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sábado, 16 de dezembro de 2017

Review - Star Wars: Os Últimos Jedi (com spoilers)



Star Wars: The Last Jedi - Review




Mal o oitavo episódio da franquia de fama mundial Star Wars estreou, e já é uma das maiores bilheterias do cinema. Esse sucesso todo é mérito dos fãs, porém, a explosão que foi Star Wars: The Last Jedi (Star Wars: Os Últimos Jedi, em português) pode ter deixado alguns fãs desiludidos, ainda que a crítica especializada tenha sido favorável ao filme. Será que foi mesmo tudo isso, ou o episódio oito deija muito a desejar? Você vai saber a nossa opinião, agora mesmo.

SINOPSE


Depois de a Nova República ser destruída pela Primeira Ordem, formada pelos resquícios do Império Galáctico, a Aliança Rebelde e seus poucos membros restantes tentam fugir dos inimigos. Numa tentativa desesperada, a nave capital dos Rebeldes foge de um gigantesco Star Destroyer. Enquanto isso, a jovem Rey chega ao planeta onde Luke Skywalker está refugiado, e pede para ser treinada nos ensinamentos Jedi. Os Rebeldes fogem no hiperespaço, mas são perseguidos pela nave onde está o Supremo Líder Snoke, lorde Sith e líder da Primeira Ordem. Agora Finn, Poe Dameron e Rose, uma piloto rebelde, fazem de tudo para que a Aliança consiga fugir para uma nova base e restabelecer a esperança na galáxia.

REVIEW

CUIDADO! Spoilers à frente!


A primeira coisa a se notar em Star Wars: Os Últimos Jedi, é que ele é um filme corrido. Os heróis vencem e fracassam em vários conflitos, e tudo acontece ao mesmo tempo. Várias linhas de roteiro alternativas aparecem, e que poderiam ser distribuídas em pelo menos dois filmes. Não existe mais aquela trama simples e bem calculada da trilogia clássica. Agora, tudo que pode acontecer, vai ser mostrado nas telonas. O principal ponto negativo dessa rapidez é que sobra pouco tempo para cenas de luta interessantes (como a de Finn e Phasma).



Você sai do cinema com uma sensação de que tudo já foi resolvido, e que muito pouco ficou em aberto para o episódio IX. Por exemplo, a morte de Snoke. Ela faz todo sentido se você pensar que é tradição o mestre Sith ser morto pelo aprendiz. Mas ele só teve chance de aparecer em um filme (em sua forma real). Agora não há mais uma mente maligna como Palpatine para tocar o terror. Só há o garotinho rebelde Kylo Ren, que quer dominar a galáxia. 

Um acerto do filme são os efeitos visuais e a edição. A batalha no planeta Crait, por exemplo, é um show de cores. A perseguição da Millenium Falcon entre os cristais avermelhados do planeta também é bonita, apesar de muito rápida. A luta entre Kylo Ren e Rey, e os Royal Guards de Snoke também é maravilhosa, muito bem coreografada e editada. Agora, quando a tenente Holdo corta a nave de Snoke ao meio com o cruzador rebelde, na velocidade da luz (aquela cena...), nós vemos um momento de tirar o fôlego.




A cena de Leia voltando para a nave depois da explosão de sua ponte de comando, para nós, foi muito forçada (Forçada, desculpe o trocadilho). Não havia motivo para ela sobreviver à explosão, muito menos usar a Força naquela magnitude. Tudo bem, ela é uma Skywalker, mas não teve o treinamento que Luke teve. Se queriam que Ren tentasse matá-la, que matassem logo, ou a deixassem viva. O uso da Força por parte de Leia poderia ser melhor explorado talvez no episódio IX.

Sobre a atuação, não há muito o que se dizer. Algumas são excelentes, outras medianas. O que realmente não gostamos é o fato de endeusarem Rey, tornando-a um personagem quase perfeito. Ela é quem herda a Falcon, ela se torna Jedi com pouco treinamento, ela tem o destino da galáxia nas mãos. Isso faz com que ela seja um protagonista quase sem defeitos, de modo que não haja catarse. Diferentemente de Luke, que tinha defeitos na trilogia original.

Falando em Luke, algumas atitudes dele são controversas. Logo que Rey o entrega o sabre original de Anakin, ele o joga para trás. Por quê?? A destruição do sabre no final, com a luta de Rey e Kylo Ren, também nos deixou muito desapontados. O motivo é que ele é um ícone da saga, que existe desde 1977, deixou todos maravilhados. Era o primeiro sabre de luz de toda a ficção científica. Para quê cortá-lo ao meio naquela cena desnecessária?




Voltando a Luke, seu ato final confrontando Kylo Ren foi fantástico. A maneira que ele usou todo o seu domínio da Força, projetando seu próprio corpo no outro lado do universo, nos deixa maravilhados. Porém, se você parar pra pensar, ele nunca se encontrou com Leia, realmente, antes de morrer. O reencontro do trio clássico, Leia, Luke e Han, nunca vai acontecer.

Algumas coisas realmente nos deixaram intrigados no filme, como aquele garoto em Canto Bight, cena final do filme. Primeiro, ele parece pegar a vassoura com a Força, podendo se tornar um novo Jedi, causando uma possível reviravolta na trilogia. Se isso for confirmado, os Jedi não irão acabar como Luke e Yoda queriam. Falando em Yoda, fazer ele reaparecer em seu animatrônico original foi golpe baixo com os fãs, que devem ter ficado eufóricos.

Canto Bight, planeta-cassino, que seria como Mos Eisley, só que mais chique, foi uma parte interessante. Ela nos faz encarar Star Wars sob uma nova ótica, onde existe um equilíbrio/contradição entre mocinhos e vilões. O que nos deixa triste é que esta ótica é rapidamente esquecida por conta do roteiro que parece ter um hiperdrive instalado.




Agora chegamos ao ponto que queríamos dissecar. Talvez você não tenha notado como essa nova trilogia é parecida com a original. Parece que os roteiristas estão se inspirando demais nela para fazer os novos filmes. Star Wars VII já foi criticado por sua semelhança com o episódio IV. Um(a) jovem de um planeta desértico parece não ter futuro, quando ele se envolve com a Aliança Rebelde e é apresentado ao sabre de luz, tornando-se posteriormente um jedi. O episódio VIII também guarda semelhanças com o V, O Império Contra-Ataca. Crait é o melhor exemplo, se parecendo muito com a batalha de Hoth. Tire suas próprias conclusões.




Em suma, Star Wars VIII, como uma ficção científica à parte, é um filme bem feito, excitante, embora muito rápido. Agora, como um membro da saga Star Wars, deixa a desejar, decepciona em muitos pontos e acerta em outros. Claramente, a Disney está tentando renovar Star Wars para um novo público, fato que pode não agradar os fãs antigos. E é um fato que temos que encarar, da maneira que encaramos o modo como o mundo gira. Talvez sendo um pouco saudosista, pode-se dizer que não é o que queríamos como fãs, mas como espectadores de ficção científica, é um filme admirável.

Roteiro e enredo - Muito corrido, com furos, mas empolgante. 1.3/2
Estética - A paleta de cores branco/vermelho é interessante, e a trilha sonora, nem vamos falar. 1.9/2
Ação - Algumas lutas são excelentes, outras mereciam mais tempo. Os personagens parecem se contradizer. 1.5/2
Elenco/personagens - As atuações são boas, mas alguns personagens deviam ser melhor construídos. 0.9/2
Ambientação - Bem feita, uma montanha russa de sentimentos. 1.6/2

Nota final: 7.2/10






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terça-feira, 18 de julho de 2017

Review - Homem-Aranha: De Volta ao Lar


Crítica - Homem-Aranha: De Volta ao Lar




Homem-Aranha foi lançado e finalmente estamos aqui para falar sobre o filme. Bom, o encarregado de analisar o filme será eu,  Bond, Jayme Bond, e vamos parar de papo e começar a crítica.

O filme já começa com uma cena que introduz o personagem Abutre muito bem, aquela coisa de falsidade e etc. ; basicamente o vilão utiliza de material alienígena, resto de batalha dos Vingadores, para construir armas, assim conseguindo executar roubos .



O roteiro é simples, e isso não significa que não seja legal, o único defeito são as piadas- “Ai que cara chato! Não gosta de humor Marvel, deve ser tão fresco que bebe chá de madrugada”- Sim, eu bebo chá de madrugada, mas gosto do humor Marvel, que conta com piadas bem legais, mas nesse filme, toda hora tem piada, TODA HORA.
A direção é de Jon Watts, que possui trabalhos como “A Viatura” e “Clown”, os quais eu não assisti, mas deu um tom legal pro filme. Ele fez as cenas funcionarem bastante e os posicionamentos de câmera estão em destaque. É o tipo de filme em que você nota a presença do diretor. Uma direção simples, mas criativa.
Uma coisa que foi incrível no roteiro, é que Peter Parker é um adolescente mesmo; além de lidar com tudo que o Homem-Aranha tem que fazer, ele é obrigado a lidar com os típicos problemas adolescentes, por exemplo o cara chato que te atazana na escola. Ah, vamos começar a analisar o elenco pelo Flash; pra quem não sabe, Flash é o valentão que enche o saco do Peter, o típico “Jock”, que nesse filme, fica mais como um nerd rival,  o que eu achei que ficou legal e chato, mas o ator representou o que queriam que representasse, tendo uma boa performance.



Se você viu os trailers e se perguntou: “Cadê a Mary Jane?”, agora o coração de Peter pertence à Liz Allen, apesar de no final ter um negócio que... que... digamos que te faça dizer: “Será que?”. A personagem se mostra uma crush suprema na vida de Peter, e a atriz, Laura Harrier, é lindíssima. Antes de assistir ao filme eu vi algumas entrevistas da atriz e nelas ela dizia que Liz era uma personagem diferente, diferente de Mary Jane, Gwen Stacy e etc. ; mas na minha opinião não mudou cacete nenhum, ela é uma Mary Jane/Gwen Stacy, não muda nada. Você acha que ela é desnecessária pra trama até um momento “Eeeeita!” no filme.
Temos também Jacob Bacallon, como nerd, que é responsável por muito do humor do filme, e é um palhaço perfeito.




Não preciso falar nada do Michael Keaton como Abutre, Michael Keaton é uma lenda e ponto.
E enfim a verdade, Tom Holland é um Homem-Aranha legal? É bem bacana. Apesar de o Homem-Aranha perfeito pra mim ser Tobey Maguire, Tom Holland é mais adolescente, mais até mesmo criança do que Maguire, e por esse motivo ele pode ser considerado mais fiel aos quadrinhos. Mas eu acho Holland irritante, em 80% do filme ele fica desesperado com alguma coisa; e se for pra ficar desesperado e neurótico, o Homem-Aranha ideal seria Woody Allen de anos atrás, a única diferença é que Woody Allen colocaria um humor inteligente para o Aracnídeo. Mas, apesar dos pesares, o Homem-Aranha ruim não está.
Em conclusão, o filme é ótimo, conseguiu superar minhas expectativas e me fez sair feliz do cinema.


Nota: 8,0







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sexta-feira, 17 de março de 2017

Review - Logan (Sem spoilers)

Review: Logan - Sem spoilers


Recentemente, estreou nas telonas um filme de herói com uma abordagem um pouco diferente do que geralmente vimos. Logan, possivelmente o último filme de Wolverine com o ator Hugh Jackman. Já recordista em bilheteria de 2017, o drama mostra a jornada do anti-herói para proteger uma criança mutante de uma empresa de manipulação genética. É um dos primeiros filmes de heróis focado no público adulto, e mais, numa trama pequena, restrita apenas ao herói, e não no clássico "vilão que quer dominar o mundo". Mas será que vale a pena gastar seu dinheiro para assistir Logan? Você vai saber a nossa opinião agora. 

Sinopse


2024. Boa parte da população mutante desapareceu, ou se dispersou. Logan é apresentado pela primeira vez como motorista de limousine, debilitado e com seu poder de regeneração muito reduzido. Ele ainda se encarrega de cuidar do quase centenário professor Charles Xavier, escondido num lugar remoto na fronteira do México. Sua rotina banal começa a ficar agitada quando uma mulher misteriosa apela para o bem que ainda existe nele, e o pede para levá-la, junto da pequena Laura, para o Canadá. Logan nega, mas muda de ideia ao descobrir que Xavier já a esperava há alguns anos. É aí que uma corporação maligna começa a perseguir a menina, por motivos ainda desconhecidos. Contrariado, Wolverine reluta em levá-la a um lugar chamado Éden, um suposto refúgio para mutantes. Mas vários obstáculos no caminho poderão comprometer a missão de cuidar dessa pequena mutante, ou não.



Nossa opinião


Juntando a trama focada em adultos e uma ambientação perfeita, temos como resultado um filme, ainda que ficcional, muito próximo da realidade -- fato comprovado pela cena em que Wolverine está lendo uma HQ dos X-men, e não, não é uma cena cômica. Consequentemente, os personagens estão mais carismáticos do que nunca. Hugh Jackman está possivelmente na melhor atuação de sua carreira. Ele nos traz um Wolverine velho, cansado da própria vida, e cada vez mais feroz. Aliás, ele está ainda mais parecido com um verdadeiro carcaju do que em sua curta, porém emblemática, aparição em X-men: Apocalipse. 




Patrick Stewart também está genial, apresentando um Charles Xavier velho, com várias doenças mentais ("uma doença degenerativa na mente mais poderosa do mundo, não pode ser bom"), mas ainda assim sábio como o Xavier que conhecemos. Mais, ele representa o alívio cômico do filme, o que faz desse longa uma obra-prima que mistura várias emoções distintas. 





A novidade do filme, Dafnee Keen (Laura Kinney), foi uma grande reviravolta. Quem diria que esta menina de 11 anos mostraria tanto talento? Sua personagem, X-23 (sim, ela existe nos quadrinhos!), é um dos papéis infantis mais bem desenvolvidos no cinema nos últimos tempos. Apesar de nova, e, podemos dizer, até um pouco ingênua, ela se mostra uma mutante poderosa, que dá medo até a um dos principais vilões do filme. Resumindo, as três atuações principais chegam muito próximas da perfeição.




Falando em vilões, não espere ver nenhum Apocalipse, ou Sentinelas. São vilões intermediários, mas eficientes. Não dão aquela sensação de ameaça, e as atrocidades que eles cometem são mais malignas que os próprios. Mas estamos falando apenas de alguns vilões. Quando se fala em ameaça, X-24 é o que vêm a mente na hora. É uma arma viva, que realmente nos faz pensar que ninguém vai sobreviver às suas garras. 




Logan é um filme doloroso, nos dois sentidos. Apresenta um mundo melancólico, poucos mutantes, seco e sem cor. Ao mesmo tempo, você provavelmente sairá do cinema cansado e com dor, pois as cenas de ação -- muito bem dirigidas, a propósito -- abusam das mutilações e muito sangue. Outra coisa que não falta são palavrões. Até mesmo Xavier não poupa palavras de baixo calão. 




Não conseguimos achar tantos pontos negativos, mas alguns podem ser enumerados com seus apesares. Para nós o final ficou um pouco em aberto, apesar de que se não fosse assim, teríamos um final excessivamente feliz, e não é esse o objetivo principal do filme. Laura é um pouco irritante quando está falando em Espanhol, e no final do filme, quando está falando em Inglês, perde-se um pouco a essência da personagem. Mas a atriz faz um ótimo trabalho, um pouco prejudicado pelas cenas com diálogo entre ela e Logan.

Conclusão


Logan é o tipo de filme que não veremos tantas vezes mais. É a combinação quase perfeita de ação, tristeza, sangue, emoção e até um pouco de humor quando a predominância é drama, aprimorada por ótimas atuações. Tem poucos defeitos mencionáveis, e pode facilmente ser o melhor filme do universo X-men já feito até hoje. Vale a pena, sim, ir correndo assistir.




Nota: 9.8



Você concorda ou discorda desse review? Em que pontos? O texto ficou claro ou tem muito amadorismo? A sua opinião é o nosso incentivo para melhorar, e também um incentivo para continuar. Comente, critique, curta e compartilhe. Ou não.




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quinta-feira, 16 de março de 2017

O Bardo #13 - Star Wars - The Force Steady capítulo 10

Capítulo 1 - Fugitivos
Capítulo 2 - O Fogo
Capítulo 3 - O Tirano
Capítulo 4 - A Ascensão do Falcão
Capítulo 5 - A Base Abandonada
Capítulo 6 - O fim do Magnífico Falcão
Capítulo 7 - Aterrissagem
Capítulo 8 - A Batalha de Hega
Capítulo 9 - A Batalha de Hega, parte 2


Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante...




A República foi dissolvida. o maligno Império Galáctico se organiza em torno de seu novo líder, Palpatine, e de seu pupilo, Darth Vader, enquanto planeja a construção da nave mais poderosa da galáxia, a Star Destroyer. As forças imperiais implantam um novo exército de clones, ainda mais capacitado do que o primeiro, e iniciam a construção da arma mais destrutiva já feita, pretendendo capturar e destruir os membros da recém-formada Aliança Rebelde.

Agora unidos, um caçador de recompensas, um mercenário e um soldado do império escapam das forças inimigas, para se encontrar no planeta Nwython, onde fica uma pequena base rebelde.

Enquanto isso, nos confins da galáxia, uma sociedade de Jedi remanescentes procura desesperadamente pelo artefato que pode destruir os Sith definitivamente e restaurar a liberdade na galáxia.



No episódio anterior...


A equipe bola um plano para livrar a frota da República do Star Destroyer Interdictor, uma nave gigantesca que gera um campo gravitacional tão forte que impede que outras naves escapem para o hiperespaço. Ronen, Hunk, John Walker e Niwro, a bordo da Slave, são capturados pelo raio trator da nave. Apesar de lutarem eles rapidamente são cercados pelos soldados imperiais.




The Force Steady – Capítulo X – A Batalha de Hega, Parte 3



Dentro de um círculo formado por stormtroopers, estavam Niwro, Ronen, Hunk e Walker, naquele grande salão branco . Abriu-se um corredor entre os soldados de branco, e um oficial veio trazendo algemas para os prisioneiros. John Walker estava prestes a fazer algo, quando Niwro impediu.

– Espere um pouco...

Walker rosnou para ele.

– Estendam as mãos para trás. – O oficial, de roupa marrom com uma boina estranha, se aproximou. – Vocês vão ter uma conversa com capitão Mantisa.

Vendo que os quatro olhavam para o portão do hangar, o oficial ficou desconfiado e olhou também. Só enxergou o planeta Hega, o céu estrelado ao fundo e várias naves da Rebelião sendo massacradas pelas Tie Fighters. Nesse meio-tempo, Niwro exclamou:

– Hunk, agora!

Enquanto John Walker rapidamente jogava o oficial para trás com muita força, Hunk acionava um botão no seu lança-chamas, fazendo surgir um escudo defletor envolvendo os quatro. Na entrada do salão, uma nave se elevou rapidamente e apontou para o interior, como uma águia mirando a presa. Então, dúzias de canhões saíram de suas laterais, e começaram a atirar nos stormtroopers. Um festival de luzes e explosões se seguiu. Os tiros que encontravam um obstáculo no escudo de Hunk ricocheteavam, acertando outros soldados. 

– Niwro, atire nas travas das portas, pode ser que bloqueie a passagem de mais soldados. – Recomendou Ronen. 
– Sim, vou fazer isso. Veja no mapa mais uma vez, qual é a porta que temos que seguir.
– Aquela lá leva às máquinas, mantenha intacta.

Então o royal guard mirou com sua sniper precisamente nas pequenas placas cheias de botões. As portas foram se fechando, uma de cada vez. Assim que todos os soldados imperiais estavam caídos, e as torretas destruídas, a nave que havia feito o estrago pousou, seguida de um pequeno transporte rebelde U-wing. Sorg e Sianblitz desceram da primeira, e da segunda, sete rebeldes foram caminhando até a equipe.

– Esse é o reforço da Aliança? Ha, ha! – Walker riu com desprezo.
– Sorg, como você conseguiu aquelas armas extras? – perguntou Ronen. 
– Ah, eu faço essas coisas quando estou entediado... 
– Mas... Você pegou essa nave minutos atrás!
– Eh, vai entender. 
– Gente. – Interrompeu Niwro. – Precisamos ir rápido, antes que cheguem mais soldados. Sorg, você acha que consegue manobrar a Slave para dentro da sua nave e sair daqui? Ótimo. Blitz, venha conosco. Vocês, sete. Acabei de ter uma ideia...



***


– Senhora. – Outro oficial da Aliança veio falar com Mon Mothma. – Estamos quase perdendo outra nave. O que fazemos?
– Mande quantos puder nas cápsulas de fuga. Quantos caças ainda temos?
– Em torno de 30, Mon.
– E as naves inimigas?
– Contabilizamos 72, mas estão vindo mais.

Uma turbulência atingiu a nave nesse momento, com um tiro de destróier. 

– Vou pedir ajuda a outras bases, depois me ponha na linha com Sorg.

Um minuto depois o engenheiro estava falando com a líder pelo comlink. 

– Estou meio ocupado agora, mas – A ligação falhou por um instante seguida de um ruído de blaster. – Pode falar. 
– Percebi que você não entrou no imobilizador com sua equipe, então por favor, me ajude a salvar a Rebelião. Precisamos atrasar o ataque do Império, antes de podermos escapar para o hiperespaço.
– Por acaso vocês têm reatores?
– Bem, temos vários nas naves de fuga. Mas o que você pretende fazer?
– Inverter a carga dos estabilizadores pelo comutador central, carregar o núcleo catódico e acertar o alvo.
– E o que isso significa? – perguntou Mon Mothma, pasma.
– Não sei, eu inventei para parecer intelectual. Mas se vocês fornecessem uma nave suicida, eu poderia lançá-la nos destróieres e explodi-la.
– Não! Não temos naves suicidas!
– Então esvaziem uma.



***



Sete stormtroopers acompanhavam três prisioneiros algemados por um corredor branco iluminado. Marchando logo atrás, um magnaguard escoltava a formação. 

– Você, ande na linha. – Uma voz veio do ar. – A formação imperial é impecável. Duas fileiras rodeando os prisioneiros, é um dos procedimentos padrões.
– Niwro, explique de novo como você consegue ficar invisível. – Pediu Ronen. Isso é muito louco ainda.
– Eu não consigo ficar invisível. Eu me camuflo no ambiente. É uma modificação que fiz no traje. Um sniper precisa de furtividade também.
– Cale a boca. – Ordenou John Walker. – Se alguém nos vir falando com...

Interrompendo Walker, um grupo de stormtroopers passou do lado deles, olhando com desconfiança. Eles pararam, olharam e continuaram andando. Até que um deles, aparentemente o capitão, se virou e perguntou: 

– Ei, vocês. Por que seus uniformes estão nesse estado? Esses são os baderneiros do hangar 5?
– Tivemos algumas dificuldades em capturá-los, senhor. – falou um dos rebeldes na roupa de stormtrooper. Estamos levando-os para... o setor... 2, senhor.
– Continue. – respondeu o soldado, com a voz abafada pelo capacete. Ele foi andando seguido pelo grupo. Quando passou por Niwro, camuflado, ele pareceu sentir algo e olhou para o lado. Mas Niwro se abaixou no canto da parede para disfarçar. O capitão stormtrooper parou novamente olhando para Sianblitz. – O que esse droid guarda-costas está fazendo aqui?

Antes mesmo do capitão apontar a arma, Blitz sacou o electrostaff e acertou-o. Começou a girar o bastão rebatendo os tiros dos outros soldados. Os rebeldes vestidos de imperiais sacaram seus blasters e seguiu-se uma troca de tiros. Um dos stormtroopers começou a ser arrastado pelo pescoço por algo invisível, quando um flash de luz atravessou seu peito. Hunk, Walker e Ronen tiveram que se atirar no chão para não serem pegos pelos blasters dos outros soldados. Dois rebeldes haviam sido abatidos, então Hunk sacou o lança-chamas, e, com as mãos algemadas, puxou o gatilho e queimou os soldados restantes.

– Vamos logo, tirem essas algemas. – Walker estendeu as mãos para um rebelde, e logo as algemas caíram no chão – O plano não deu certo. Niwro, qual é o plano B?
– Não fiz nenhum plano B. – Falou Niwro, retirando a camuflagem.
– V-você o quê? E como nós vamos chegar na maldita sala de máquinas?

Antes de Niwro responder, um grupo de stormtroopers surgiu no fim do corredor, com as armas em punho. Um deles apontou para os invasores, e gritou:

– Lá! Peguem-nos. – Ele pegou um pequeno aparelho e aproximou da boca. – Temos soldados rebeldes ou possivelmente disfarçados, alertem o comando central. Repito: A nave foi invadida.
– Alguém atire na porta! – Gritou Niwro. – Retiro o que disse, peguem cobertura.

Todos se atiraram na parede, protegendo-se da chuva de tiros dos blasters E-11 do Império. Apenas um não conseguiu se proteger a tempo... Niwro caiu para trás com uma ferida no ombro. Então Hunk puxou-o para perto da parede.

– Bacta! – Gritou Hunk para John Walker.
– ARGH, use tudo de uma vez!
– O que tem agora só vai servir de anestesia.
– Eles estão se aproximando, atirem na porta! – Gritou Ronen.

Blitz levantou o braço robótico, apontando o decoder para a placa de comandos ao lado da porta. Um feixe de luz atingiu o retângulo de metal, formando uma rede de luz vermelha. Em seguida, a porta se fechou, trancando os stormtroopers do outro lado.

– OK, o que fazemos agora? – Walker abaixou a arma e olhou para os outros. – Alguém vai bolar um plano novo?

Mas, antes da resposta, outro grupo de stormtroopers veio correndo pelo outro lado. Ronen olhou para a tropa e falou:

– Eu tenho um novo plano. – Ele levantou as mãos. – Recomeçar o plano anterior.



***



O nave de transporte rebelde, já vazia, dirigia-se à toda velocidade em direção ao Star Destroyer que atacava a Aliança. Só havia um tripulante a bordo, que mexia freneticamente com suas ferramentas nos pequenos compartimentos cheios de fios das paredes da nave.

– Sorg, saia daí! – a voz de Madine surgiu no comlink. – Você já está no dobro da velocidade máxima desses cargueiros.
– OK, estou indo.

Rapidamente, o engenheiro desceu até o duto que ligava sua nave ao cargueiro, entrou, e saiu voando. Em poucos instantes, o transporte médio foi de encontro ao destróier. Ocorreu uma confusão na cabine de comando do Star Destroyer. Já não havia mais tempo de desviar. A nave rebelde chocou-se em alta velocidade com a frente da nave imperial, e logo em seguida explodiu. Dois pedaços do destróier caíram em direção a Hega.

Dentro das naves rebeldes restantes, a Aliança vibrava com a destruição provocada por Sorg. Mas ainda haviam mais naves imperiais para combater, e a Aliança estava em séria desvantagem. Então Madine apareceu na ponte de comando de uma das naves, onde estava a líder Mon Mothma.

– Senhora, vencemos a batalha em solo. Os sobreviventes estão vindo em três transportes, e não sabemos se sua equipe não morreu dentro do Interdictor.
– Eu acredito neles, capitão.
– Eu tenho mais notícias, Mon. Contatei a base mais próxima, e ninguém poderia vir. Eles estão sendo atacados agora.
– E quanto à segunda mais próxima?
– Não chegariam aqui em menos de seis horas de Hega. Apenas sua equipe pode nos salvar agora.



***


– Essa era a sua ideia? – perguntou Walker, segurando com força as barras de ferro que dividiam as celas. – Ser capturado?
– Cale a boca, Walker. Sempre funciona. – Respondeu Ronen. Ele estendia a mão pela pequena janela da porta, tentando se concentrar em alguma coisa.

Na primeira cela daquela minúscula prisão, estavam Ronen e Niwro, o último deitado na cama enfaixando o ferimento no ombro. Na segunda, John Walker, Hunk e Blitz. Na terceira, os cinco rebeldes que restavam, já sem as armaduras de stormtrooper. Hunk estava enfurecido, quando terminava de socar uma parede, agarrava as grades das laterais e sacudia, sem sucesso.

– Se alguém tivesse pensado em esconder algo nas roupas antes de eles nos desarmarem – disse Niwro. –, talvez pudéssemos sair daqui.
– Devo dizer – Blitz virou a cabeça para Niwro e começou. –, que você também não pensou nisso.
– Acho que vocês ainda não entenderam. – Ronen falou bem alto. – Calem-se!

Todos estranharam que Hunk havia parado de atacar as paredes, e olhava pela janela da porta da cela. Niwro foi o primeiro a perguntar.

– O que houve, Hunk?

Mas o flametrooper só fez um sinal para que eles se aproximassem, sem tirar os olhos das grades. Os quatro se aproximaram, e, olhando pela janela, viram um cilindro de metal flutuando no ar, se aproximando da porta. Então olharam para Ronen, que estendia a mão para fora da pequena janela. Sem tirar os olhos do lugar, ele disse:

– Não digam absolutamente nada.

Ele se afastou um pouco, ainda com a mão estendida. Uma lâmina de luz vermelha atravessou a porta. Ronen fez um movimento rápido com a mão, e a lâmina foi para o lado, cortando a fechadura. O sabre de luz desligou, e aporta se abriu lentamente.

– Você... tem a Força? – Disse John Walker, boquiaberto.
– Não, a Força me tem.
– Desde quando você faz isso?
– Aprendi esses truques quando era pequeno, desde que os mandalorianos me adotaram. Mas nunca tinha chegado a esse ponto. – Com o sabre na mão, Ronen cortou as grades. – Rápido, peguem suas armas na bancada.

Eles passaram pelas grades e pela porta aberta e pegaram as armas. A pedido de Ronen, Blitz mostrou o mapa da nave num holograma. Um dos rebeldes aproximou-se de Niwro, e perguntou:

– Senhor, a porta dessa ala está selada, e há vários oficiais lá fora. Não há como sair.
– Ronen, – Niwro virou-se. – não podemos sair pela porta da frente.

Ele terminou de examinar o mapa, e disse:

– Nós vamos sair por baixo.



***


Ronen cortou um círculo no chão de metal, revelando um túnel logo abaixo.

– É um duto de ventilação. – Explicou Sianblitz. – O cano principal leva ar pressurizado à toda nave, e os menores levam Tibanna e Ethmânio, entre outros. Se seguirmos ele por uns cem metros, saímos bem abaixo da sala de máquinas.
– Então vamos logo. – Niwro pulou no duto, e foi levado um pouco arrastado pelo fluxo de ar. Conseguiu se fixar no chão, e voltou a falar. – Pra que lado, Blitz?
– Siga a corrente de ar.
– Ainda bem.

Todos pularam no túnel. A "correnteza" fazia com que eles corressem quase duas vezes mais rápido, de modo que eles chegaram no local em pouco tempo.

– E agora, – perguntou Walker. – Como sabemos o que tem lá em cima, Sucatron? 

Blitz olhou para ele, quase como se pudesse reproduzir uma expressão de indignação. Ele estendeu a mão para o teto do túnel, e de seu pulso saltaram três fios metálicos, como pequenos arpões, que se cravaram no metal. Em seguida, um holograma surgiu, mostrando todo o ambiente logo acima. Era uma sala cinza, bem iluminada, com espaço suficiente para uma A-wing estacionar dentro. No centro, um pilar de metal cheio de fios e tubulações. Ao lado desse pilar, haviam várias outras colunas menores.

– Está vazio. – Disse Niwro. – Vamos, Ronen, abra o teto.

O sabre de luz cortou um círculo desfigurado no metal, e todos subiram à sala de máquinas.

– Não há mais tempo, façam algo, rápido. – ordenou Niwro. – Um explosivo basta, certo Blitz?
– Não. Um em cada estabilizador é o ideal.
– Só temos quatro. – Disse Hunk.
– Sugiro que usem-nos rápido.
– Sorg, estamos prontos, – Disse Niwro no comlink. – preciso que atraque na parede do Interdictor, o mais próximo de onde estamos. Vou mandá-lo nossa localização.
– Estou a caminho.

Walker e Ronen acoplaram todos os explosivos, e ligaram-nos.

– Pronto, vamos. – Disse Walker.

Todos saíram correndo, em direção à nave de Sorg. No último corredor, quando eles já podiam ver a escotilha que dava para onde a nave estava atracada, surgiu outro grupo de stormtroopers. Eram cerca de quinze.
 
– Ei. Eles fugiram! – Um dos stormtroopers chamou reforços pelo comlink.
– Ah, não. – Walker resmungou. – Não temos como lutar com eles.

Então Hunk passou correndo ao seu lado, com um braço na frente do corpo, gritando "DANE-SE". Ele foi derrubando um por um, com muita violência. Ronen ligou o jetpack e ligou o sabre de luz, e voou para frente cortando os soldados. Walker, com a faca e os punhos, nocauteava os sobreviventes. Niwro, Blitz e os rebeldes tiveram que lidar com as tropas que chegavam do outro lado do corredor.

– Caminho livre aqui! – Gritou Hunk.

Então Ronen abriu a escotilha, a tempo de os seis entrarem na nave. Dois rebeldes tentaram entrar, mas foram atingidos e caíram mortos. Os três restantes ficaram parados, se protegendo nas fendas das paredes. Uma chuva de tiros foi para cima deles e da nave.

– O que estão fazendo? – Gritou Niwro. – Venham!
– Não! Vocês salvaram a Rebelião, agora nós salvamos vocês.

Os três rebeldes foram correndo na direção dos stormtroopers, com granadas presas ao cinto. Houve uma pequena explosão, e os tiros cessaram. O destróier inteiro tremulou, e uma rajada de fogo surgiu no fim do corredor.

– Sorg, vá!

Ele saiu voando no exato momento em que o segundo domo gravitacionais explodia, seguindo-se uma reação em cadeia.



***



– A Slave está bem? – perguntou Ronen a Sorg.
– Que Slave?
– A minha nave!! – Ronen sacudiu os braços desesperado.
– Ah, sim, está lá atrás. Desculpe, eu esqueço de algumas coisas. Sobraram apenas a nave de Mon Mothma e outras duas.

Então Ronen ligou o comlink e chamou Mon Mothma.

– Missão cumprida, infelizmente os rebeldes pereceram no Interdictor. Já estamos partindo para Gilliwn.
– Vocês serão recompensados. Sou eternamente grata por terem nos salvado.
– Foi um prazer. Isso é adeus, então.
– Ou um até logo.
– Tomara.
– Ronen, passe esse meu recado para todos.
– Fale.

Então as naves rebeldes entraram no hiperespaço, deixando para trás apenas uma grande massa metálica em chamas.

– Que a Força esteja com vocês.




FIM
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CONTINUARÁ...


Obs.: A primeira "temporada" de The Force Steady acaba de acabar, mas voltará em alguns meses. Aguarde.

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