Mostrando postagens com marcador Reviews. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reviews. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de dezembro de 2017

Review - Star Wars: Os Últimos Jedi (com spoilers)



Star Wars: The Last Jedi - Review




Mal o oitavo episódio da franquia de fama mundial Star Wars estreou, e já é uma das maiores bilheterias do cinema. Esse sucesso todo é mérito dos fãs, porém, a explosão que foi Star Wars: The Last Jedi (Star Wars: Os Últimos Jedi, em português) pode ter deixado alguns fãs desiludidos, ainda que a crítica especializada tenha sido favorável ao filme. Será que foi mesmo tudo isso, ou o episódio oito deija muito a desejar? Você vai saber a nossa opinião, agora mesmo.

SINOPSE


Depois de a Nova República ser destruída pela Primeira Ordem, formada pelos resquícios do Império Galáctico, a Aliança Rebelde e seus poucos membros restantes tentam fugir dos inimigos. Numa tentativa desesperada, a nave capital dos Rebeldes foge de um gigantesco Star Destroyer. Enquanto isso, a jovem Rey chega ao planeta onde Luke Skywalker está refugiado, e pede para ser treinada nos ensinamentos Jedi. Os Rebeldes fogem no hiperespaço, mas são perseguidos pela nave onde está o Supremo Líder Snoke, lorde Sith e líder da Primeira Ordem. Agora Finn, Poe Dameron e Rose, uma piloto rebelde, fazem de tudo para que a Aliança consiga fugir para uma nova base e restabelecer a esperança na galáxia.

REVIEW

CUIDADO! Spoilers à frente!


A primeira coisa a se notar em Star Wars: Os Últimos Jedi, é que ele é um filme corrido. Os heróis vencem e fracassam em vários conflitos, e tudo acontece ao mesmo tempo. Várias linhas de roteiro alternativas aparecem, e que poderiam ser distribuídas em pelo menos dois filmes. Não existe mais aquela trama simples e bem calculada da trilogia clássica. Agora, tudo que pode acontecer, vai ser mostrado nas telonas. O principal ponto negativo dessa rapidez é que sobra pouco tempo para cenas de luta interessantes (como a de Finn e Phasma).



Você sai do cinema com uma sensação de que tudo já foi resolvido, e que muito pouco ficou em aberto para o episódio IX. Por exemplo, a morte de Snoke. Ela faz todo sentido se você pensar que é tradição o mestre Sith ser morto pelo aprendiz. Mas ele só teve chance de aparecer em um filme (em sua forma real). Agora não há mais uma mente maligna como Palpatine para tocar o terror. Só há o garotinho rebelde Kylo Ren, que quer dominar a galáxia. 

Um acerto do filme são os efeitos visuais e a edição. A batalha no planeta Crait, por exemplo, é um show de cores. A perseguição da Millenium Falcon entre os cristais avermelhados do planeta também é bonita, apesar de muito rápida. A luta entre Kylo Ren e Rey, e os Royal Guards de Snoke também é maravilhosa, muito bem coreografada e editada. Agora, quando a tenente Holdo corta a nave de Snoke ao meio com o cruzador rebelde, na velocidade da luz (aquela cena...), nós vemos um momento de tirar o fôlego.




A cena de Leia voltando para a nave depois da explosão de sua ponte de comando, para nós, foi muito forçada (Forçada, desculpe o trocadilho). Não havia motivo para ela sobreviver à explosão, muito menos usar a Força naquela magnitude. Tudo bem, ela é uma Skywalker, mas não teve o treinamento que Luke teve. Se queriam que Ren tentasse matá-la, que matassem logo, ou a deixassem viva. O uso da Força por parte de Leia poderia ser melhor explorado talvez no episódio IX.

Sobre a atuação, não há muito o que se dizer. Algumas são excelentes, outras medianas. O que realmente não gostamos é o fato de endeusarem Rey, tornando-a um personagem quase perfeito. Ela é quem herda a Falcon, ela se torna Jedi com pouco treinamento, ela tem o destino da galáxia nas mãos. Isso faz com que ela seja um protagonista quase sem defeitos, de modo que não haja catarse. Diferentemente de Luke, que tinha defeitos na trilogia original.

Falando em Luke, algumas atitudes dele são controversas. Logo que Rey o entrega o sabre original de Anakin, ele o joga para trás. Por quê?? A destruição do sabre no final, com a luta de Rey e Kylo Ren, também nos deixou muito desapontados. O motivo é que ele é um ícone da saga, que existe desde 1977, deixou todos maravilhados. Era o primeiro sabre de luz de toda a ficção científica. Para quê cortá-lo ao meio naquela cena desnecessária?




Voltando a Luke, seu ato final confrontando Kylo Ren foi fantástico. A maneira que ele usou todo o seu domínio da Força, projetando seu próprio corpo no outro lado do universo, nos deixa maravilhados. Porém, se você parar pra pensar, ele nunca se encontrou com Leia, realmente, antes de morrer. O reencontro do trio clássico, Leia, Luke e Han, nunca vai acontecer.

Algumas coisas realmente nos deixaram intrigados no filme, como aquele garoto em Canto Bight, cena final do filme. Primeiro, ele parece pegar a vassoura com a Força, podendo se tornar um novo Jedi, causando uma possível reviravolta na trilogia. Se isso for confirmado, os Jedi não irão acabar como Luke e Yoda queriam. Falando em Yoda, fazer ele reaparecer em seu animatrônico original foi golpe baixo com os fãs, que devem ter ficado eufóricos.

Canto Bight, planeta-cassino, que seria como Mos Eisley, só que mais chique, foi uma parte interessante. Ela nos faz encarar Star Wars sob uma nova ótica, onde existe um equilíbrio/contradição entre mocinhos e vilões. O que nos deixa triste é que esta ótica é rapidamente esquecida por conta do roteiro que parece ter um hiperdrive instalado.




Agora chegamos ao ponto que queríamos dissecar. Talvez você não tenha notado como essa nova trilogia é parecida com a original. Parece que os roteiristas estão se inspirando demais nela para fazer os novos filmes. Star Wars VII já foi criticado por sua semelhança com o episódio IV. Um(a) jovem de um planeta desértico parece não ter futuro, quando ele se envolve com a Aliança Rebelde e é apresentado ao sabre de luz, tornando-se posteriormente um jedi. O episódio VIII também guarda semelhanças com o V, O Império Contra-Ataca. Crait é o melhor exemplo, se parecendo muito com a batalha de Hoth. Tire suas próprias conclusões.




Em suma, Star Wars VIII, como uma ficção científica à parte, é um filme bem feito, excitante, embora muito rápido. Agora, como um membro da saga Star Wars, deixa a desejar, decepciona em muitos pontos e acerta em outros. Claramente, a Disney está tentando renovar Star Wars para um novo público, fato que pode não agradar os fãs antigos. E é um fato que temos que encarar, da maneira que encaramos o modo como o mundo gira. Talvez sendo um pouco saudosista, pode-se dizer que não é o que queríamos como fãs, mas como espectadores de ficção científica, é um filme admirável.

Roteiro e enredo - Muito corrido, com furos, mas empolgante. 1.3/2
Estética - A paleta de cores branco/vermelho é interessante, e a trilha sonora, nem vamos falar. 1.9/2
Ação - Algumas lutas são excelentes, outras mereciam mais tempo. Os personagens parecem se contradizer. 1.5/2
Elenco/personagens - As atuações são boas, mas alguns personagens deviam ser melhor construídos. 0.9/2
Ambientação - Bem feita, uma montanha russa de sentimentos. 1.6/2

Nota final: 7.2/10






Por favor, comente qualquer erro que você perceber, critique, elogie, beba um café, e compartilhe nossa página.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Review - Homem-Aranha: De Volta ao Lar


Crítica - Homem-Aranha: De Volta ao Lar




Homem-Aranha foi lançado e finalmente estamos aqui para falar sobre o filme. Bom, o encarregado de analisar o filme será eu,  Bond, Jayme Bond, e vamos parar de papo e começar a crítica.

O filme já começa com uma cena que introduz o personagem Abutre muito bem, aquela coisa de falsidade e etc. ; basicamente o vilão utiliza de material alienígena, resto de batalha dos Vingadores, para construir armas, assim conseguindo executar roubos .



O roteiro é simples, e isso não significa que não seja legal, o único defeito são as piadas- “Ai que cara chato! Não gosta de humor Marvel, deve ser tão fresco que bebe chá de madrugada”- Sim, eu bebo chá de madrugada, mas gosto do humor Marvel, que conta com piadas bem legais, mas nesse filme, toda hora tem piada, TODA HORA.
A direção é de Jon Watts, que possui trabalhos como “A Viatura” e “Clown”, os quais eu não assisti, mas deu um tom legal pro filme. Ele fez as cenas funcionarem bastante e os posicionamentos de câmera estão em destaque. É o tipo de filme em que você nota a presença do diretor. Uma direção simples, mas criativa.
Uma coisa que foi incrível no roteiro, é que Peter Parker é um adolescente mesmo; além de lidar com tudo que o Homem-Aranha tem que fazer, ele é obrigado a lidar com os típicos problemas adolescentes, por exemplo o cara chato que te atazana na escola. Ah, vamos começar a analisar o elenco pelo Flash; pra quem não sabe, Flash é o valentão que enche o saco do Peter, o típico “Jock”, que nesse filme, fica mais como um nerd rival,  o que eu achei que ficou legal e chato, mas o ator representou o que queriam que representasse, tendo uma boa performance.



Se você viu os trailers e se perguntou: “Cadê a Mary Jane?”, agora o coração de Peter pertence à Liz Allen, apesar de no final ter um negócio que... que... digamos que te faça dizer: “Será que?”. A personagem se mostra uma crush suprema na vida de Peter, e a atriz, Laura Harrier, é lindíssima. Antes de assistir ao filme eu vi algumas entrevistas da atriz e nelas ela dizia que Liz era uma personagem diferente, diferente de Mary Jane, Gwen Stacy e etc. ; mas na minha opinião não mudou cacete nenhum, ela é uma Mary Jane/Gwen Stacy, não muda nada. Você acha que ela é desnecessária pra trama até um momento “Eeeeita!” no filme.
Temos também Jacob Bacallon, como nerd, que é responsável por muito do humor do filme, e é um palhaço perfeito.




Não preciso falar nada do Michael Keaton como Abutre, Michael Keaton é uma lenda e ponto.
E enfim a verdade, Tom Holland é um Homem-Aranha legal? É bem bacana. Apesar de o Homem-Aranha perfeito pra mim ser Tobey Maguire, Tom Holland é mais adolescente, mais até mesmo criança do que Maguire, e por esse motivo ele pode ser considerado mais fiel aos quadrinhos. Mas eu acho Holland irritante, em 80% do filme ele fica desesperado com alguma coisa; e se for pra ficar desesperado e neurótico, o Homem-Aranha ideal seria Woody Allen de anos atrás, a única diferença é que Woody Allen colocaria um humor inteligente para o Aracnídeo. Mas, apesar dos pesares, o Homem-Aranha ruim não está.
Em conclusão, o filme é ótimo, conseguiu superar minhas expectativas e me fez sair feliz do cinema.


Nota: 8,0







Por favor, comente qualquer erro que você perceber, critique, elogie, beba um café, e compartilhe nossa página.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Review - Logan (Sem spoilers)

Review: Logan - Sem spoilers


Recentemente, estreou nas telonas um filme de herói com uma abordagem um pouco diferente do que geralmente vimos. Logan, possivelmente o último filme de Wolverine com o ator Hugh Jackman. Já recordista em bilheteria de 2017, o drama mostra a jornada do anti-herói para proteger uma criança mutante de uma empresa de manipulação genética. É um dos primeiros filmes de heróis focado no público adulto, e mais, numa trama pequena, restrita apenas ao herói, e não no clássico "vilão que quer dominar o mundo". Mas será que vale a pena gastar seu dinheiro para assistir Logan? Você vai saber a nossa opinião agora. 

Sinopse


2024. Boa parte da população mutante desapareceu, ou se dispersou. Logan é apresentado pela primeira vez como motorista de limousine, debilitado e com seu poder de regeneração muito reduzido. Ele ainda se encarrega de cuidar do quase centenário professor Charles Xavier, escondido num lugar remoto na fronteira do México. Sua rotina banal começa a ficar agitada quando uma mulher misteriosa apela para o bem que ainda existe nele, e o pede para levá-la, junto da pequena Laura, para o Canadá. Logan nega, mas muda de ideia ao descobrir que Xavier já a esperava há alguns anos. É aí que uma corporação maligna começa a perseguir a menina, por motivos ainda desconhecidos. Contrariado, Wolverine reluta em levá-la a um lugar chamado Éden, um suposto refúgio para mutantes. Mas vários obstáculos no caminho poderão comprometer a missão de cuidar dessa pequena mutante, ou não.



Nossa opinião


Juntando a trama focada em adultos e uma ambientação perfeita, temos como resultado um filme, ainda que ficcional, muito próximo da realidade -- fato comprovado pela cena em que Wolverine está lendo uma HQ dos X-men, e não, não é uma cena cômica. Consequentemente, os personagens estão mais carismáticos do que nunca. Hugh Jackman está possivelmente na melhor atuação de sua carreira. Ele nos traz um Wolverine velho, cansado da própria vida, e cada vez mais feroz. Aliás, ele está ainda mais parecido com um verdadeiro carcaju do que em sua curta, porém emblemática, aparição em X-men: Apocalipse. 




Patrick Stewart também está genial, apresentando um Charles Xavier velho, com várias doenças mentais ("uma doença degenerativa na mente mais poderosa do mundo, não pode ser bom"), mas ainda assim sábio como o Xavier que conhecemos. Mais, ele representa o alívio cômico do filme, o que faz desse longa uma obra-prima que mistura várias emoções distintas. 





A novidade do filme, Dafnee Keen (Laura Kinney), foi uma grande reviravolta. Quem diria que esta menina de 11 anos mostraria tanto talento? Sua personagem, X-23 (sim, ela existe nos quadrinhos!), é um dos papéis infantis mais bem desenvolvidos no cinema nos últimos tempos. Apesar de nova, e, podemos dizer, até um pouco ingênua, ela se mostra uma mutante poderosa, que dá medo até a um dos principais vilões do filme. Resumindo, as três atuações principais chegam muito próximas da perfeição.




Falando em vilões, não espere ver nenhum Apocalipse, ou Sentinelas. São vilões intermediários, mas eficientes. Não dão aquela sensação de ameaça, e as atrocidades que eles cometem são mais malignas que os próprios. Mas estamos falando apenas de alguns vilões. Quando se fala em ameaça, X-24 é o que vêm a mente na hora. É uma arma viva, que realmente nos faz pensar que ninguém vai sobreviver às suas garras. 




Logan é um filme doloroso, nos dois sentidos. Apresenta um mundo melancólico, poucos mutantes, seco e sem cor. Ao mesmo tempo, você provavelmente sairá do cinema cansado e com dor, pois as cenas de ação -- muito bem dirigidas, a propósito -- abusam das mutilações e muito sangue. Outra coisa que não falta são palavrões. Até mesmo Xavier não poupa palavras de baixo calão. 




Não conseguimos achar tantos pontos negativos, mas alguns podem ser enumerados com seus apesares. Para nós o final ficou um pouco em aberto, apesar de que se não fosse assim, teríamos um final excessivamente feliz, e não é esse o objetivo principal do filme. Laura é um pouco irritante quando está falando em Espanhol, e no final do filme, quando está falando em Inglês, perde-se um pouco a essência da personagem. Mas a atriz faz um ótimo trabalho, um pouco prejudicado pelas cenas com diálogo entre ela e Logan.

Conclusão


Logan é o tipo de filme que não veremos tantas vezes mais. É a combinação quase perfeita de ação, tristeza, sangue, emoção e até um pouco de humor quando a predominância é drama, aprimorada por ótimas atuações. Tem poucos defeitos mencionáveis, e pode facilmente ser o melhor filme do universo X-men já feito até hoje. Vale a pena, sim, ir correndo assistir.




Nota: 9.8



Você concorda ou discorda desse review? Em que pontos? O texto ficou claro ou tem muito amadorismo? A sua opinião é o nosso incentivo para melhorar, e também um incentivo para continuar. Comente, critique, curta e compartilhe. Ou não.




Por favor, comente qualquer erro que você perceber, critique, elogie, beba um café, e compartilhe nossa página.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Review - Dirk Gently's Holistic Detective Agency


Review - Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently






A série “A Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently” da Netflix em parceria com a BBC America é baseada em um livro homônimo do escritor inglês Douglas Noël Adams (que se gabava por possuir a sigla DNA). Ela retrata um caso do detetive Svlad Cjelli (ou Dirk Gently), que prefere resolver casos investigativos através de intuições e cálculos de física quântica a seguir o caminho analisando digitais. Justamente por seguir a linha investigativa de forma tão peculiar, o personagem coleciona uma fama de certa forma controversa. A primeira coisa que tenho a dizer é: EU SOU APAIXONADO POR DOUGLAS ADAMS! Consumo tudo que estiver ao meu alcance que tenha alguma relação com o autor. Não a toa que “O Guia do Mochileiro Das Galáxias” é o meu livro favorito e alguns dos meus melhores amigos conheci por conta do livro. Tentarei, é claro, ser imparcial, mas já adianto que EU amei a série.




A série não segue nenhum dos casos dos livros. O único personagem que aparece em ambas histórias é o detetive. Porém isso quer dizer que a série é ruim? Muito pelo contrário. Ao optar um rumo novo, a série se livra de clichês conhecidos e de pecar no quesito adaptação. Claro que, de início, me decepcionei pelo fato de ser uma história nova, mas já no primeiro episódio isso foi embora, ao perceber que haveria uma história nova baseada nos escritos do meu autor preferido, com uma alta produção (obrigado Netflix) e uma história a altura dos seus contos.







Cada episódio é mais interessante que o outro e cada vez mais nonsense. Por vezes eu jurei que o roteiro foi escrito pelo próprio Douglas Adams. A série faz referências ao livro, como por exemplo o nome da agência e a placa, a citação do sofá, de Thor, a escalada da casa/escada, alguns acontecimentos dentro do caso, etc. Ou seja, possivelmente não teremos as histórias clássicas adaptadas em possíveis futuras temporadas. Mas isso não desanima.




A história contada ficou ótima. Parece que os personagens todos existem no universo sem sentido de Adams, e a princípio a história também não tem lógica nenhuma, mas a medida que a série avança as coisas se encaixam (assim como no livro) e termino com o maior gostinho de “quero mais” que já senti na minha vida.


 



A atuação dos atores ficou muito convincente (incluindo no elenco nosso querido Frodo Bolseiro), e até dentro das retardadices as coisas saem muito naturais. E é a partir da naturalidade que ela nos conquista. Os diálogos idiotas, as falas estúpidas, os comentários desnecessários e os acontecimentos absurdos te cativam e te prendem do início ao fim. Sendo assim, vos digo: Dirk Gently é uma série de humor genuinamente britânico para gente que não se importe em ter paciência para ver o sentido surgindo.







Posso afirmar que não é uma série que irá agradar a todos (como nossa querida Stranger Things), mas digo que ela agradará DEMAIS todos aqueles que gostam do estilo de humor promovido pelo Guia, pelos livros que serviram de inspiração e até para os amantes de Doctor Who (o humor é bem semelhante). Com isso, concluo: “Dirk Gently’s Holistic Detective Agency” é o lugar onde um gato, um tubarão, um sequestro, viagem no tempo, jaquetas amarelas/verdes/azuis, máscaras de gorila, assassinatos e doenças com nomes tão estranhos que você vai achar que são inventadas se relacionam em algum ponto, pois segundo o detetive: “Todas as coisas do universo estão relacionadas. Ou não”.










Por favor, comente qualquer erro que você perceber, critique, elogie, beba um café, e compartilhe nossa página.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Review - Sherlock, da BBC

BBC’s Sherlock – Review para a nova temporada




Para os ávidos fãs da tão aclamada (e curta) série da emissora britânica sabe o que nos espera em janeiro de 2017: a quarta temporada de Sherlock. Mas o que esperar da próxima season? O que nos foi revelado?



 
Ao longo da primeira temporada, os personagens nos são apresentados da maneira que, finalmente, merecemos. Não que esteja criticando o modo como isso foi feito na série Elementary (inclusive, gosto de coisas que adaptaram para essa série) ou na maneira como retratado nos filmes do nosso detetive. Lá, a ideia de contar já histórias da convivência entre Watson e seu aclamado parceiro após o surgimento de Mary é uma proposta que, infelizmente, não nos mostra o ponto de origem dos personagens. Já na série não, uma vez que seu objetivo é justamente trabalhar a relação deles ao longo de sua convivência e através das temporadas. Talvez por isso o primeiro episódio, “Um Estudo em Rosa”, seja tão aclamado por todos; ele mostrou a origem que todos queriam ver de uma maneira que ninguém estava esperando. Através da releitura para os tempos modernos, transição da figura da vítima dentro das novas tecnologias e, é claro, o modo como retratados nossos queridos personagens.
 
Nosso detetive aqui é mostrado como um viciado, primeiramente em nicotina, mas depois vai se mostrando que esse é apenas o princípio. Ele não se diz viciado, mas isso é apenas questão de ponto de vista. Muitos podem concordar e discordar nesse ponto de vista. Mas o inegável é que Benedict Cumberbatch nasceu para esse papel. Eu nunca imaginei um Sherlock Holmes que não o retratado da maneira como ele o faz. Robert Downey Jr faz um ótimo papel também (a sua maneira), mas foge diversas características icônicas do personagem; Jonny Lee Miller põe muito de si no papel e traz resultados muito bons, mas um pouco fora do que se mostra nos contos; para não deixar de citar os clássicos também (que com certeza foram maravilhosos), mas faltava certa regularidade, um Sherlock Holmes estabelecido. E Benedict É esse Sherlock. Dentro de seus trejeitos e suas características pessoais, ele consegue se adaptar e se mostrar capaz de retratar tudo que esperávamos.




Continuando falando sobre nossos personagens, creio que Martin Freeman tenha sido um ótimo Watson também. A química entre os protagonistas da série é fantástica (coisa que também foi explorada de forma mais sutil nos filmes da saga “Hobbit”, através da relação Smaug e Bilbo Baggins). Segundo muito do que vi da interpretação de Jude Law, ele parecia se importar mais com passar o que o roteiro transmitia do que a alma do personagem (o que não é ruim, mas por outro lado nos deixa meio decepcionados). Adoro A Watson de Lucy Liu, mas o receio de muitos fãs que isso seja apenas para concretizar a suposta relação entre os protagonistas deixa sempre o pé atrás ao assistir a série (o que lembra que preciso continuá-la). Os clássicos também mostram uma imagem mais experiente e sábia do doutor, mas muito menos ativa. Nisso a série balanceia muito bem. Ela nos dá um Watson envolvido com o cotidiano do novo/velho amigo, e nos mostra também o quanto ele se importa com aqueles a sua volta (seja Mary, Sherlock ou até Sra. Hudson).




Falando na nossa querida Senhora Hudson, acredito que o papel dela se mostra muito mais importante na série. Continua-se mostrando uma relação até certo ponto hostil entre ela e os inquilinos (até distante, de certo modo), mas inegável a relação de cuidado e atenção que se tem. Acredito que a química entre a atriz que desempenha o papel, Uma Stubbs, com Benedict tenha colaborado com isso. Para quem não sabe, a atriz era vizinha e amiga da mãe do nosso futuro detetive (os pais dele também eram atores; inclusive, aparecem como pais de Sherlock no 3° Season Finale).
Sobre Mycroft: lhe deram um visual muito mais moderno e elegante, mas sem tirar a petulância e o convencimento que o personagem tem em cima do irmão. Mostraram saber trabalhar muito bem com a imagem clássica que se tinha em cima do personagem (como mostrado no MARAVILHOSO episódio especial, “A noiva abominável”). Tornou-se menos impessoal a maneira como ele trata Sherlock, mas não deixa de trazer toda a carga original do personagem.
 



Talvez o melhor ponto seja Lestrade. Se analisarmos o que nos é mostrado sobre o inspetor da Scotland Yard nos filmes, teremos a impressão de um personagem completamente idiota (até medíocre) que apenas se aproveita da mente de Sherlock. Na série ele mostra-se muito mais participativo, acompanhando o detetive e o doutor nas investigações e ajudando-os (claro que dentro de suas ditas “limitadas” capacidades intelectuais).




Falando em personagens mais participativos, não podemos deixar a querida esposa do doutor de fora. Odiada por uns e amada por muitos outros, Mary mostra-se muito diferente do que geralmente a representam: na série, ela por vezes acompanha o doutor e o detetive e demonstra que não é apenas mais um personagem, como retratado em diversas histórias do detetive. O especial de certa forma ironiza isso, pois dá a entender que Mary não terá um destaque se não o inicial, mas ela mostra ter também grande valor.




Agora, quando se pensa no grande vilão da série, nunca se imaginaria o modo como é retratado o arrogante Professor Moriarty. De certo modo, todos os antagonistas da série mostram-se muito mais do que apenas vilões (como Magnussem, grande foco da última temporada), mas Moriarty É o grande rival do nosso detetive. Geralmente, temos o costume de imaginá-lo sério, presunçoso, convencido, coisas do gênero. Mas, quando nos deparamos com tudo isso de uma maneira única oferecida pelo ator Andrew Scott ficamos sem palavras. Ele consegue ser tudo isso sem ser. Menos a parte séria. Encontramos Jim Moriarty completamente irônico e irreverente (sem contar louco). É impossível não dizer que o ator brilhou no papel. Até hoje, suas “aparições” são extremamente chamativas e até curiosas.

O retorno de um personagem que, de certa forma, não esperávamos torna a próxima temporada tão aguardada. O que nos espera? Sabemos que ela terá um grande antagonista, interpretado por Toby Jones (“Zola”, da saga cinematográfica do Capitão América). Também foi dito que um personagem importante da série irá nos deixar, mas que não seria Sherlock nem Watson. Foi divulgado também um boato de que essa seria a última temporada da série. E o trailer divulgado nos deixa ainda mais ansiosos com tudo que pode acontecer.

Uma das especulações seria de que Mary será o personagem que encontrará a morte. Isso para aprofundar o relacionamento entre Sherlock e Watson. Não quero o fim da personagem, mas confesso que seria muito interessante ver como trabalhariam a relação deles e se seria o ship que muito acreditam. Outra aposta que se tem é com o fim de Mycroft. O ator que dá vida ao personagem, Mark Gatiss, é envolvido com muitas coisas dentro do universo da BBC, o que faz muitos pensarem que queiram acabar com ele para que se possa dar mais liberdade para o ator. 

 



Sobre ser a última temporada eu acho pouco provável, uma fez que cada uma sai com um longo intervalo de tempo, não ficaria sem roteiro ou com uma pré-produção porca. A série já é muito aclamada para simplesmente desistirem dela nesse momento. Por outro lado, o atual sucesso de Benedict que tem atuado em papéis cada vez mais icônicos (“Khan”, “Alan Turing”, “Doutor Estranho”) pode ser um modo de liberar o ator para outros papeis (alguns até dentro da própria BBC). Muitos especulam que o ator tem sido cotado para interpretar o próximo Doutor da outra aclamada série Doctor Who, mas será? O que você acha? Diga o que achou da série, do review e sugira temas. Afinal, tudo nesse blog é elementar, meus caros leitores.









Por favor, comente qualquer erro que você perceber, critique, elogie, beba um café, e compartilhe nossa página.

Relacionados

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...