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sexta-feira, 3 de março de 2017
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Gorro do Mago #4 - Recomendações semanais - o Paladino
Está no ar, à sua disposição, o Gorro do Mago! A ferramenta mágica daquele que nos momentos mais obscuros, pode clarear suas ideias. O Mago está aqui para você que está sem ideias, perdeu a criatividade ou só veio dar uma espiada. Basta pedir, que ele tirará de sua magnífica cartola um filme, uma série, um livro, um game e uma HQ. Quer conferir? Vai lá!
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Review - Dirk Gently's Holistic Detective Agency
Review - Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently
A série “A Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently” da Netflix em parceria com a BBC America é baseada em um livro homônimo do escritor inglês Douglas Noël Adams (que se gabava por possuir a sigla DNA). Ela retrata um caso do detetive Svlad Cjelli (ou Dirk Gently), que prefere resolver casos investigativos através de intuições e cálculos de física quântica a seguir o caminho analisando digitais. Justamente por seguir a linha investigativa de forma tão peculiar, o personagem coleciona uma fama de certa forma controversa. A primeira coisa que tenho a dizer é: EU SOU APAIXONADO POR DOUGLAS ADAMS! Consumo tudo que estiver ao meu alcance que tenha alguma relação com o autor. Não a toa que “O Guia do Mochileiro Das Galáxias” é o meu livro favorito e alguns dos meus melhores amigos conheci por conta do livro. Tentarei, é claro, ser imparcial, mas já adianto que EU amei a série.
A série não segue nenhum dos casos dos livros. O único personagem que aparece em ambas histórias é o detetive. Porém isso quer dizer que a série é ruim? Muito pelo contrário. Ao optar um rumo novo, a série se livra de clichês conhecidos e de pecar no quesito adaptação. Claro que, de início, me decepcionei pelo fato de ser uma história nova, mas já no primeiro episódio isso foi embora, ao perceber que haveria uma história nova baseada nos escritos do meu autor preferido, com uma alta produção (obrigado Netflix) e uma história a altura dos seus contos.

Cada episódio é mais interessante que o outro e cada vez mais nonsense. Por vezes eu jurei que o roteiro foi escrito pelo próprio Douglas Adams. A série faz referências ao livro, como por exemplo o nome da agência e a placa, a citação do sofá, de Thor, a escalada da casa/escada, alguns acontecimentos dentro do caso, etc. Ou seja, possivelmente não teremos as histórias clássicas adaptadas em possíveis futuras temporadas. Mas isso não desanima.
A história contada ficou ótima. Parece que os personagens todos existem no universo sem sentido de Adams, e a princípio a história também não tem lógica nenhuma, mas a medida que a série avança as coisas se encaixam (assim como no livro) e termino com o maior gostinho de “quero mais” que já senti na minha vida.

A atuação dos atores ficou muito convincente (incluindo no elenco nosso querido Frodo Bolseiro), e até dentro das retardadices as coisas saem muito naturais. E é a partir da naturalidade que ela nos conquista. Os diálogos idiotas, as falas estúpidas, os comentários desnecessários e os acontecimentos absurdos te cativam e te prendem do início ao fim. Sendo assim, vos digo: Dirk Gently é uma série de humor genuinamente britânico para gente que não se importe em ter paciência para ver o sentido surgindo.

Posso afirmar que não é uma série que irá agradar a todos (como nossa querida Stranger Things), mas digo que ela agradará DEMAIS todos aqueles que gostam do estilo de humor promovido pelo Guia, pelos livros que serviram de inspiração e até para os amantes de Doctor Who (o humor é bem semelhante). Com isso, concluo: “Dirk Gently’s Holistic Detective Agency” é o lugar onde um gato, um tubarão, um sequestro, viagem no tempo, jaquetas amarelas/verdes/azuis, máscaras de gorila, assassinatos e doenças com nomes tão estranhos que você vai achar que são inventadas se relacionam em algum ponto, pois segundo o detetive: “Todas as coisas do universo estão relacionadas. Ou não”.
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Review - Sherlock, da BBC
BBC’s Sherlock – Review para a nova temporada
Para os ávidos fãs da tão aclamada (e curta) série da emissora britânica sabe o que nos espera em janeiro de 2017: a quarta temporada de Sherlock. Mas o que esperar da próxima season? O que nos foi revelado?
Ao longo da primeira temporada, os personagens nos são apresentados da maneira que, finalmente, merecemos. Não que esteja criticando o modo como isso foi feito na série Elementary (inclusive, gosto de coisas que adaptaram para essa série) ou na maneira como retratado nos filmes do nosso detetive. Lá, a ideia de contar já histórias da convivência entre Watson e seu aclamado parceiro após o surgimento de Mary é uma proposta que, infelizmente, não nos mostra o ponto de origem dos personagens. Já na série não, uma vez que seu objetivo é justamente trabalhar a relação deles ao longo de sua convivência e através das temporadas. Talvez por isso o primeiro episódio, “Um Estudo em Rosa”, seja tão aclamado por todos; ele mostrou a origem que todos queriam ver de uma maneira que ninguém estava esperando. Através da releitura para os tempos modernos, transição da figura da vítima dentro das novas tecnologias e, é claro, o modo como retratados nossos queridos personagens.
Nosso detetive aqui é mostrado como um viciado, primeiramente em nicotina, mas depois vai se mostrando que esse é apenas o princípio. Ele não se diz viciado, mas isso é apenas questão de ponto de vista. Muitos podem concordar e discordar nesse ponto de vista. Mas o inegável é que Benedict Cumberbatch nasceu para esse papel. Eu nunca imaginei um Sherlock Holmes que não o retratado da maneira como ele o faz. Robert Downey Jr faz um ótimo papel também (a sua maneira), mas foge diversas características icônicas do personagem; Jonny Lee Miller põe muito de si no papel e traz resultados muito bons, mas um pouco fora do que se mostra nos contos; para não deixar de citar os clássicos também (que com certeza foram maravilhosos), mas faltava certa regularidade, um Sherlock Holmes estabelecido. E Benedict É esse Sherlock. Dentro de seus trejeitos e suas características pessoais, ele consegue se adaptar e se mostrar capaz de retratar tudo que esperávamos.
Continuando falando sobre nossos personagens, creio que Martin Freeman tenha sido um ótimo Watson também. A química entre os protagonistas da série é fantástica (coisa que também foi explorada de forma mais sutil nos filmes da saga “Hobbit”, através da relação Smaug e Bilbo Baggins). Segundo muito do que vi da interpretação de Jude Law, ele parecia se importar mais com passar o que o roteiro transmitia do que a alma do personagem (o que não é ruim, mas por outro lado nos deixa meio decepcionados). Adoro A Watson de Lucy Liu, mas o receio de muitos fãs que isso seja apenas para concretizar a suposta relação entre os protagonistas deixa sempre o pé atrás ao assistir a série (o que lembra que preciso continuá-la). Os clássicos também mostram uma imagem mais experiente e sábia do doutor, mas muito menos ativa. Nisso a série balanceia muito bem. Ela nos dá um Watson envolvido com o cotidiano do novo/velho amigo, e nos mostra também o quanto ele se importa com aqueles a sua volta (seja Mary, Sherlock ou até Sra. Hudson).
Falando na nossa querida Senhora Hudson, acredito que o papel dela se mostra muito mais importante na série. Continua-se mostrando uma relação até certo ponto hostil entre ela e os inquilinos (até distante, de certo modo), mas inegável a relação de cuidado e atenção que se tem. Acredito que a química entre a atriz que desempenha o papel, Uma Stubbs, com Benedict tenha colaborado com isso. Para quem não sabe, a atriz era vizinha e amiga da mãe do nosso futuro detetive (os pais dele também eram atores; inclusive, aparecem como pais de Sherlock no 3° Season Finale).
Sobre Mycroft: lhe deram um visual muito mais moderno e elegante, mas sem tirar a petulância e o convencimento que o personagem tem em cima do irmão. Mostraram saber trabalhar muito bem com a imagem clássica que se tinha em cima do personagem (como mostrado no MARAVILHOSO episódio especial, “A noiva abominável”). Tornou-se menos impessoal a maneira como ele trata Sherlock, mas não deixa de trazer toda a carga original do personagem.
Talvez o melhor ponto seja Lestrade. Se analisarmos o que nos é mostrado sobre o inspetor da Scotland Yard nos filmes, teremos a impressão de um personagem completamente idiota (até medíocre) que apenas se aproveita da mente de Sherlock. Na série ele mostra-se muito mais participativo, acompanhando o detetive e o doutor nas investigações e ajudando-os (claro que dentro de suas ditas “limitadas” capacidades intelectuais).
Falando em personagens mais participativos, não podemos deixar a querida esposa do doutor de fora. Odiada por uns e amada por muitos outros, Mary mostra-se muito diferente do que geralmente a representam: na série, ela por vezes acompanha o doutor e o detetive e demonstra que não é apenas mais um personagem, como retratado em diversas histórias do detetive. O especial de certa forma ironiza isso, pois dá a entender que Mary não terá um destaque se não o inicial, mas ela mostra ter também grande valor.
Agora, quando se pensa no grande vilão da série, nunca se imaginaria o modo como é retratado o arrogante Professor Moriarty. De certo modo, todos os antagonistas da série mostram-se muito mais do que apenas vilões (como Magnussem, grande foco da última temporada), mas Moriarty É o grande rival do nosso detetive. Geralmente, temos o costume de imaginá-lo sério, presunçoso, convencido, coisas do gênero. Mas, quando nos deparamos com tudo isso de uma maneira única oferecida pelo ator Andrew Scott ficamos sem palavras. Ele consegue ser tudo isso sem ser. Menos a parte séria. Encontramos Jim Moriarty completamente irônico e irreverente (sem contar louco). É impossível não dizer que o ator brilhou no papel. Até hoje, suas “aparições” são extremamente chamativas e até curiosas.
O retorno de um personagem que, de certa forma, não esperávamos torna a próxima temporada tão aguardada. O que nos espera? Sabemos que ela terá um grande antagonista, interpretado por Toby Jones (“Zola”, da saga cinematográfica do Capitão América). Também foi dito que um personagem importante da série irá nos deixar, mas que não seria Sherlock nem Watson. Foi divulgado também um boato de que essa seria a última temporada da série. E o trailer divulgado nos deixa ainda mais ansiosos com tudo que pode acontecer.
Uma das especulações seria de que Mary será o personagem que encontrará a morte. Isso para aprofundar o relacionamento entre Sherlock e Watson. Não quero o fim da personagem, mas confesso que seria muito interessante ver como trabalhariam a relação deles e se seria o ship que muito acreditam. Outra aposta que se tem é com o fim de Mycroft. O ator que dá vida ao personagem, Mark Gatiss, é envolvido com muitas coisas dentro do universo da BBC, o que faz muitos pensarem que queiram acabar com ele para que se possa dar mais liberdade para o ator.
Sobre ser a última temporada eu acho pouco provável, uma fez que cada uma sai com um longo intervalo de tempo, não ficaria sem roteiro ou com uma pré-produção porca. A série já é muito aclamada para simplesmente desistirem dela nesse momento. Por outro lado, o atual sucesso de Benedict que tem atuado em papéis cada vez mais icônicos (“Khan”, “Alan Turing”, “Doutor Estranho”) pode ser um modo de liberar o ator para outros papeis (alguns até dentro da própria BBC). Muitos especulam que o ator tem sido cotado para interpretar o próximo Doutor da outra aclamada série Doctor Who, mas será? O que você acha? Diga o que achou da série, do review e sugira temas. Afinal, tudo nesse blog é elementar, meus caros leitores.
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domingo, 11 de dezembro de 2016
Gorro do Mago #3 - edição 8 - o PALADINO
E depois de muito tempo o Gorro do Mago volta do estado criogênico tal qual o Capitão América após ouvir umas referências. E hoje, crianças e crianços, vamos explorar o mágico chapéu capaz de recomendar coisas incríveis, uma serie um filme, um livro, um jogo e uma HQ.
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segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Pirâmide da Fama #7 - Os maiores psicopatas da ficção / Encerramento oficial da edição de Halloween
A edição de Halloween está acabando (já era hora), e encerramos oficialmente ela com a prometida pirâmide da fama com os psicopatas da cultura pop. Falando sobre essa edição tenebrosa, queremos sua opinião. Foi bom, ou foi decepcionante, foi razoável ou fraco? Por favor comente, se foi bom, prometemos continuar com o que é bom, e melhorar. Se foi ruim, vamos fazer de tudo para agradá-lo no ano que vem, no halloween de 2017, e que venha!!
Agora, a Pirâmide da Fama!
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| Nunca se esqueça! |
Agora, a Pirâmide da Fama!
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segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Chapéu da Bruxa - Recomendações semanais, especial de Halloween
Mas o que aconteceu? Porque esse nome? É porque é Halloween meus amigos! E hoje no Gorro do... err, que dizer no chapéu da bruxa (ou seria seu caldeirão?) iremos desvendar magias, abrir portas para outras realidades e ver o que há de melhor entre uma série, um filme, um livro e uma HQ para aproveitarmos essa data festiva.
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
Review - Scream (sem spoilers)
Scream – Review (sem spoilers)
Aproveitando o atual clima de Halloween, parece justo falarmos um pouco sobre uma das séries de terror/suspense que mais vem chamando a atenção nos últimos tempos. A série, baseada nos filmes de mesmo nome (cuja tradução para a terrinha verde-e-amarela mudou para “Pânico”), vêm conquistando muitos fãs, sendo esses aqueles que assistiram a série de filmes como novos espectadores que se envolvem e se interessam pela trama.
Uma coisa que sempre admirei nos filmes era a maneira como mantinham sua clássica e já esperada ironia, através de filmes e livros sobre o ocorrido na cidade dentro do próprio longa. Isso fazia com que a história não caísse em um clichê infundado, uma vez que os próprios clichês que eles atingiam eram criticados no próprio filme e sempre tentavam trazer um elemento diferente para a história.
De alguma maneira, Scream adaptou isso muito bem para a série. Não fez ser uma cópia, mas uma releitura até melhor que o original, e isso se deve ao personagem que, acredito muitos, tem como favorito.
Noah (também estereotipado como aquele cara estranho viciado em filmes de terror e artefatos do mundo geek) faz, dentro de cada episódio, a análise de cada coisa que acontece, tornando-se um comentarista sobre a série dentro da própria série e tendo o ponto de vista dos sobreviventes. Quando assume “o Necrotério”, rádio que fala justamente sobre temáticas assim durante a Segunda Temporada, o aprofundamento em cima dessa faceta do personagem se dá ainda mais.
Não falarei muito sobre outros personagens aqui para evitar “spoilers”, afinal todo mundo pode assistir essa série sem medo de ser feliz, mas as outras duas principais protagonistas, ao menos da primeira temporada, não podem ser deixadas de lado. Emma é a perseguida da vez pelo assassino encapuzado (inclusive, a releitura da série em cima da máscara do “Pânico” ficou sensacional também – tornou-se algo assustador sem ser cômico ou exagerado).
Durante o decorrer da série, sentimos os dramas da personagem como se fôssemos nós. São diversas agonias e paranoias que a acompanham e que sentimos falta em filmes e séries comuns de terror. Realmente faz torcermos pela personagem (e odiá-la muitas vezes, mas você só vai saber disso se assistir a série...).
A outra personagem que quero falar aqui é Audrey.
Ela é aquela personagem forte que falta em filmes de terror. Aquela que dá a cara a tapas. Sua história é cheia dos clássicos traumas escolares e vazamentos de “informações pessoais”, mas a personagem mostra-se forte e capaz de lidar com os seus problemas e de seus amigos, ao ajudar eles na luta contra o(s) assassino(s). Valem ser citados também outros personagens como Kieran, Brooke, Jake, Piper e Will, que também têm papéis protagonistas na série.
Com uma temporada de estreia que considero maravilhosa, a série surpreendeu a maneira como dirigiu sua história, criando a cada episódio um novo clima de tensão que nos motivava a assistir “apenas mais um”. Porém, na segunda temporada, isso parecia ter se perdido. A série parecia ter sido deixada completamente de lado e descartada quando, no episódio especial de Halloween liberado na Netflix há pouco tempo, mostrou que muitas vezes é necessário um final amargo para que a série possa ter um brilho inesperado. O especial mostrou tudo que os fãs queriam ver, mas ainda assim surpreendendo e nos deixando ansiosos por mais uma temporada.
Duvida eu deixá-lo só um pouco curioso? Um dos protagonistas citados é um assassino. Assista e me diga se esperava por isso.
Nota final: 9/10
Nota final: 9/10
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