Aliança Rebelde.

Agora unidos, um caçador de recompensas, um mercenário e um soldado do império escapam das forças inimigas, para se encontrar no planeta Nwython, onde fica uma pequena base rebelde.

Enquanto isso, nos confins da galáxia, uma sociedade de Jedi remanescentes procura desesperadamente pelo artefato que pode destruir os Sith definitivamente e restaurar a liberdade na galáxia.

No episódio anterior...


John Walker, Niwro, Hunk e Ronen chegam ao planeta Nwython, esperando encontrar na base rebelde local um refúgio contra o maligno Império Galáctico. Mas aterrissando no lugar, eles só encontram uma paisagem desolada, destruída pelo seu inimigo mais temido. Um droideka danificado acorda e ataca os aventureiros, que conseguem derrotá-lo com a ajuda de um slicer droid que vagava em busca de sucata. Para deixar a situação ainda mais estranha, um sujeito excêntrico num traje robótico aparece e os salva no último minuto...






The Force Steady – Capítulo VI – O fim do Magnífico Falcão



Os quatro viajantes da Millenium Falcon e o droid Magnaguard olhavam para o estranho que perguntara sobre a própria identidade. John Walker veio à frente, acusador:

– Como assim "Quem sou eu?" ? Você não sabe o seu próprio nome?
– Não, não. – O estranho balançou as mãos na frente do corpo. – Meu nome é Sorg. Eu sou engenheiro. Essas são as únicas coisas de que me lembro.

Niwro, confuso, pediu explicações.

– Espere. O que você faz aqui? Qual é a última coisa de que se lembra?
– Bem, eu acordei algumas horas atrás nesse planeta, só sabendo dessas duas coisas, e passei a andar sem rumo. Até vi esse robozinho no horizonte, alguns minutos atrás. – Sorg apontou para Sianblitz, que corrigiu:
– Eu sou um droid magnaguard, não um robozinho.
– Desculpe, eu não lembrava.
– Que ótimo, agora você já sabe de três coisas! – Raz Tiranus apareceu de repente, atrás do grupo. Nisto, Hunk virou-se e perguntou:
– O que você estava fazendo? Nós quase morremos esmagados por um droideka colossal, e você nem para dar uns tiros com sua nave?
– Ah, exato, eu estava tirando pó da cabine de armas. Mas, então, conseguiram falar com Mon Mothma?
– Você não se lembra que eu ia checar se havia sobreviventes nessa chacina? – Ronen falou, aflito.
– E encontrou Mon Mothma?

Nisso Ronen soltou um ruído de impaciência, virou as costas e entrou na nave.

– Com licença, minha análise corporal acaba de deduzir que você é o piloto dessa nave. Gostaria de dizer que posso indicar a localização de outra base rebelde onde podem concluir seus objetivos, em troca de transporte para lá. Podemos negociar? – O magnaguard fixou os olhos arroxeados em Raz.
– Ah, sim, claro. Acho que todos aqui concordam. – Neste momento John Walker deu um passo à frente para falar, mas foi impedido por Niwro, que em seguida disse:
– Você consegue nos dizer se há imperiais por perto desta base, Blitz?
– Esta é uma base secreta, desconhecido pelo Império, e poucos sabem de sua localização exata. Mas meus circuitos me dizem que não há nada que o Império não possa descobrir um dia.
– Bem, se Mon Mothma tiver fugido pra lá, vale a pena arriscar.
– Nesse caso, entrem, todos, não temos tempo a perder. E você, engenheiro excêntrico, vem também.

John Walker interrompeu Raz.

– Não vem não! Nem conhecemos ele!
– Espere Walker, até que faz sentido, ele nos salvou de uma explosão há pouco tempo. – disse Niwro.
– Faz sentido eu quebrar a sua cara!
– Ele é engenheiro, tem essas... coisas que contém explosões, e pode ser útil no futuro. Só resta saber se ele topa vir junto.
– Bem... Eu não tenho muito o que fazer, nem ao menos sei quem sou eu. O que eu tenho a perder?



***
 

Assim, os sete entraram na Millenium Falcon e em pouco tempo estavam no hiperespaço. Raz Tiranus em seguida saiu do cockpit e foi para a sala comum. Sorg e Sianblitz jogavam Dejarik em um tabuleiro redondo, enquanto Ronen dormia numa poltrona, o capacete mandaloriano jogado ao seu lado no chão.

– Admita Ron Stalker, sem esse droid, nós nunca saberíamos que a Aliança possui base em Hega. – Disse Raz, para Walker, que estava sentado num sofá girando um canivete nos dedos.
– É JOHN WALKER!! Como você sabe que eu reclamei do droid?? Você não estava lá quando eu falei!
– Eu estava espiando vocês lutarem com o droid pela janela do cockpit.
– Mas você disse que estava limpando a cabine de armas!
– É, eu digo coisas. Sorg, não ponha as mãos na parede. Essa nave é nova, sabe? Mandei fazer em Coruscant, exclusivamente para mim. Colocando essas mãos metálicas, você pode arranhar a lataria! E você, Stalker, cuidado com essa faca – Então Raz saiu da sala. John Walker, esgotado de raiva, arremessou a faca, que acertou a parede do corredor assim que o piloto passou.

– Ele já falou da nave umas sete vezes! Errou meu nome duas vezes e ainda não veio nos ajudar a destruir o droideka! O que vocês acham de matarmos esse idiota?

Sorg se levantou e disse:

– Ok. – E se dirigiu ao cockpit.

Todos na sala comum se entreolharam e deram um riso seco.

– Esse cara é uma figura.

Em seguida ouviram o som de um tiro de blaster. Se olharam assustados e correram para ver o que havia acontecido. Viram Sorg em pé ao lado do corpo de Raz Tiranus, com os braços estendidos sobre o painel e a cabeça ensanguentada.

– O QUÊ??? O QUE VOCÊ FEZ SEU IMBECIL? – Walker gritava diante do cadáver, e balançava Sorg pelo ombros.
– Ele era o único piloto que tínhamos...
– Por que me acordaram?
– Como vamos chegar a Hega agora?
– Mas você disse para matarmos ele...
– Eu estava brincando!
– Eu não entendo sarcasmo.
– Ah, não! O tiro ricocheteou e destruiu os controles do painel! Não temos como pilotar.
– Você é copiloto! Faça alguma coisa.

Então Niwro estendeu o braço e afastou os cinco.

– Eu preciso de espaço. Hunk, você retira o corpo pra mim? Blitz, pegue todas as ferramentas que conseguir e traga aqui. Sorg, vá até a sala de máquinas e deixe as cápsulas de fuga de prontidão. O resto... Não atrapalhe.

Niwro apertou alguns botões, puxou uma alavanca, e esta quebrou.

– Blitz, as ferramentas! – Ele gritou.

Neste momento, Sorg voltou da sala de máquinas

– Então, eu acionei alguns controles lá, e umas latas de metal saíram voando pelo espaço de repente.
– Oh, não. Você sabe o que são cápsulas de fuga???
– Acho que não lembro.
– Estamos perdidos!

O painel, neste instante, começou a soltar fumaça, e Ronen disse:

– Estou com um mal pressentimento sobre isso...
– Pifou. Nada funciona. Acho que não tem como piorar.
– Não, espere. Acho que eu sei como resolver. – Sianblitz largou as ferramentas que tinha trazido e tirou do cinto uma esfera metálica. – Granada gravitacional.
– Não faça isso! – Sorg gritou. – Estamos na velocidade da luz...

Mas Blitz apertou o botão, e um campo de força esférico tomou conta do local. Então as linhas estelares se desfizeram e a Millenium Falcon saiu do hiperespaço, exatamente acima do planeta Hega. Com a velocidade, a nave se partiu em três pedaços, que saíram voando e caíram em direção ao planeta acastanhado. Os seis ficaram flutuando no espaço, naquela esfera antigravidade.

– Ótimo! – disse Walker. – Nós estamos a pelo menos três mil pés do chão, o efeito da granada vai acabar e nós vamos cair para a morte. Ótima ideia, Sucatron.
– Em situações de urgência como essa, –  disse o droid. – o mais racional seria agir com calma para encontrar uma solução, ao invés de perder tempo achando alguém em quem botar culpa.
– Bela teoria! Então resolva essa.
– Sugiro que vocês caiam, enquanto observam o caçador de recompensas sair voando com seu jetpack. Eu, por outro lado, posso me consertar depois da queda.
– Perfeito! Eu não me importo com vocês mesmo. Nenhum de vocês!
– Calma. Se tiver algum destroço da nave por perto, poderíamos construir algo... – Tranquilizou Sorg.
– Ela estava na velocidade da luz, foi parada e se partiu em três pedaços. – Niwro estava ainda mais furioso que Walker. – Não tem nada aqui! Estamos sozinhos no espaço.
– E vai ficar mais difícil de respirar...




CONTINUA NA SEMANA QUE VEM


Por favor, comente qualquer erro que você perceber, critique, elogie, beba um café, e compartilhe nossa página.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

O Bardo #8 - Star Wars - The Force Steady capítulo 5

Capítulo 1 - Fugitivos
Capítulo 2 - O Fogo
Capítulo 3 - O Tirano
Capítulo 4 - A Ascensão do Falcão

Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante...


A República foi dissolvida. o maligno Império Galáctico se organiza em torno de seu novo líder, Palpatine, e de seu pupilo, Darth Vader, enquanto planeja a construção da nave mais poderosa da galáxia, a Star Destroyer. As forças imperiais implantam um novo exército de clones, ainda mais capacitado do que o primeiro, e iniciam a construção da arma mais destrutiva já feita, pretendendo capturar e destruir os membros da recém-formada Aliança Rebelde.

Agora unidos, um caçador de recompensas, um mercenário e um soldado do império escapam das forças inimigas, para se encontrar no planeta Nwython, onde fica uma pequena base rebelde.

Enquanto isso, nos confins da galáxia, uma sociedade de Jedi remanescentes procura desesperadamente pelo artefato que pode destruir os Sith definitivamente e restaurar a liberdade na galáxia.

No episódio anterior...


Ronen, John Walker e Hunk encontram Raz Tiranus, tentam levar sua cabeça a Sess em troca de uma nave. Depois de, misteriosamente, uma batalha ser evitada, o temido inimigo oferece carona aos três fugitivos para Nwython. Os três conhecem Niwro Faheert, e juntos eles chegam ao planeta, procurando a base rebelde, mas não sabem o que poderão encontrar lá...


The Force Steady – Capítulo V – A Base abandonada



Em poucos minutos, a recém-nomeada nave Millenium Falcon estava pousando no planeta Nwython, onde ficava uma base rebelde. Raz Tiranus e Niwro pilotavam, e Ronen e Hunk se espremiam na pequena cabine, e viam pela janela espantados com o cenário do planeta. Todos correram para a rampa de acesso, inclusive John Walker, que fumava seu charuto num canto da sala principal. O que viram dava uma sensação de desapontamento, de viagem perdida. Os cinco estavam lado a lado, na rampa de acesso, olhando para fora, em silêncio. O primeiro som que ouviram naquela paisagem desolada foi um resmungo de John Walker:

– Argh, não acredito. Se eu ficar mais um minuto com vocês quatro eu enlouqueço! Vamos logo para outro planeta! – Depois de uns segundos de silêncio, Raz Tiranus continuou.
– Foi atacado pelo Império.
– É... Meio óbvio não? Tem uns trezentos clones mortos no chão. – Ronen debochou. – Mas Mon Mothma estava aqui, será que conseguiu fugir?
– Tem um cruzador caído lá longe. Seria bom checar se há sobreviventes, ela poderia estar lá. – Raz apontou para o horizonte. Ronen prontamente aceitou a proposta.
– Eu vou lá. – Ele acionou um pequeno interruptor nas costas e o jetpack começou a fazer um ruído. Ele saiu voando em direção aos destroços da nave de fuga.

Hunk, assim que o mandaloriano saiu, perguntou a Raz Tiranus:

– E quanto a nós? Vamos para onde agora?
– Bom, eu acho que já fiz demais por vocês não? Digo, você Niwro, me pagou pela viagem, mas vocês... – Foi a resposta do contrabandista. Mas, de repente, seus olhos ficaram totalmente negros, e ele continuou. – Mas, é claro, eu sou uma pessoa benevolente, e vou levá-los a Mon Mothma, esteja ela onde estiver.
– Por que você... – Niwro, confuso, indagou.
– Eu já disse, sou incrível. – Os olhos de Raz Tiranus voltaram ao normal. Ele sacudiu a cabeça, sem entender. Foi subindo a rampa e entrando na Millenium Falcon. 
– Eu vou esperar Ronen lá dentro.

Niwro, John Walker e Hunk se entreolharam. Então Hunk desceu e começou a caminhar entre os destroços. Os dois fizeram o mesmo, procurando armas em boas condições ou explosivos. Quando Niwro se afastou, Hunk abordou Walker.

– Você notou algo estranho com aquele piloto?
– Que piloto?
– Humpf. O único piloto que você conhece. Raz Tiranus.
– Eu conheço vários pilotos, não sou um soldado medíocre e antissocial como...
– Não termine a frase... – Hunk fitou o rebelde e continuou. – Raz, quando eu perguntei se ele nos levaria p...
– Eu sei, e ele foi um idiota, mas não sei por que, aceitou nos ajudar. 
– Exato. Você viu os olhos dele?
– Espere. Tem alguém lá no horizonte.

Eles estavam caminhando enquanto conversavam, mas pararam para olhar o estranho que caminhava ao longe, uma figura quase robótica, que andava confuso e sem prestar atenção ao seu redor. Os dois se prepararam para correr em direção ao estranho, quando Niwro, de longe, gritou:

– Walker! Não se mova. Está debaixo de seu pé.

O rebelde olhou em volta, e percebeu onde estava pisando. Um gigantesco droideka, ou parecido com isso, caído no chão, a fumaça ainda saía de sua estrutura de metal manchada de preto, aparentemente estava avariado. Era como os droids blindados da antiga Federação de Comércio, mas muitas vezes maior e mais bem-armado. Estava parcialmente enterrado entre os destroços. Uma pequena luz estava acesa em sua "cabeça", por isso o temor de Niwro. John Walker ficou olhando o robô, e ignorou o alerta de Niwro. Tirou o pé bruscamente, e ouviu um ruído cibernético, luzes começaram a se acender, e a grande massa de metal estava se movendo.



***


Ronen se aproximou voando da grande nave caída. Ela tinha um grande rombo na parte lateral, provavelmente causado por um míssil imperial. Ele entrou por ali, e pousou no interior do hall de passageiros. Viu um cenário de pós-guerra. Foi andando pelo hall, adentrando na penumbra, vendo vários soldados rebeldes e imperiais caídos no chão, bancos queimados, furos nas paredes de metal da nave, e dois olhos roxos olhando para ele quando quase não havia mais luz no interior do cruzador. "Espere, dois olhos roxos olhando para mim?", pensou Ronen. Ele fez um movimento brusco para trás, pegou a primeira arma que achou no cinto, e disparou contra os olhos. Na verdade, ele tinha pego seu sabre de luz vermelho. Os dois olhos roxos também se assustaram, saltaram para trás, e uma espécie de eletricidade, da mesma cor dos olhos, começou a se mover rapidamente. Eram duas, girando de maneira simétrica, e de repente o mandaloriano pôde ver, com a luz violeta que tomou o local, o corpo do estranho. Era um droid IG-100 Magnaguard. Ele tinha um típico bastão elétrico, usado pelos guarda-costas de Grievous. 

Imediatamente ele atacou Ronen no tórax, mas este impediu com o sabre. Os dois começaram a se confrontar. Ronen chutou o droid e o lançou para trás, mas o IG-100 se levantou rápido, e apontou um pequeno blaster para a fenda da armadura do caçador de recompensas, perto da garganta.
Ele disse, com uma voz metálica distorcida:

– Nunca vi um sith mandaloriano. Largue o sabre.

Ronen largou a arma no chão, mas sem que o outro percebesse, apontou sua shotgun para o núcleo do droid. E corrigiu:

– Não sou sith, mas roubei esse sabre de um.

O droid imediatamente se afastou, parecia confuso. Ronen continuou:

– E o que um guarda-costas de Grievous faz aqui, longe do mestre?
– Estou sucateando.
– QUÊ? HAHAHAHAHAHAHAHA – Ronen soltava uma risada forçada. – Um magnaguard de última geração, sucateando, num planeta como esse?
– É o que se faz quando não se tem mais mestre. Eu não era de Grievous. Só sei que voltei do conserto sem meu bloqueador, e de repente não era mais submisso ao meu mestre.
– E depois?
– Eu o matei e fugi. Ele era um tirano.
– Espere. Vocês, droids, têm uma peça que impede que desobedeçam o mestre, é isso?
– Ela bloqueia parte da nossa consciência.
– Ok, mas... porque você está sucateando?
– É o que restou fazer. Estou tentando montar uma nave.

Os dois saíram do cruzador depois de ter procurado qualquer sinal de Mon Mothma e não encontrado. Finalmente, o droid questionou o mandaloriano:

– E você, o que faz aqui?
– Procurando por Mon Mothma. Preciso entregar a ela um... EI! Não é da sua conta, droid.
– Eu estava aqui durante o ataque imperial. Vi para onde ela foi.
– E para onde?
– Não é da sua conta, caçador.




***



No mesmo instante, Walker e Hunk pularam para trás. O gigantesco droid se levantou, tinha o triplo do tamanho de um droideka normal, canhões do tamanho de mísseis de concussão, e apesar de estar com metade do "corpo" enegrecido pelo fogo das explosões, ainda funcionava. Ativou o escudo defletor. E começou a atirar.

Todos procuraram uma cobertura, saltando para trás de escombros ou árvores. O gigante disparava pelo menos dez tiros por segundo, não dando tempo para eles contra-atacarem. Niwro gritou:

– Hunk, sua armadura deve resistir a alguns tiros, eu já desenvolvi algumas delas.

O flametrooper não esperou, saiu de sua "trincheira", e foi correndo em zigue-zague chegando mais perto do droid de batalha. Ficou embaixo do canhão, e no momento certo, saltou e se agarrou nele. O droid, tentando tirar o invasor dali, começou a atirar no próprio "braço". Walker, que estava atrás de uma árvore, atirava sem sucesso nas pernas do gigante. Niwro permanecia parado na sua trincheira, mas quando viu a situação do rebelde, comandou:

– Não vês que isso não adianta em nada? Você ainda tem granadas? Use-as!
– Quem é você para dar ordens, maricas?

Niwro correu para onde Walker estava, já que o droid estava distraído com Hunk.

– Escute aqui, ... – Neste momento, um tiro de blaster cruzou o espaço vazio entre os dois. – Eu sou um dos generais mais bem treinados do império, quando eu digo algo, é porque eu entendo.

Então ele roubou uma granada térmica do cinto de Walker, e lançou no droideka. Infelizmente, o explosivo acertou justamente no canhão onde Hunk estava agarrado. O canhão foi totalmente arrancado, levando o soldado junto. Hunk foi cair longe dali, com aquele grande canhão em cima das pernas, preso, ele gritou para os outros dois distraírem o droid. Niwro olhava para aquilo aflito.

– Ops.

E Walker, com um sorriso no rosto:

– Idiota.

Ele acionou o arpéu, e foi deslizando pelo ar até a perna do droideka. E ficou desviando dos tiros, e dançando entre as pernas do gigante, enrolando o cabo para paralisá-lo. O droideka, infelizmente, notou a presença de Walker ali e o jogou longe, livrando-se dos cabos. Niwro viu isso, começou a correr na volta do droid, fugindo dos tiros. Um deles acertou seu pé, e ele caiu. Antes que o droid pudesse fazer qualquer coisa, ele atirou um pequeno disco de metal para o lado, e puxou uma capa de camuflagem para si mesmo.

O disco foi rolando até o outro lado, passando por debaixo das pernas do droideka, que viu o movimento e se virou. O disco se auto-fixou ao chão, e criou um holograma de Niwro. Imediatamente o gigante começou a atirar na imagem trêmula do royal guard. Ficou interessado, pois o falso Niwro não se mexia, e quando chegou perto... O pequeno disco de metal eletrificou o droideka, que foi jogado para longe em seguida.

Agora Niwro, saindo da capa de camuflagem, estendeu a mão para o disco e o juntou do chão. Ficou parado, a uma boa distância do droideka, que se levantava. O campo de força azul que protegia o robô piscou e desligou. Nisso, Niwro alertou John Walker:

– Ele está sem escudo, atire nas pernas.

O droideka se virou para Niwro, tentou atirar com o único canhão que restava, mas ele não funcionava. Então começou a correr na direção do ex-imperial. Era Niwro, parado, olhando atentamente para um pedaço de concreto no meio do caminho do droid, e o droid, correndo como um gigantesco touro de olhos vermelhos. John Walker atirava incessantemente nas pernas do gigante, conseguiu destruir metade de uma. Mas o inimigo não parou de correr, mesmo que desajeitadamente.

Niwro calculou o tempo com precisão, correu na mesma direção do droideka.

Desviou do canhão que atuava como um porrete para o inimigo.

Passou por debaixo das quatro pernas, subiu na placa de concreto.

Na mesma hora, o gigante pisou na grande placa, causando um efeito alavanca. então Niwro aproveitou o impulso da placa de concreto, saltou, girou no ar e se agarrou na parte traseira do robô. Este ficou procurando por Niwro, girando em torno do próprio eixo rapidamente. Walker atirou o arpéu, que enganchou no canhão, e o arrastou junto.

A cena era linda: o droideka girava enlouquecidamente, e Walker, pendurado pelo cabo do seu arpéu, girava ainda mais rápido. Niwro se agarrava nas "costas" do robô, e arrancava o máximo de circuitos que podia. Acionou sem querer um comando, e um torpedo foi lançado. Hunk, conseguindo se desprender do outro canhão que estava em cima de suas pernas, foi correndo, a fúria tomando conta de seu corpo, e se agarrou no outro braço do droid gigante, usou toda a força que tinha, e arrancou o canhão blaster inteiro com as duas mãos.



***



Ronen e o IG-100, que ouviram a explosão da granada térmica, foram correndo pro local. Pararam quando viram os três lutando com o droid gigante, e Ronen soltou um gritinho abafado pelo capacete.

– O QUÊ? O que vocês estão fazendo? Dançando salsa com esse droideka?

Ninguém respondeu.

Neste instante, Hunk e Walker foram jogados longe (de novo), não sem partes do corpo do inimigo. O Magnaguard que acompanhava Ronen acionou um aparelho no pulso, parecido com um decoder, deu alguns comandos, apontou para o droideka, e...

Niwro já estava tonto de tanto girar, tentava em vão arrancar os circuitos, mas de súbito, a dança parou. O robô-gigante-maldito estava desativado.

– De nada. – Disse o IG-100. Ronen esclareceu a situação assim que Niwro se recompôs.
– Ah, esse é Sianblitz. Ele sabe onde está Mon Mothma, mas não tem nave.
– Legal, depois a gente vende ele como sucata? – Disse Walker.
– É um slicer, pode ser útil. – Niwro, ignorando o rebelde.

Como se não bastasse, os cinco aventureiros foram interrompidos por aquele estranho que andava no horizonte. Ele usava um traje robótico, cor de chumbo com detalhes azuis, que tapava todo o corpo, até a cabeça. A primeira coisa que disse foi:

– Oi pessoal!

A única coisa que responderam, ao ver aquela massa de metal do droideka emitindo uma luz vermelha piscante:

– Vai explodir!!!

Correram, tentando se salvar, mas o estranho estendeu o braço na direção do droideka, cravou um pequeno tripé no chão, e uma energia invisível saiu da ponta do aparelho, envolvendo a massa de metal prestes a explodir, formando uma espécie de campo de força. Então, ouviram o estrondo e a bola de fogo ficou contida naquele pequeno domo invisível. Evitada o desastre, o estranho olhou para os cinco e perguntou:

– Com licença gente, mas... Alguém aí sabe quem eu sou?







CONTINUA NA SEMANA QUE VEM


Por favor, comente qualquer erro que você perceber, critique, elogie, beba um café, e compartilhe nossa página.

Relacionados

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...