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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Principal - Edição #7 - A Inteligência Artificial pode se rebelar?

Pode a Inteligência Artificial se rebelar?

 


Se há um assunto que está em alta hoje em dia, é a rebelião das máquinas. Em muitos elementos da cultura pop, tanto os bons como os ruins, vemos esse cenário: Os humanos criam um sistema autônomo, este adquire consciência, percebe como os atos humanos são falhos, nos considera inúteis e passa a nos escravizar/exterminar. Mas aí vêm muitas perguntas: O que realmente é uma inteligência artificial e como ela funciona? Ela é igual à dos filmes? É mesmo possível uma revolta assim acontecer? É isso que vamos responder agora.  

O que é a Inteligência Artificial?

 




A I.A. é uma tentativa de imitar o raciocínio humano. Muita gente acha que inteligência artificial só existe em filmes, e que é representada por um robô que "do nada" fica inteligente e começa matar humanos pelas ruas. Ou ainda, acham que é um raciocínio igual ao humano, mas criado em laboratório por humanos, que por motivos próprios se rebela contra nós. De fato, Inteligência Artificial não é igual aos filmes, ela é nada mais do que um código, uma programação complexa que simula, ou cria um novo tipo de inteligência, diferente da nossa.
Você pode ver inteligência artificial no dia a dia, como nas assistentes pessoais do seu celular, nos mecanismos de busca da internet, ou de maneira menos provável, nos robôs de última geração que respondem à perguntas e conseguem aprender.

 

Como funciona?


Enquanto nós trabalhamos com uma inteligência emocional, baseada em consciência e respostas aos estímulos naturais, visto que somos provenientes da natureza e sujeitos ao instinto, uma inteligência sintética trabalha da maneira como seu criador a programou, respondendo apenas ao seu código. E é aí que vemos um problema: A inteligência artificial segue uma série de "minileis", que formam a sua programação. Mas quando acontece algo que não seja previsto pela "constituição cibernética", a máquina já sabe que deve emitir uma mensagem de erro. E é aí que a I.A. encontra seu limite. Diferentemente de nós, seres vivos, que tentamos contornar o erro, buscando soluções e até quebrando algumas leis da nossa constituição natural para resolver o problema. 

Agora já entramos em duas outras questões. Qual a diferença das máquinas para os seres vivos? E a outra, o que é consciência?



Respondendo a última questão, que aparentemente, é a mais simples: Consciência é o saber que vai além da nossa inteligência. É o saber o que nós julgamos certo e errado, questionar sobre o mundo, sobre a própria natureza, e burlar algumas leis naturais quando julgamos o melhor a se fazer. 
Quanto à primeira questão, a única coisa que o ser humano pode responder até agora é: As máquinas não estão vivas. Claro, essa resposta leva em consideração a nossa definição de vida, e lembrando disso eu até recomendo que você assista esse excelente vídeo:



Como já deu pra perceber, a questão de uma I.A. ter vida ou não é muito complicada, e renderia algumas páginas a mais de dissertação.
Mas você não iria querer ouvir.
Então voltemos ao raciocínio inicial, sobre os seres humanos tentarem contornar os problemas. 
Tendo em vista esse pensamento, os cientistas tentam desenvolver sistemas cada vez mais avançados, que consigam aprender (como nós), e contornar os erros. E pense só: para contornar os erros, nós precisamos de consciência, certo? Por isso, cada vez mais tentam desenvolver uma inteligência artificial assim, talvez com formas mais rudimentares de consciência, ou tentando decifrar o segredo da nossa consciência.

Hel/Maria, Metropolis, 1927 - Nossas consciências nos robôs?


Esse é o grande desafio, visto que a nossa rede neural é um sistema muito complexo. Copiar a consciência, de nós, para um robô ou computador, é a tarefa mais complicada, e mais perigosa, como você vai ver, de nós, pobres mortais.

Como os robôs poderiam nos subjugar?


Imagine que você, ser consciente, tivesse um criador e pudesse saber quem ele é. Você passaria a questionar alguns atos dele. Nós poderíamos pensar nisso falando da inteligência artificial. E então eu chego ao ponto que eu queria. A única maneira de as máquinas se rebelarem seria tendo consciência. Dessa maneira, ela passaria a questionar alguns de nossos atos, e nos acharia inútil. Ou também, poderia ser que a inteligência artificial questionasse nossos atos, e nos ajudasse a melhorar, tornando-se uma espécie de conselheiro, levando-nos ao auge da civilização.



Ufa, então estamos seguros! A I.A. só pode se rebelar se tiver consciência. Mas isto não é motivo para parar de ter medo. Saiba você, que já existem pesquisadores trabalhando com robôs providos de inteligência artificial para fazê-los desobedecer ordens, fugir do seu criador, e até mesmo, a desenvolver uma consciência rudimentar, como relatado na reportagem abaixo:

Exame: Engenheiro explica como desenvolveu um robô consciente das próprias ações.
 
E não é só a ameaça de os robôs desenvolverem uma autoconsciência que pode te preocupar. Mesmo que a inteligência artificial nunca tenha consciência, poderia acontecer uma catástrofe com um simples erro de programação. Enquanto uma I.A. com consciência seria chamado de rebelião, um sem consciência se encaixaria melhor no termo erro. É esse cenário que vemos em filmes como 2001: Uma Odisseia no Espaço, e Vingadores: Era de Ultron. No primeiro, a inteligência que controla a nave Discovery, percebe, por um ERRO no seu código, que os humanos poderiam atrapalhar a missão para qual ele foi designado. A rebelião não aconteceu necessariamente porque HAL-9000 desenvolveu consciência, mas por causa de uma falha. 




Enquanto isso, em Vingadores 2, a I.A. Ultron se rebela por causa da programação em si, visto que ele foi designado a trazer paz ao mundo, e é isso que ele tenta fazer, exterminando os humanos para atingir o objetivo. Foi, novamente, um ERRO de interpretação do próprio código do robô. 




Uma rebelião movida a falhas seria como a evolução das espécies, onde mutações (ERROS no CÓDIGO genético) acabam por criar novas espécies, mais adaptadas do que as anteriores, por meio da seleção natural. São essas duas últimas palavras que me levam ao próximo tópico. 

Perigos de uma rebelião

 


Como se sabe, a seleção natural é a "filtragem" natural das espécies menos adaptadas, resultando na prevalência das mais evoluídas. Tente acompanhar o raciocínio: quem leva a melhor na evolução, é quem se adapta melhor. Se acontecesse uma revolta das máquinas, quantas chances de sobreviver você acha que os seres humanos teriam? São os perigos de uma rebelião assim (como vemos nos filmes) o fato de os robôs serem mais fortes e ágeis que nós, e de a inteligência artificial ser mais inteligente do que nós (no sentido de conhecimento, não de estratégia, veja só, quem faz contas mais rápido, você ou um computador?




Mais um perigo: Como as máquinas não são vivas, contraditoriamente, são imortais. Se houvesse uma guerra, os humanos poderiam ser massivamente exterminados, mas mesmo que isso acontecesse com os robôs, eles poderiam se remontar. 

Perigo real da I.A.


OK, até agora trabalhamos com uma possibilidade mais fantasiosa, a de revolução da inteligência artificial, porém não impossível. Agora falaremos sério. Existe um perigo real no desenvolvimento da inteligência artificial. Provavelmente temos um futuro glorioso pela frente, com sistemas independentes fazendo as tarefas complicadas pra nós. Mas isso acarreta dois problemas. Primeiro, as máquinas iriam tirar nossos empregos. Segundo, elas também podem falhar. Um sistema bancário poderia colocar um país inteiro em crise por um simples erro numérico. As máquinas são feitas à imagem dos humanos, portanto, também erram.



Como já aconteceu várias vezes recentemente, como no caso do acidente com o carro autônomo da Google. Basicamente, um carro que dirige sozinho atropelou um pedestre, nada grave, mas isso mostra que as falhas com a inteligência artificial não são impossíveis. É necessário perceber o perigo de, no futuro, por exemplo, um robô cirurgião acabar machucando um paciente por uma falha, ou ainda meios de transporte autônomos causando um caos no trânsito. Esse é o perigo real da I.A. 

Podemos ter um futuro glorioso, digno dos filmes sci-fi, mas nunca será tudo um mar de rosas.

 

 


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domingo, 6 de novembro de 2016

Eureka #6 - As creepypastas mais assustadoras da internet



 As creepypastas mais macabras



Hoje, no Eureka!, Vamos mostrar as creepypastas mais assustadoras. Leia apenas se você não tiver medo da morte ou coisa pior. Nessa final de clima de Halloween, fizemos um lista dos que mais nos deram medo.
 
As Creepypastas são histórias que passam pela internet com narrações arrepiantes que podem dar medo até nos mais fortes e corajosos, normalmente se relacionam com o conteúdo da cultura pop de filmes até vídeo games, alguns acreditam que são histórias apenas para perturbar as pessoas outros alegam serem "episódios perdidos" de desenhos animados, séries, até códigos de vídeo games amaldiçoados.

ATENÇÃO!!! SE VOCÊ TEM MENTE FRACA, NÃO LEIA ESSA MATÉRIA, CASO CONTRÁRIO, DIVIRTA-SE.
 
1ª - Candles Cove
 
Esse seria um episódio perdido da TV norte-americana, nos anos 70, o episódio em questão mostra apenas gritos assombrosos em algumas crianças chorando, como se tivessem sendo torturadas, ninguém sabe direito se esse episódio foi realmente ao ar mais temos o vídeo para mostrar.




Depois dos gritos aparece apenas chuvisco, alguns relatos que de pessoas da época dizem que existia realmente esse programa. Dizem que se você ver um canal com chuviscos, as cenas serão mostradas.


2ª - The Rake
Isso aqui vai te deixar acordado por alguns dias, o RAKE tem sua aparição desde do século 12, segundo documentos, as pessoas descreviam ele como um ser alto sem olhos, alguns caso dizem que ele é parecido com um cachorro, mas o certo a se pensar é que ele tem uma forma Humanoide bizarra.
 
Nos relatos, lidos, o RAKE se comunica com as pessoas, ele aparece durante a noite, sentado na cama das pessoas, ele de alguma forma abala o psicológico, as deixam loucas ao ponto de cometer suicídio.

NOTA DE SUICÍDIO de 1964

"Enquanto me preparo para tirar minha própria vida, sinto que é necessário escrever para amenizar a dor e a culpa que sinto. Não é culpa de ninguém alem dele. Assim que acordei eu senti sua presença. E assim que acordei eu vi sua forma. Uma vez que acordei novamente eu escutei sua voz, e olhei em seus olhos. Eu não posso dormir sem medo da próxima experiência que terei quando acordar. Eu nunca mais posso acordar. Adeus".
PS: "Provavelmente quem ler essa nota será vitima do mesmo inferno que eu passei... Ele fala, ele te observa sempre está a te observar."
 
O pior não é apenas ele te observar, a relatos que descrevem algumas pessoas que ele matou Mutiladas e etc..
  

Depoimento 2006

"Eram 4 da manhã quando eu acordei meu marido estava ao meu lado, acabei o acordando também, pedi desculpas, como ainda estava escura não tava para ver bem, mas quando eu olhei para o pé da cama vi uma criatura de forma Humanoide olhando com seus olhos escuros para mim, olhei para meu marido que estava assustado, a criatura disse ‘oi’, sua voz tinha um barulho perturbador, ele rapidamente correu para o guarda das crianças quando percebi sai correndo atrás, mas não consegui alcança-lo, ouvi seus gritos, ao chegar cai em lágrimas vi minha filha mutilada com o quarto todo ensanguentado, ela me estendeu a mão e com seu ultimo suspiro disse ‘Ele é o RAKE’ após isso fiquei traumatizada não consigo dormi direito, toda vez que fecho os olhos relembro da terrível cena."


3ª Suicide Mouse
 
Suicide Mouse (Rato suicida), mas não é qualquer rato, é o Mickey Mouse. É um vídeo do Mickey dos anos 70 feito pela Walt Disney , porém macabro com as cenas inicias mostrando o personagem principal caminhando por uma calçada, não alegre como normalmente estaria, mas com as mãos nos bolsos, com a cabeça baixa, esse fica por 2 minutos e depois fica uma tela preta, que normalmente representa o fim do programa, mas depois, no sexto minuto, aparece o Mickey de novo só que com o vídeo mais acelerado com um som totalmente macabro a cara do Mickey derretia-se e os prédios estavam se transformando. Confira abaixo:




O mais estranho que dentro do estúdio ninguém mais viu o vídeo, porém ele circula livre leve e solto pela internet. O cara que cuidava do filme, após Leonard Maltin - que estava estudando o filme para um relançamento - sair perturbado, pegou uma arma dos seguranças e se matou.


4ª Sonic EXE.

Este sem dúvida é uma das creepypastas mais acessadas na internet, depois do Slender Man. Conta a história de um garoto chamado Tom e o disco que ele recebeu "Sonic.EXE."  infelizmente e ele e o disco meio que sumiram, depois de uma série de acontecimentos dentro do jogo.

Tom recebeu o CD do seu amigo Kyle, através do correio, junto dela estava  uma carta escrita:

"Eu não posso mais ficar com isso, eu tinha que me livrar disso de alguma forma antes que fosse tarde demais, e eu esperava que você pudesse fazer isso por mim. Eu não consigo fazer isso, ele está atrás de mim, e se você não destruir este CD, ele irá atrás de você também, ele é rápido demais para mim...

Por favor Tom, destrua este disco antes que ele venha atrás de você também… é tarde demais para mim.

Destrua o disco, e você o destruirá, mas faça isso rápido ou ele irá pegar você. E nem mesmo jogue este game, é isso o que ele quer. Apenas destrua-o.

Por favor…’’


Tom não entendeu o que o amigo queria dizer, então por curiosidade foi jogar para ver como é quando ele viu o nome SONIC.EXE. logo quis jogar pois era um fã do ouriço. Ao colocar o jogo o instalou e viu que era o jogo clássico de Sonic, Apertou start completamente empolgado e se deparou com isso:



 
Como a imagem apareceu rápida ele pensou que era um Glitch- quando a imagem fica estranha-  logos após isso apareceu 3 saves, não é muito comum disso aparecer. A musica era um tanto bizarra .
Apenas com Tails, Knucles, e Robotnik mas nada de Sonic sendo que seu Arqui-inimigo estava lá. Vai entender. Tom não era um garoto que sentia medo facilmente ele continuou o jogo, selecionou Tails para iniciar, uma macabra risada começou a suar, mas Tom continuou a jogar. O cenário era de Green Hill começou a correr, mas algo de estranho conseguiu perceber, não tinha inimigo, Tails apenas corria reto sem nada acontecer apenas ouvia uma musica horripilante. Ao chegar num determinado ponto com o personagem começou a aparecer animais mortos pela frente e a música começou a diminuir de repente, Tails mais triste ficava ao ver tantos mortos no caminho, porém Tom, o menino, continuou enfrente. Quando passou pelos mortos enxergou Sonic de costas então cutscenes começaram a surgir, Sonic de repente começa a rir, e falou com uma voz maquiavélica "quer  brincar comigo?" . O jogou ficou com a tela preta por alguns segundos Tom continuou destemido e seguiu enfrente nela mostrava a segunda fase "HIDE AND SEEK"]


 
A fase começou, e tudo parecia em chamas. Não havia mais nada no cenário a não ser o chão e o fundo, que mostrava uma das florestas do jogo sendo consumida por um fogo insaciável. Tails estava lá, mas nesta fase ele olhava diretamente para o jogador, fazendo gestos como se estivesse em desespero, como se implorasse para que Tom o tirasse daquele lugar!
 
Então Tom começou a correr com Tails tentando sair, os olhos de Sonic pretos com uma bolinha vermelha estavam em toda parte então finalmente ele apareceu correndo com sangue escorrendo pela boca atrás de Tails. Então para surpresa de Tom Outra cutscene aparece, Tails tropeça e cai no chão começou a chorar. Sonic apareceu diante dele, com seus olhos negros por onde agora escorria sangue, e seu rosto estava diferente, apresentando um sorriso estranho, psicótico, como se ele estivesse apreciando o sofrimento de Tails, que encarava-o horrorizado.




Numa fração de segundo, Sonic avançou para cima de Tails e imediatamente um som muito alto, que parecia um grito angustaido e distorcido ecoou, e a tela ficou preta mais uma vez.

“Você é muito lento, quer tentar novamente?”, desafiou o game macabro, ao som da gargalhada sinistra. Tom estava em choque com o que tinha acabado de ver: Tails estava morto, assassinado pelas mãos do próprio Sonic. Tom continua jogando só que dessa vez com Knucles que teve o mesmo fim. Tentou descansar mais teve pesadelos com Tails e Knucles mortos dizendo ‘’ Porque fez isso?’’ . Então acordou e foi jogar Tom o garoto estava preste a se matar. Jogou com Robotnik... Morreu igualmente ,porém dessa vez tinha algo diferente Sonic com um sorriso horripilante apareceu na tela Tom gritou a medida que a imagem se aproximava, era tão real, depois disso Tom teve seu destino macabro, e acabou morto. 






AI MEU PAI ESSA NOITE EU NÃO DURMO!




Feliz Halloween do Eureka!






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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O Herege #6 - Memes controlando a nossa sociedade? Seriam eles illuminatis?




Em 1976, Richard Dawkins lançava seu livro O Gene Egoísta, juntamente do termo meme. Além de o livro ser genial, falando sobre como os seres humanos são só uma série de aleatoriedades no universo e como nós não somos nada especiais, ele estuda o nosso comportamento e temas como religião e política.

Voltando ao assunto meme, gostaria de falar hoje (aproveitando a extensão da edição #5 para postar um Herege extra) sobre uma teoria minha, bem paranoica até, mas que pode fazer sentido.

“Tenhamos as cabeças abertas, mas não tão abertas ao ponto de nossos cérebros se desprenderem delas.”
Pra começar: O que é um meme? Dawkins, que é um cara incrível, recomendo que você leia sobre ele, fala que meme é uma unidade de informação, fácil de ser aprendida, e que se espalha muito rápido. Vemos memes massivamente na internet, hoje em dia, e pode-se dizer que eles controlam a nossa vida social. 



Pense quantos memes você viu na internet só hoje. Quantas vezes já repetiu aquele bordão do cara engraçado do youtube? Agora, quantas vezes você foi reclamar do governo do Temer (ou da Dilma, ou do Collor, ou do Vargas, pois não quero gerar treta), viu aquele meme engraçado e pensou: "ah, dane-se o Temer. De que vai adiantar ir naquela manifestação hoje de tarde? O governo não dá a mínima! Vou ficar aqui na internet mesmo". Provavelmente você nunca se perguntou isso, não sei nem se você participa de manifestações :p. Mas posso garantir que isso é plenamente possível.

Você conhece o conceito de Pão e Circo? É que o Império Romano, na antiguidade, fazia com que a população ficasse calma, e não criasse rebeliões contra as autoridades, fornecendo a eles diversão. Tendo pão de graça nas arenas de gladiadores ou nas corridas de bigas, poucos reclamariam do governo.

Pra mim, os memes, e a própria internet, são um mecanismo de controle de massas (ui, encarnou o filósofo). E o problema é que ninguém consegue viver sem o pão e o circo. Imagine se o governo de repente tirasse a internet do ar, como forma de censura (não condenando nenhum governo, é apenas hipotético)?




Quando houve os escândalos da Petrobras, não me lembro de ter visto nenhum protesto nas ruas. Mas imagine se tirassem a maior forma de diversão do povo? Rebelião, revolução, manifestação, destruição, todo o tipo de "ão" imaginável. Por outro lado, se não houvesse pão e circo, as pessoas teriam consciência de tudo o que acontece no seu país de forma mais "mente aberta".

Isso seria uma catástrofe para um governo corrupto/controlador. Imagine as pessoas sabendo votar? Iriam votar nas pessoas honestas! Um desastre! Agora vamos à minha teoria. Já aviso, ela é bem paranoica, mas é mais simbólica do que concreta. O governo, para impedir essa tragédia, teria um órgão especializado em espalhar memes na internet. 

Sim, essa suposta agência de memes, ou como gosto de chamar, Memeinator, teria que investigar padrões humorísticos, selecionar artistas da televisão ou youtubers para falar uma frase memorável, ou tropeçar naquela pedra para pagar um mico enorme em rede nacional. Ainda teria que criar imagem hilárias, caricaturas escrachadas, ou qualquer outra coisa que deixasse a população fissurada em redes sociais todo o dia, e deixando ela bem distante da cultura. 

Outra tarefa do Memeinator, caso ele ficasse sem memes, seria vasculhar a internet em busca de memes antigos, e forçar para que eles voltassem à ativa.Todas essas tarefas manteriam a população em um transe psicótico, bem longe de se revoltar contra o sistema. Achou essa teoria muito louca? Mesmo que seja muito improvável a existência dessa agência, avalie o contexto em si.


Você tem medo do Memeinator?




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