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sexta-feira, 17 de março de 2017

Review - Logan (Sem spoilers)

Review: Logan - Sem spoilers


Recentemente, estreou nas telonas um filme de herói com uma abordagem um pouco diferente do que geralmente vimos. Logan, possivelmente o último filme de Wolverine com o ator Hugh Jackman. Já recordista em bilheteria de 2017, o drama mostra a jornada do anti-herói para proteger uma criança mutante de uma empresa de manipulação genética. É um dos primeiros filmes de heróis focado no público adulto, e mais, numa trama pequena, restrita apenas ao herói, e não no clássico "vilão que quer dominar o mundo". Mas será que vale a pena gastar seu dinheiro para assistir Logan? Você vai saber a nossa opinião agora. 

Sinopse


2024. Boa parte da população mutante desapareceu, ou se dispersou. Logan é apresentado pela primeira vez como motorista de limousine, debilitado e com seu poder de regeneração muito reduzido. Ele ainda se encarrega de cuidar do quase centenário professor Charles Xavier, escondido num lugar remoto na fronteira do México. Sua rotina banal começa a ficar agitada quando uma mulher misteriosa apela para o bem que ainda existe nele, e o pede para levá-la, junto da pequena Laura, para o Canadá. Logan nega, mas muda de ideia ao descobrir que Xavier já a esperava há alguns anos. É aí que uma corporação maligna começa a perseguir a menina, por motivos ainda desconhecidos. Contrariado, Wolverine reluta em levá-la a um lugar chamado Éden, um suposto refúgio para mutantes. Mas vários obstáculos no caminho poderão comprometer a missão de cuidar dessa pequena mutante, ou não.



Nossa opinião


Juntando a trama focada em adultos e uma ambientação perfeita, temos como resultado um filme, ainda que ficcional, muito próximo da realidade -- fato comprovado pela cena em que Wolverine está lendo uma HQ dos X-men, e não, não é uma cena cômica. Consequentemente, os personagens estão mais carismáticos do que nunca. Hugh Jackman está possivelmente na melhor atuação de sua carreira. Ele nos traz um Wolverine velho, cansado da própria vida, e cada vez mais feroz. Aliás, ele está ainda mais parecido com um verdadeiro carcaju do que em sua curta, porém emblemática, aparição em X-men: Apocalipse. 




Patrick Stewart também está genial, apresentando um Charles Xavier velho, com várias doenças mentais ("uma doença degenerativa na mente mais poderosa do mundo, não pode ser bom"), mas ainda assim sábio como o Xavier que conhecemos. Mais, ele representa o alívio cômico do filme, o que faz desse longa uma obra-prima que mistura várias emoções distintas. 





A novidade do filme, Dafnee Keen (Laura Kinney), foi uma grande reviravolta. Quem diria que esta menina de 11 anos mostraria tanto talento? Sua personagem, X-23 (sim, ela existe nos quadrinhos!), é um dos papéis infantis mais bem desenvolvidos no cinema nos últimos tempos. Apesar de nova, e, podemos dizer, até um pouco ingênua, ela se mostra uma mutante poderosa, que dá medo até a um dos principais vilões do filme. Resumindo, as três atuações principais chegam muito próximas da perfeição.




Falando em vilões, não espere ver nenhum Apocalipse, ou Sentinelas. São vilões intermediários, mas eficientes. Não dão aquela sensação de ameaça, e as atrocidades que eles cometem são mais malignas que os próprios. Mas estamos falando apenas de alguns vilões. Quando se fala em ameaça, X-24 é o que vêm a mente na hora. É uma arma viva, que realmente nos faz pensar que ninguém vai sobreviver às suas garras. 




Logan é um filme doloroso, nos dois sentidos. Apresenta um mundo melancólico, poucos mutantes, seco e sem cor. Ao mesmo tempo, você provavelmente sairá do cinema cansado e com dor, pois as cenas de ação -- muito bem dirigidas, a propósito -- abusam das mutilações e muito sangue. Outra coisa que não falta são palavrões. Até mesmo Xavier não poupa palavras de baixo calão. 




Não conseguimos achar tantos pontos negativos, mas alguns podem ser enumerados com seus apesares. Para nós o final ficou um pouco em aberto, apesar de que se não fosse assim, teríamos um final excessivamente feliz, e não é esse o objetivo principal do filme. Laura é um pouco irritante quando está falando em Espanhol, e no final do filme, quando está falando em Inglês, perde-se um pouco a essência da personagem. Mas a atriz faz um ótimo trabalho, um pouco prejudicado pelas cenas com diálogo entre ela e Logan.

Conclusão


Logan é o tipo de filme que não veremos tantas vezes mais. É a combinação quase perfeita de ação, tristeza, sangue, emoção e até um pouco de humor quando a predominância é drama, aprimorada por ótimas atuações. Tem poucos defeitos mencionáveis, e pode facilmente ser o melhor filme do universo X-men já feito até hoje. Vale a pena, sim, ir correndo assistir.




Nota: 9.8



Você concorda ou discorda desse review? Em que pontos? O texto ficou claro ou tem muito amadorismo? A sua opinião é o nosso incentivo para melhorar, e também um incentivo para continuar. Comente, critique, curta e compartilhe. Ou não.




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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

domingo, 5 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Review - Doutor Estranho

Doutor Estranho – Review (atrasado)

 



“Tá aqui, DEMOROU HORRORES, mas tá aqui.”


Dr Estranho é um personagem não tão conhecido pelos não leitores de quadrinhos da editora Marvel que surgiu no ano de 1963 na revista Strange Tales número 10, criado pelo mito Stan Lee em parceria do outro mito Steve Ditko. Stephen Strange é um neurocirurgião egocêntrico que após um acidente de carro perde sua sensibilidade com as mãos e acaba não podendo mais atuar no ramo da medicina por conta disso, após um determinado tempo ele acaba por encontrar artes místicas que o levarão a se tornar o mago implacável supremo.
 
Tendo em mente sua historia nos quadrinhos a história do filme permanece a mesma com as alterações que todos os filmes baseados em HQs têm que retiram algumas bizarrices e acrescentam outros elementos para colocar o personagem dentro de um universo cinematográfico e nesse caso o personagem é Strange sendo colocado no MCU (Marvel Cinematic Universe).



 
O que deve ser dito logo de cara é que o filme é inegavelmente um show de visuais criativos, cenas como o mundo dos espelhos por exemplo assustam de tanta criatividade colocada é tanta coisa acontecendo que fica difícil captar tudo, é uma excelente representação de como os quadrinhos do Estranho são, completamente loucos. Coisas como a cor da capa em meio ao mar de cores ou as magias arcanas realizadas por Strange assustam de tão bonitas, é inacreditável a criatividade visual colocada no filme é um show de luzes inesquecível. 



 
O roteiro é simples, nada complicado ou confuso, porém o que o prejudica é o excesso de piadas em momentos inapropriados, momentos de emoção que são cortados por uma piada que no final das contas acaba por não ter graça. Esse humor forçado tem sido feito para deixar o público dos filmes da Marvel mais amplo, porém depois de Vingadores 2 Era De Ultron essa ideia começou a ficar forçada demais. Não estou dizendo que os filmes da Marvel tem que virar filmes do Snyder e começar a encher de depressão e coisas sombrias, mas está na hora de tentar algo novo e arriscar mais tentando mudar a fórmula porque o filme de um cara arrogante que vira um cara legal e decide salvar o mundo é um filme que nós já vimos muitas vezes. Mas tirando isso ainda tem a preguiça de desenvolvimento o final apressado. Então o roteiro é até bom, porém os prós e contras são tantos que ele acaba ficando com “Meh”.



As atuações estão em sua maioria boas, Chiwetel Ejiofor entrega um Mordo interessante, Tilda Swinton é uma excelente anciã e cumpre muito bem o seu papel e Benedict Cumberbatch é a cara do Strange e faz um excelente papel, porém sua atuação as vezes parece meio exagerada fazendo uma  cena tensa parecer uma de humor, apesar disso sua atuação é muito boa e se mantém para trazer um novo rosto ao personagem, assim como Robert Downey Jr se tornou o rosto de Tony Stark e Hugh Jackman o rosto do Wolverine, Benedict se tornou o rosto de Stephen Strange trazendo a arrogância do personagem e sua grandiosidade carismática. 




A trilha sonora é impressionante, foge dos padrões Marvel e é fenomenal por seu estilo que é algo diferente da maioria dos filmes de heróis, capta toda a essência do personagem em suas transformações e momentos de glória, seja a distorção do tempo, as viagens malucas e estranhas ela traz a ideia de algo místico e ancestral é divertido ver o quanto uma ideia diferente pode ser algo bom, as musicas às vezes lembram ate Pink Floyd por seu estilo. 

Apenas ouçam essa beleza e vocês vão entender do que eu estou falando: 

 


https://www.youtube.com/watch?v=Q4uoNAFfvKg


E por ultimo o vilão do filme... Não há absolutamente nada a ser comentado, é só mais um vilão qualquer coisa que ninguém se importa. 




Dr Estranho foge da fórmula da Marvel em diversos aspectos, ele traz uma nova ideia de trilha sonora que realmente traz impacto ao filme assim como um visual nunca antes visto, ele é impressionante no que realmente é bom e é mais um acerto da Marvel em sua apresentação de personagem. Ele é um leque imenso de possibilidades ainda não exploradas fazendo parte de um universo maior é se aproveitando de seu espaço, porém ainda faltam obstáculos que precisam ser ultrapassados assim como já está na hora de uma nova ideia a ser usada para tratar os personagens em um roteiro talvez mais trabalhado e soluções mais criativas, fora isso é 90% de chance de você gostar do filme, é excelente em algumas partes e bom em sua maioria com momentos que estragam cenas e outros inesquecíveis, entre prós e contras cabe a você decidir se ele é excelente, péssimo ou apenas mais uma estrela no céu. Agora resta a apenas aguardar o que mais esse universo de magos que ouvem Beyoncé e barganham tem a nos oferecer. 



NOTA FINAL - 7.8/10 


“I'd call that a bargain, The best I ever had” – The Who, 1971


 



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sábado, 15 de outubro de 2016

Review - Luke Cage

 Review - Luke Cage


Após o sucesso das series da Netlix com o logo Marvel (Demolidor e Jessica Jones) nós temos mais um defensor nas ruas que agora tem sua própria serie, mas será que vale a pena perder tempo com ela?




Luke Cage surgiu nos quadrinhos pelos anos 70, totalmente inspirados pelo estilo Blackploitation dos filmes daquela época que abordavam a cultura negra colocando coisas como Hip Hop e Funk (funk do James Brown, pelo amor de Deus) em destaque. A serie caminha pelos mesmos rumos, porém não segue tanto a ideia dos quadrinhos clássicos. 



A origem de Luke vem de que ele serviu como cobaia para um experimento sabotado que acabou por dar errado. Mesmo falhando, Luke ganhou super-força e uma pele impenetrável. Ele decide fugir disso e usar esses poderes para tentar reconstruir sua vida e proteger Harlem, em Nova York, salvando sua cidade de gângsters e mafiosos, tudo isso sem medo de balas.



A serie começa até muito bem, abordando toda a cultura negra e estabelecendo Luke Cage dessa forma, pois representatividade é algo importantíssimo nos dias de hoje. Independente do que eu comente sobre Luke Cage é necessário ver o papel dessa série na sociedade atual, um menino afrodescendente de Harlem pode ver a série e pensar “Esse poderia ser eu” assim como muitos outros se enxergam em personagens como o Homem Aranha, por exemplo.





Seguindo esse gênero e cultura a série abusa da trilha sonora para estabelecer o clima dos anos 70 com suas músicas que relevam cada cena, um excelente trabalho por parte das construções de cenas e músicas que se encaixam de maneira espetacular.

A ideia principal dos quadrinhos de Luke Cage quando ele surgiu sem dúvida alguma era abordar mais a máfia, porque Luke não enfrentava vilões super poderosos ou ameaças cósmicas, ele enfrentava pessoas erradas e corruptas usando de seus poderes para isso e muitas vezes agindo até mesmo como um herói de aluguel. A série começa assim, mas depois desanda e segue por uma reviravolta de galhofas que fogem por completo da ideia e pelo episódio 5 é onde isso começa isso, sendo que a serie tem 13 episódios.

E falando em 13 episódios isso é coisa demais, não era necessário tanta coisa em uma série que abordasse um assunto mais das ruas e fica claro o quão forçado as coisas são alongadas apenas pra cumprir a lista, isso torna tudo mais demorado e chato, demora tempo demais pra algo de interessante acontecer, e pior ainda, demora tempo demais pra você sentir perigo de qualquer coisa, principalmente do Luke Cage que por ser indestrutível quase nunca demonstra ter sua vida na linha. Ao menos seus poderes são bem explorados, com o Luke toda hora levando uma saraivada de tiros e saindo ileso ou quando ele apenas acerta um tapa nos inimigos e isso é mais que o suficiente para nocauteá-los.



Os atores estão muito bem em seus papéis, Mahershala Ali entrega um intimidador Cornell Stokes e Simone Missick uma divertida Misty Knight, mas e quanto ao ator principal?




Mike Colter é um bom Luke Cage e em certos momentos ele consegue atingir o seu máximo, mas isso é raro e na maior parte do tempo o personagem é um cara com uma expressão facial só, fora que Mike é um cara que parece meio tímido em seu papel e isso é algo que dá pra se perceber desde que ele apareceu em Jessica Jones. O problema disso é que ele é o personagem principal da série, ele é o cara que tem o nome no título, e se ele não é tão incrível então porque diabos vocês está assistindo a série?

A pior parte é o final onde a galhofa toma conta e toda a ideia de conflito de ideias é jogada pela janela e nós temos algo que já vimos em qualquer outro filme de heróis, é decepcionante isso. Luke Cage era pra ser algo mais pé no chão como o que o quadrinho fazia e como a série havia prometido em seus trailers. 



Luke Cage tem elementos brilhantes e incríveis, a trilha sonora e atuação de alguns atores são incríveis e como o crime é abordado em seus primeiros episódios é muito bom e ainda tem os diálogos que impressionam por serem de assuntos sobre Hip Hop, basquete, mostrando que nem sempre o personagens só devem pensar no objetivo principal, mas fora isso a série se alonga demais e não possui algo tão memorável quanto Demolidor e Jessica Jones tinham. Mais parece que ela é apenas um passatempo que por se alongar demais acaba ficando chato. Assista os 3 primeiros episódios de Luke Cage e tire suas conclusões se vai continuar assistindo ou revirando os spoiler na internet pra não perder tempo.

Nota final: 6.8/10


"And he bulletproof, shoot, what kind of caliber is this? Got thugs in the store with the barrel on your lips"– Bulletproof Love, Adrian Younge e Ali Shaheed Muhammad (featuring Method Man).




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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Gorro do Mago #1 - edição 4 - o PALADINO




E o PALADINO não para de crescer! Sim agora temos mais um tópico para trazer mais informações Nerds para vocês! E dessa vez apresentamos o Gorro Do Mago, o chapéu que pode trazer qualquer coisa de útil e isso praticamente resume o que apresentaremos aqui.
Recomendaremos Um Game, Uma série, Um filme, Um livro e Uma HQ.
Então sem mais enrolar, vamos explorar o Gorro.










Créditos

Texto: Luigi Gear 42; Niwro the Hatter; Hunk; Pato Épico
Infográfico: Pato Épico



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Pirâmide da Fama Especial - Homenagem ao aniversário do Batman


Para ver com zoom, clique aqui.




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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Pirâmide da Fama #3 - Vilões de HQs

Pirâmide da Fama - Vilões de HQs





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sábado, 27 de agosto de 2016

PRINCIPAL - A Ciência dos Super-Heróis

A Ciência dos super-heróis

Desde os anos 40, quando os super-heróis começaram a surgir, eles não passavam de figuras coloridas em papel comum de baixa qualidade reunidas em algumas páginas e vendidas por centavos. Mas nessa época eles já eram idolatrados. Hoje em dia, com uma revista em quadrinhos custando o preço de um livro de capa dura, com os super-heróis chegando aos cinemas com tudo, uma camiseta com o símbolo do seu herói favorito em cada arara de cada loja de cada shopping de cada cidade do mundo. É, os heróis estão realmente em alta, e nunca deixaram de estar. Mas e alguém já parou para pensar: E se fosse real? E se algum cientista pudesse criar super-poderes de verdade? E se você pudesse ver um desses heróis voando pelas nuvens da janela de sua casa? Mas é óbvio que toda pessoa já se perguntou isso alguma vez na vida! E, por isso mesmo, estamos aqui para satisfazer sua curiosidade, pelo menos um pouco.

1- Estragando sua infância 

 A maioria dos heróis que você imitava na sua infância não poderia existir. Começamos com o Wolverine:

1.1 - Wolverine





O mutante das garras ultra-afiadas é um dos mais desafiadores de explicar. Primeiro vamos analisar o fator de cura. Nos quadrinhos, o carcaju regenera ferimentos em segundos, sem fazer nenhum esforço.



1.1.1 - Fator de cura



Mas até que ponto a regeneração, que o ser humano tem por natureza pode ser possível? Vamos dizer que Wolverine possa realmente regenerar partes do corpo em instantes. Para isso, ele precisa de oxigênio, essencial para a produção de energia do corpo. Ele teria que respirar muito mais rápido e comer muito. Falando da possibilidade de recriar a regeneração celular: Os cientistas apostam nas células-tronco, que em teoria podem assumir a função de qualquer tecido. Mas nada de reconstruir um braço ou se recuperar de um crivo de balas. O máximo que já foi feito até hoje foi curar corações doentes com células-tronco da medula óssea. O maior obstáculo é o fato de este tipo de célula poder causar câncer. 

1.1.2 - Garras



Wolverine tem garras de metal, e como fazer esta lâmina cortar qualquer coisa? O material mais duro é o diamante, que pode riscar qualquer outro material. Mas ele não pode ser transformado em uma lâmina, e se quebra com impacto. A propriedade que faz os metais serem resistentes é a estrutura de suas moléculas, que formam cristais. O carbono tem uma molécula que se infiltra nos cristais de ferro e o deixa muito mais resistente, compondo o aço. O aço é a saída para as garras. É o metal das katanas (espadas samurai). Por dentro dessas espadas o aço tem menos carbono, para ser mais flexível e não se quebrar. E por fora tem mais carbono, fazendo a lâmina ser mais rígida e afiada. Esse tipo não corta qualquer coisa, e obviamente não é possível implantar no antebraço. Mas já serve para se aventurar no cosplay.


 1.2 - Homem de ferro

Pode existir um exoesqueleto que realiza tantas tarefas ao mesmo tempo gastando a mesma quantidade de energia que o Homem de Ferro gasta? E ainda ser estilosa como ela é?
 














1.2.1 - Reator ARC


No universo do vingador dourado, a fonte de energia limpa e infinita da armadura é um reator de fusão fria. A fusão nuclear é um processo físico no qual um átomo pequeno é unido com outro. Isso acontece em temperaturas elevadas, por isso fusão nuclear a frio é um processo inviável. O ideal é explorar outras opções de energia para projetar um exoesqueleto. 



1.2.2 - HUD

O Head-Up Display é um dispositivo ou um conjunto de dispositivos de realidade aumentada que permite que se acessem informações sem perder o foco de visão. Essa tecnologia começou a ser usada na aeronáutica, e não é nenhum mistério para o Homem de Ferro. O que pode ser mais difícil é o controle mental. Tony Stark consegue controlar todas as funções da armadura apenas pensando no processo. Hoje podemos controlar mini robôs com nossos impulsos nervosos detectados por eletrodos ligados à cabeça, mas pensamentos mais complexos ainda são um sonho. 




 1.3 - Superman

Ok, para o herói que cunhou o termo super, há de se esperar alguém bem super, não? Pois bem, é bom você não ter muita esperança, pois o Super-homem não é algo que a gente pode ver todo o dia.



1.3.1 - Superforça e voo


O Super-homem vem de um planeta cuja gravidade é incrivelmente maior que no planeta terra. Se lá ele tem uma mobilidade normal, aqui se torna muito mais fácil levantar massas maiores e saltar. Voar é uma capacidade impossível para qualquer indivíduo com anatomia humanoide. Mas ele poderia saltar muito alto e levantar peso com facilidade. A prova é que nós humanos, na Lua, poderíamos levantar um objeto de massa 6 vezes maior com mais facilidade e saltar até 5 vezes mais alto.  


1.3.2 - Visão de Calor 


Super-Homem precisaria de uma estrutura gigante com espelhos para criar um laser e sair cortando pedras por aí. Há quem diga que a visão de calor poderia ser feita de micro-ondas emitidas por um aparelho implantado, mas existe um problema.
Essa radiação só aquece moléculas de água, e não pode cortar qualquer material. 



1.3.3 - Superaudição

Em várias representações Superman escuta chamados a vários quilômetros de distância, em alguns casos escuta a muitos anos-luz, em um ponto distante no espaço (o som não se propaga no vácuo, em nenhuma ocasião). Mas uma possível superaudição não se trata de ouvir ruídos cuja origem está muito longe do lugar da audição, mas sim de escutar frequências que o ser humano não escuta, como muitos animais fazem. Para ter uma maior capacidade auditiva, é preciso ter ouvidos maiores que ampliam a onda sonora, mas o tempo de reação para atender a um pedido de socorro limita-se pela velocidade do som, de aprox. 1200 km/h. Ou seja, é impossível escutar um chamado do outro lado do mundo e reagir instantaneamente.



 1.4 - The Flash






Esse nome é sinônimo de velocidade absurda. E se é absurdo, adivinhe: Ele é o super-herói mais absurdamente impossível.


"Flash tem a capacidade de vibrar suas moléculas, viajar entre dimensões, intangibilidade, criar tornados, fator de cura, subir paredes, correr sobre a água, dar um soco de hipermassa, prever o futuro, caminhar sobre as nuvens, raciocínio ultrarápido, ver os movimentos mais lentamente e escutar os sons em velocidade normal, anular o atrito do ar, quebrar a velocidade da luz e rasgar o espaço-tempo. Depois de tudo isso não é preciso falar que Flash é o herói mais incoerente de todos, mas você vai entender em seguida."



1.4.1 - Supervelocidade (acima da velocidade da luz)



O recorde de velocidade humana foi 43,9 km/h, e essa velocidade incrível depende da força aplicada no chão pelos pés, que atuam como molas. Pesquisadores acreditam que com os avanços em treinamento e ganho de massa muscular poderemos bater este recorde logo, mas nada tão rápido quanto o nosso super-herói aqui. Já a velocidade mais alta registrada para um mamífero terrestre foi de 98,2 km/h (um guepardo). Está claro que flash tem um tipo de habilidade sobre-humana, talvez “sobre-mamífera”. Como ele poderia vencer, então a velocidade da luz? Para pelo menos alcançá-la, usando a suposta vibração das moléculas, toda sua massa deveria ser transformada em energia pura (ele então se desintegra). Essa reação resultaria em alta liberação de energia, maior que uma explosão atômica.

Segundo Einstein e sua Teoria da Relatividade Restrita, a velocidade da luz é uma constante cósmica, e nada no universo pode viajar mais rápido do que isso. Nas HQs, flash descobre uma partícula (batizada de táquion) que justamente viaja a uma velocidade maior. Coincidentemente, em 2011, cientistas do laboratório CERN, em Genebra, relataram ter registrado partículas subatômicas que viajaram à Itália em 60 nanossegudos inferiores ao atraso da luz, que podem mudar os conceitos da física moderna. Isso não prova que flash poderia realizar esta façanha, visto que ele é humano.


 2-A esperança é a última que morre!!




 2.1 - Batman

 



Ahá, pensou que iríamos destruir seus sonhos? Muito pelo contrário, a esperança da humanidade é justamente o herói mais amado de todos, o Homem Morcego


"Ele não tem poderes, mas isso não o impediu de se tornar um excelente atleta, detetive, escapista e lutador, apenas para impedir que sua triste história se repetisse na sua cidade sem lei. Assim se tornou um símbolo de superação, combate ao crime, e acima de tudo, justiça."



2.1.1 - O medo

 



Os seres humanos sentem medo naturalmente. É um mecanismo que nos protege de ameaças. E o medo também é uma arma que faz até mesmo o mais poderoso dos inimigos recuar, e é talvez por isso que Batman seja considerado um herói imbatível.

Quando algo nos assusta, o cérebro recebe uma descarga de adrenalina, que faz com que ele priorize os mecanismos para escapar da ameaça potencial. Em uma situação de risco o estímulo neural vai direto do tálamo (que pressente o perigo) à amígdala (que alerta o corpo). Esta corrente neural nem mesmo passa pela região do cérebro responsável pelo raciocínio. Se o Cavaleiro das Trevas amedrontasse o criminoso tantas vezes, iria deixá-lo desorientado e com danos mentais, visto que este estímulo conhecido como “susto” desgasta o cérebro por ser tão veloz e eficiente. Geralmente o reflexo vem seguido do raciocínio, assim o cérebro avisa à amígdala que não precisa se preocupar com a ameaça. Se o pavor for realmente intenso, a pessoa não terá tempo de raciocinar.

Voltando aos mecanismos de escape, o coração dispara, aumentando o fluxo sanguíneo. Os músculos ficam rígidos e as pupilas se dilatam para melhorar a visão. Então o cérebro desliga sistemas menos importantes, pois volta todas as atenções à ameaça. Estas são as respostas de luta ou fuga. Quando o medo é muito grande reconhecemos ser incapazes de lutar e corremos.











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