terça-feira, 20 de setembro de 2016

O Bardo #1 - Star Wars - The Force Steady

Finalmente! Estreia agora o Bardo, o eterno contador de histórias, que vai contar uma história que aconteceu numa galáxia não tão distante. Foi em um RPG com o tema Star Wars, que teve uma história que merece ser contada. Esse texto é puramente ficcional, é baseado no universo Star Wars, produzido pela Disney, e não tem nenhuma ligação com o cânone. Esperamos que você tenha paciência para ler, e divirta-se!




























Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante...


A República foi dissolvida. O maligno Império Galáctico se organiza em torno de seu novo líder, Palpatine, e de seu pupilo, Darth Vader, enquanto planeja a construção da nave mais poderosa da galáxia, a Star Destroyer. As forças imperiais implantam um novo exército de clones, ainda mais capacitado do que o primeiro, e iniciam a construção da arma mais destrutiva já feita, pretendendo capturar e destruir os membros da recém-formada Aliança Rebelde.

Agora unidos, um caçador de recompensas, um mercenário e um soldado do império escapam das forças inimigas, para se encontrar no planeta Nwython, onde fica uma pequena base rebelde.

Enquanto isso, nos confins da galáxia, uma sociedade de Jedi remanescentes procura desesperadamente pelo artefato que pode destruir os Sith definitivamente e restaurar a liberdade na galáxia.

The Force Steady – Capítulo 1 – Fugitivos


Uma nave aparece o céu, seu ruído agudo é ouvido naquela selva úmida e vazia. Ela pousa lentamente, varrendo folhas do solo argiloso molhado. Uma comporta se abre, e aquela Slave II de tamanho menor entra no compartimento. De lá, de dentro da nave, sai um mandaloriano, de porte imponente. Sua armadura é preta e vermelha, e ele sobe a escada da “garagem”, que dá acesso ao nível normal da floresta. No mesmo instante em que ele pisa no chão de terra úmida, a comporta se fecha, e se camufla com folhas e galhos. O mandaloriano sai andando entre as folhagens densas que tapam sua visão.


***



Não muito longe dali, no limite da floresta com uma vila daquele planeta qualquer, uma clareira revela dezenas de naves, Shuttles e Clones em missão de reconhecimento aguardando pela ordem de partida. Alguns conversam, outros pedem orientação para seus generais de armadura mais pesada, enquanto um grupo seleto leva prisioneiros para suas naves. Um desses prisioneiros, de jaqueta esfarrapada e cabelos compridos descuidados, resistia fortemente quando carregado por três clones. Era um Rebelde, que fora apanhado naquele planeta aprontando alguma. Assim que cansou de se debater, resolveu que seria inútil tentar fugir, e se deixou jogar no chão. Suas pernas pararam de andar, e ele começou a ser arrastado. “Se tenho que ir, não vai ser por livre e espontânea vontade”, pensava. Quando outros dois soldados viram aquele relaxamento, correram para ajudar os outros colegas. Pegaram o Rebelde pelas pernas, ao que o mesmo deixou cair a cabeça para trás preguiçosamente. Era a oportunidade perfeita. Em um giro acrobático, o rebelde derrubou os soldados que estavam atrás, e torcendo os pulsos dos que o carregavam pelos ombros, lançou-os ao chão. Saiu correndo, perseguido pelo quinto clone que estava liberto. Parou no meio do caminho, acertando uma cotovelada no clone, que caiu desacordado. Voltou correndo na direção dos outros soldados, apenas para socá-los. Derrubou dois, juntando suas cabeças num impacto de desmaiar um Bantha. Fugiu dos outros dois que sobraram, e correu em direção à floresta. Corria como uma gazela Coruscani, como um Pod-racer de Tatooine.
Já estava quase lá, entre as folhagens verdes da floresta, onde estaria mais seguro e poderia fugir, quando o mandaloriano surgiu do meio dos galhos e o agarrou pelo pescoço. Nessa quebra de inércia, o rebelde viu suas pernas serem suspensas no ar, pois elas continuaram o movimento sem consultarem o seu tórax. Ficou ali, nas mãos do mandaloriano. A figura de armadura preta sussurrou para o Rebelde.

– Meu nome é Ronen. Como posso te chamar?
– Me chame de seu pior pesadelo, idiota.
– Você me ajuda a blefar, e eu te ajudo a fugir. É isso, ou aqueles camaradas te pegam com um paralisador e te jogam na prisão mais suja e esquecida do Império.
– Eu sou John Walker, e você vai me soltar depois disso, seu otário. – E ouviu um click e sentiu algemas se trancando em seus pulsos.
– Siga-me.
Ronen se aproximou dos dois clones que estavam perseguindo o Walker.
Com a voz abafada pelo capacete, se dirigiu a eles:
– Era esse que eu estava procurando. O Império pediu-me para levá-lo a Kirlmanguia, mas preciso de uma nave.
– Ah, sim... Essa escória rebelde só dá trabalho a nós. Peça carona para aquele grupo do Lambda número 18. Eles vão direto para lá. Corra, já estão saindo.
O mandaloriano negociou a viagem e logo saiu com o grupo de clones em direção ao planeta Kirlmanguia.
Dentro da parte da nave dedicada aos passageiros, Ronen estava inquieto. Inquieto porque o rebelde não parava de perguntar se poderia soltar as algemas, que ele era um esnobe, da escória mandaloriana.
– Quieto Walker! Só tem dois pilotos ali na frente, mas eles ainda podem perceber que isso é uma encenação. Eu conheci rebeldes que sabiam atuar melhor.
– Eu não vejo a hora de me livrar de você e me embriagar até vomitar na primeira cantina que eu encontrar na minha frente. Vá limpar esterco de Rancor, idiota!
– Essa foi a minha primeira profissão...


***



A nave demorou cerca de duas horas, quando saiu do hiperespaço e começou a desacelerar, já na atmosfera. Pousou suavemente, em frente a uma entrada trapezoidal cinza, típica das estruturas imperiais. Apenas aquela espécie de hangar despontava na superfície, em volta da entrada imperial havia só grama, numa planície monótona. Descendo da nave, Ronen, conduzindo John Walker e os dois clonetroopers que pilotavam o Lambda adentraram na estação imperial. Ronen deixou Walker em uma cela qualquer, perto da entrada, e o disse:
– Espere aí, vou pegar a encomenda da Aliança.
– Você está trabalhando para os Rebeldes? Um mandaloriano? Trabalhando para a ralé?
– Eu trabalho para quem paga mais. – E saiu correndo.
Assim que entrou naquela sala de iluminação avermelhada, fraca, Ronen avistou o cilindro de metal em um pilar no centro do local. Não havia nenhuma medida de segurança aparente, exceto a porta que ele teve de arrombar. Pegou o cilindro, que era envidraçado, permitindo ver um cristal em seu interior. Tinha o tamanho de um palmo, aproximadamente, e Ronen prendeu-o ao seu coldre e fugiu pela mesma porta que havia arrombado. Saiu calmamente, para não despertar suspeitas, mas surpreendeu-se quando um alarme começou a soar. Então, correu para a saída da base, não sem antes libertar o prisioneiro rebelde. Assim que os dois entraram no último corredor, que dava acesso à porta de saída da base, se depararam com dois clones, em guarda, que se viraram para eles, avistando o cilindro no cinto do mandaloriano.
– Ei! Esse artefato não pertence a você!
– Acho que é por isso que as pessoas roubam... – Ironizou Ronen.
– Prenda-os! – Gritou o segundo clone.
Enquanto o outro chamava reforços, Walker pegou seu blaster, acertando em cheio o primeiro clone, que foi andando até eles, na cabeça. O outro, tirando um paralisador do cinto, ia disparar, quando Ronen sacou um lançador de gancho, prendendo a arma paralisadora e lançando-a longe. O clone, desarmado, investiu em direção aos dois com os punhos cerrados. Atrás deles, puderam ver a iluminação do corredor diminuindo, o alarme aumentando de intensidade, e a porta de saída se fechando lentamente.
– Traidores! Vocês deviam ser escravizados pelo Império, ralé mandaloriana. Agora vocês não têm piloto, tentar sair é inútil... – O soldado acertou dois socos, derrubando em seguida o mandaloriano. John Walker, enfurecido, imobilizou o clone, arrancando seu capacete, sufocando-o e socando sua cabeça repetidas vezes. Ronen se recuperou, juntou do chão o cilindro que havia caído, olhou para a porta e gritou:
– Anda! Vamos ficar presos. – No mesmo instante, surgiu do outro corredor uma tropa de cerca de cinquenta clones, correndo em direção a eles dois.
– Alerta de intruso! Furto identificado no setor 17, ala 8. – O alarme soava ininterruptamente.
Terminando de socar o clone, e, por fim, quebrando seu pescoço, Walker saiu correndo logo atrás do mandaloriano. A porta estava a meio metro do chão quando os dois passaram, com a tempestade dos tiros dos blasters passando a poucos centímetros dos dois. A nave ainda esperava lá no mesmo lugar, com a rampa abaixada, e os pilotos tinham sumido. Walker perguntou a Ronen:
– Me diga que você sabe pilotar alguma nave do Império...
– Não mesmo. – Foi a resposta do caçador de recompensas, que saiu correndo em direção à rampa. – Você quer com emoção, ou sem?
– Eu tenho escolha? – E Walker seguiu em direção ao Lambda.
Enquanto isso, na cabine de comando da base, não tão longe dali, o capitão Mantisa, andando em meio ao que parecia ser um poço da tripulação de Star Destroyer, chegou perto de um operador de máquinas.
– Senhor, não são eles entrando naquele Shuttle?
– São sim! Quem deixou a rampa abaixada? Avise os operadores de torreta que têm permissão para atirar.
Assim que decolaram, com dificuldade e pouca estabilidade de voo, começaram a sentir o impacto dos tiros. Nenhum danificou com gravidade a nave, então os dois entraram no hiperespaço facilmente. 

***

Na mesma sala de controle, Mantisa amaldiçoava a incompetência dos subordinados.
– Eu quero os números de identificação dos pilotos daquele Lambda, e que eles sejam punidos severamente. – Praguejava o oficial.
Em resposta ao capitão, um funcionário interrompeu:
– Bem, senhor.... Os funcionários não estão mais nessa base. Nossos registros indicam que assim que a nave pousou no planeta.... Eles simplesmente desapareceram.
– Está de brincadeira comigo TRR-67? Ninguém some desse jeito! Apresente-se à sessão de recondicionamento, agora. Eu quero que ponham todos os homens dessa base na busca dos fugitivos. TRR-94, a quem pertencia o artefato roubado do setor 17?
– A ele, senhor. – Respondeu temerosamente o funcionário. – Ao Tarsec.       

***
    
Apesar de não ter pleno conhecimento da nave, Ronen conseguiu pilotar a nave com certa facilidade. A viagem foi tranquila por aproximadamente 3 horas, quando Walker acordou Ronen. Ele estava deitado no cockpit, o capacete jogado no chão, e o rosto amassado contra o painel, os cabelos pretos quase entrando na boca.
– MALDITO MANDALORIANO! – Gritou pela quinta vez John Walker – Nunca vi um deles dormir tanto assim!
– O QUE FOI? Eu estava na melhor etapa do sono, os sonhos lúcidos. – Assustado, foi o que Ronen respondeu.
– Para onde estamos indo? Eu quero me livrar logo de você.
– Estou indo para Nwython, onde fica a base rebelde que me contratou. Dependendo de onde você fica, eu passo lá antes.
– Um mandaloriano só trabalha para a Aliança quando pagam bem mesmo... Esse negócio deve ser valioso hein? – Especulou o mercenário. – Eu fico em Hega, mas qualquer lugar eu consigo me virar bem.
Nesse momento, uma turbulência atingiu a nave.
– Não sei calcular muito bem as coordenadas de hiperespaço, nós entramos no campo gravitacional desse planetinha.
– Que planetinha?
– Não está catalogado pelo Império, pois não aparecem informações no painel.
Numa segunda turbulência, Walker se desequilibrou e esbarrou num botão perto de um tanque esquisito, posicionado horizontalmente num canto da nave. Uma luz azul se acendeu, e os dois se aproximaram para olhar.
– O que é isso? – Indagou Walker
– Parece um tanque criogênico. O último que vi foi no Palácio Imperial em Coruscant...
Subitamente as luzes internas do setor de passageiros começaram a piscar. A nave deu um tranco que levou o mandaloriano e o rebelde ao chão. As linhas de estrelas que se viam pelo vidro do cockpit começaram a se desfazer, e o Lambda saiu do hiperespaço. Os dois puderam ver o planeta abaixo deles, quando o tanque emitiu um ruído de despressurização e se abriu. As luzes ficaram mais fortes, e quando toda a fumaça branca saiu, um corpo se revelou despertando. Levantou-se, saiu do tanque, colocando um pé depois do outro no chão. A nave estabilizou. Ele vestia uma capa preta que cobria todo o corpo até os pés descalços. Sua pele, vermelha enrugada, brilhava suavemente. Com uma voz metálica imponente, porém calma, o passageiro misterioso disse:
– Mandaloriano... Esse cristal... É um passo para uma jornada muito perigosa. Eu o estou avisando. Prepare-se.
O passageiro se afastou e colocou a mão sobre a parede da nave. A mesma derreteu quando entrou em contato com a pele, abrindo um rombo de tamanho suficiente para despressurizar a nave e sugar o passageiro para fora da nave, que antes de cair, disse:                                                                 
– Esse é só o Prelúdio.
Então foi jogado para fora do Shuttle, caindo em direção ao planeta.
Ronen, impressionado, disse:
– Droga. Estamos caindo.                                                                                                            
Ao que Walker respondeu:                                                           
– É por isso que eu fico longe de mandalorianos.

FIM DO CAPÍTULO 1
próxima edição: Capítulo 2


- texto por: Pato Épico 





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sábado, 17 de setembro de 2016

PRINCIPAL - Odisseia Nerd

A história Nerd em um só texto


Quando falamos em Nerd para uma pessoa fora desse meio, imaginamos que ela logo pensa:


Por incrível que pareça, esse estereótipo também é a primeira coisa que aparece em qualquer site de busca se você digitar a palavra.


Camisa para dentro das calças, óculos remendado, cabelo cheio de gel, pessoa às vezes isolada da sociedade, meio idiota mas sempre muito inteligente. Para os próprios, isso é uma imagem bem distante da realidade, e muito depreciativo. Para os leigos, é algo bem comum de se ver. Hoje vamos falar, aqui, sobre a história, origem do termo, diferença entre nerd e geek, e o que é, afinal, um Nerd Renascentista.

 1 - Quando surgiu o primeiro nerd?

Poderíamos apontar, como primeiro nerd da história, o filósofo e matemático Tales de Mileto. Vamos contar um pouco da história dele.




Tales nasceu na atual Turquia, na cidade de Mileto, por volta de 624 A.C.. Essa cidade, na época colônia grega, foi a terra natal de muitos dos maiores filósofos pré-socráticos. Mas Tales é considerado até hoje como o primeiro. Em sua época, a religião explicava tudo que existia. Quando dois povos guerreavam, justificava-se como sendo graças ao deus da guerra. Quando acontecia uma tempestade, terremoto ou outro desastre natural, era culpa dos deuses, que estavam punindo as vítimas das desgraças. Mas Tales foi um revolucionário pois rompeu com tudo isso e tirou a civilização grega das trevas intelectuais (talvez ele tenha sido o primeiro Herege). Passou a ignorar os deuses e usar a razão para explicar o universo e tudo que ele via à sua volta. Você deve conhecê-lo pelo seu famoso teorema, para descobrir a altura das coisas com base em suas sombras.




Em seus estudos, conseguiu prever um eclipse solar total. Além disso, usando deduções meteorológicas, Tales preveu que as condições climáticas eram favoráveis para plantação de olivas. Então comprou várias prensas de azeitonas, e quando chegou a época de colheita, Tales enriqueceu alugando as prensas para os agricultores. Mas ele não fez isso por ganância. Queria apenas mostrar que as pessoas inteligentes, quando querem, podem ficar ricas, mas elas não fazem por humildade. Dizia que o universo era feito de água, pois nada sobrevivia sem ela. Por ironia do destino, morreu de sede e cansaço, mas não sem deixar um legado enorme para todos que viriam depois dele.  
Com certeza Tales foi um líder dessa revolução intelectual na Grécia Antiga. Durante a Idade Média, todo o conhecimento filosófico grego foi perdido, mas alguém o recuperou para nós... Foram os RENASCENTISTAS, que romperam com a igreja católica e seguiram o conhecimento baseado nos filósofos antigos. Então, depois de tales, o segundo nerd teria sido Leonardo Da Vinci?



Possivelmente o ser humano mais versátil da história, Leo Da Vinci nasceu na Itália em 1452, e ao longo de sua vida foi pintor, cientista, matemático, inventor, engenheiro, arquiteto, geólogo, botânico, escultor, poeta, e algumas outras ocupações. Muitos de seus desenhos são usados até hoje, e inspiraram invenções essenciais para a evolução intelectual humana. O helicóptero, avião, submarino, escafandro, tanque de guerra, calculadora, energia solar foram algumas de suas ideias.



Outra coisa que marcou muito em sua obra foi a anatomia. Dissecando corpos roubados de cemitérios, de maneira ilegal (Igreja católica não curtia), Da Vinci conseguiu fazer muitos desenhos que explicavam o funcionamento de músculos, posição de ossos, proporções corporais, etc. Foi além de tudo isso, uma pessoa completa. Seu talento para arte impressionava, tanto que sua obra como a Mona Lisa (La Gioconda) é aclamada como pintura mais importante da história. Leo, foi sem dúvida, um nerd. É isso que estamos querendo mostrar, mas continuemos explicando.


Poderíamos mostrar qualquer um dessas duas figuras célebres como o primeiro nerd da história. Mas e quanto ao homo erectus? O nosso ancestral mais inteligente foi aquele que dominou o fogo pela primeira vez, e descobriu que poderia espantar animais, assar alimentos. Tendo muita habilidade com pedra e madeira, eles criaram armas e ferramentas que possibilitaram a evolução, o que inclusive nos faz lembrar da cena célebre do filme 2001: Uma Odisseia no Espaço, na qual, através de um osso, o homem, ou seu ancestral, chega à "iluminação".




Ok. O homo erectus foi então, o primeiro, nerd, o primeiro nerd, geek, renascentista? Nunca saberemos com certeza quem foi o primeiro. Mas esses exemplos que demos, esperamos, vão abrir sua mente a respeito do que é ser nerd. Mais especificamente, um Renascentista.

Vamos direto ao assunto? Você já deve estar impaciente.

Essas foram pessoas que revolucionaram o mundo, e também poderíamos citar Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, Hipátia, Al Farabi, Dante, Giordano Bruno, Galileu, Descartes, Hobbes, Newton, Montesquieu, Kant, Marx, Curie, Nietzsche, Edison, Einstein, Lamarr, Franklin, Hawking, Tereshkova, Dawkins, Adams. Ufa. Não é só isso. Os nerds sempre dominaram o mundo (muahahahaha). E também o revolucionaram. Essas pessoas acreditaram em algo que muitos em sua época ignoravam, rejeitavam. Eles foram além do que a sociedade em sua volta impunha. Não estamos dizendo que aquele aluno quietinho da aula, que sempre ficava no canto tendo ideias mirabolantes e com olhos brilhando por trás de seus óculos pisa em cima de você no futuro. Primeiro por que não sabemos se aquele aluno é ou não é um nerd. Estamos dizendo exatamente o contrário. Qualquer um pode ser nerd.

2 - Que termo é esse?


Nerd é uma expressão popular difícil de ser explicada. Primeiro por que é uma gíria, e gírias surgem de maneira tímida, e quando conquistam o mundo ninguém mais sabe de onde vieram. Segundo porque... Eu não pensei no segundo motivo. Porém, em todas as gírias, há sempre teorias para explicar sua origem. São essas:

Em seu livro If I Ran the Zoo (“Se Eu Dirigisse o Zoológico”), Theodore Geisel, clássico escritor de histórias infantis (aquele do grinch, 1 peixe, 2 peixes, peixe vermelho, peixe azul), descreveu um personagem chamado Nerd. Adivinhe? Ele era esquisitão.


Essa teoria é baseada no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets). Seus alunos costumavam praticar bullying com os que tiravam melhores notas, às vezes menos populares, chamando-os de knurd. Seria o contrário da palavra bêbado em inglês (drunk). O contrário porque, segundo os valentões, esses alunos não frequentavam festas, portanto não sabiam o que era ficar bêbado.


Nortel, a companhia canadense de telecomunicação, colocava no uniforme de seus funcionários da divisão Northern Electric Research and Development, a sigla N.E.R.D. Como muitos consideravam esses funcionários geniais, essa pode ter sido a origem do nome.

Também existe uma gíria no idioma inglês, nurt, para indicar pessoas malucas ou não muito atraentes. Essa palavra teria evoluído para nurd, e depois nerd.


3 - E Geek?

A palavra geek parece ter se originado do termo alemão geck, ou seja, bobo, almofadinha. Essa palavra foi usada em circos que exibiam atrações bizarras no século 20. Esses eventos eram chamados de geek shows.

4 - A diferença entre nerd e geek


Qual a diferença entre os dois termos anteriores? Alguns apontam que o nerd é ótimo em matemática, mas é antissocial, já o geek gosta de tecnologia, e é muito popular na escola, no trabalho e na vida. Mas, para nós, os dois termos simbolizam a mesma coisa. Que vamos falar agora (finalmente).


5 - Afinal, o que é ser nerd?


"Aquele garoto é um nerd, fica fazendo piadinhas sem graça e se gabando das notas de aritmética, merece mesmo ficar excluído". Você já ouviu essa frase? Já falou ela ou pelo menos teve a sensação de que alguém pensou dessa maneira? Então, ser nerd não é, necessariamente, ser superinteligente. Na nossa definição, o nerd é aquele que vai atrás de um assunto que ele se identifica. Você conhece todos os álbuns do The Animals, mas odeia história? Tem todas as action figures do batman e é o único que gosta de matemática em sua família?

 
Nerds sabem tudo sobre isso ^


Nerds buscam conhecimento no assunto que eles gostam, e não se obrigam a pesquisar sobre um assunto só por que todos sabem sobre aquilo. Nerds têm cultura, mas não é só por que todos gostam do artista x e odeiam o y, que ele vai mudar de opinião. Ou até pode mudar, mas ele vai mudar se ELE QUISER. Podemos pegar o exemplo de Thomas Edison. Ele ia muito mal na escola em matemática, mas não por isso deixou de ser o inventor com mais aparelhos patenteados na história (mais de 2000 invenções!!!). Stephen Hawking, pode ser considerado o maior gênio da atualidade, era um aluno relapso na escola, corrigia os professores, fazia piadas e levava broncas. Sofreu com esclerose, perdeu a voz, mas não deixou de escrever vários livros explicando para pessoas comuns conceitos astrofísicos complicados. Ou ainda René Descartes, que se alistou para o exército holandês aos 24 anos de idade. Ele nasceu com predisposição genética à tuberculose, e seu pai o privou do contato com outras crianças. Mas ele provou que tinha fôlego, se alistou, mas como era tímido e introspectivo, voltou pra casa para escrever seus livros revolucionários.
Ok, eles eram inteligentes. Poderíamos dizer que todas as pessoas tem inteligência absurda, só precisam descobri-la dentro de si. Mas não é necessário ser superinteligente para ser nerd. Basta ser revolucionário, renascer os conceitos de conhecimento, ultrapassar as barreiras do pensamento. Se você quebra os padrões da sociedade, rompe fronteiras que os outros constroem na sua frente, pode se juntar a nós. O que é ser Nerd? É ser Renascentista.


Se você quiser esclarecer suas dúvidas, comente, visite nossa página no facebook, ou mande um e-mail para nerdsrenascentistas@gmail.com, ou nerdleague@outlook.com



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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Bota pra co-op #2 - No Man's Sky

No Man's Sky



Acredito que todo o Gamer já olhou para alguma peça de um cenário distante, a observou bem e pensou “Eu queria ir lá”. Isso é algo de tempos, sempre sonhamos em um jogo que nos permitisse ir além e chegar a qualquer lugar. Um jogo que podemos querer “Ir além das estrelas”.

E nesse ano de 2016 veio um jogo que diz trazer esse tal sonho, mas ele é bom? Mais ou menos...



No Man's Sky um jogo de exploração e ficção científica que se passa em uma galáxia desconhecida, cujo o único objetivo aparente é chegar no centro da galáxia. Você está sujeito a sentir que é pouco, mas o jogador pode seguir um objetivo secundário que é achar todas as estações espaciais do ATLAS, que dentro do jogo é como se fosse uma entidade que controla tudo e te auxilia em sua jornada. O jogador também pode explorar quantos planetas quiser com vários tipos diferentes de climas, espécies e diferentes tipos de formas de vida, algumas são inteligentes, como os gek's, os Korvax e os Vy’keen. Cada espécie tem sua língua própria, também existem outras raças que não são inteligentes, inclusive algumas parecem com animais da terra...

Existem muitas raças, e se eu citasse todas iria demorar um pouco (preguiça de escrever).
Mas o problema aqui é que apesar de termos muitas uma hora ou outra elas vão começar a se repetir e isso vai se tornar entediante de uma maneira assustadoramente rápida, então nem se empolgue tanto com isso.



Se existe um problema em No Man’s Sky sem dúvidas são as mentiras, os produtores prometeram Multiplayer, batalhas espaciais em nível galáctico com várias naves de tamanhos gigantescos e diversos planetas que não estão no jogo como um planeta que seja apenas constituído de água ou outro que seja um deserto. E o pior é o fato de eles continuarem mentindo em entrevistas sobre o Game e isso é inaceitável e vergonhoso.
Fora isso os NPC’s são mal utilizados, repetitivos e extremamente irritantes além de possuírem uma repetição de falas horrível sendo que já estamos em 2016.

Para concluir, nossa nota pro jogo é... TANTANTAN

Nota final: 6/10

Os desenvolvedores prometeram várias coisas que ainda não tem no jogo e que provavelmente irão vir através de um conteúdo adicional coisa que é triste de acontecer porque afinal de contas o jogo deveria ser lançado completo e não todo picotado cheio de problemas. Mas tirando TUDO isso o jogo é divertido em certos aspectos porém falha em diversos outros além de não estar em um preço baixo atualmente, eu recomendo que se você realmente pretende comprá-lo que espere alguma promoção porque por enquanto ele cobra demais e entrega pouco. Um verdadeiro tapa na cara de vários gamers.


Texto por: RenatoFazNadaDireito e Luigi Gear














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Escudo do Mestre #1 - Introdução ao RPG

 INTRODUÇÃO AO RPG




Hoje, modestamente iremos falar de um assunto do qual sabemos muito (:p). E, se gostar, você pode até se tornar um RPGista! Vê lá...

Então, o que é esse tal de RPG afinal?

Você já deve ter ouvido falar disso, se assistiu a filmes como ET: O Extraterrestre, ou já deve até jogar.

Vamos aos fatos.
Um grupo de pessoas, sentadas à mesa, com papéis e dados espalhados. As imagens acima mostram a típica cena de Role-playing game, O significado de rpg em inglês. Em português, quer dizer jogo de interpretação de papéis. Basicamente é um jogo em que cada pessoa interpreta um personagem fictício que realiza ações, funcionais ou falhas, dependendo do resultado de um dado. Além dos personagens, existe um jogador especial, o mestre, ou narrador, que cria o cenário no qual os personagens vão jogar e os inimigos ou aliados que os personagens vão encontrar. O cenário, feito pelo mestre, e as ações dos protagonistas, feito pelos jogadores, formam a história épica que é a alma do rpg.

Tá, mas quem ganha o jogo?


Essa é uma questão que a maioria dos leigos sempre levanta. Lembro-me bem, estava acabando uma partida em minha casa, e quando alguns amigos já tinham saído, meu pai me perguntou: “tá, mas quem ganhou?”. Realmente, é de se esperar que alguém pergunte quem saiu vencedor de uma partida de RPG, já que ele é um jogo. Mas não, não existe ganhador nem perdedor no RPG. Nem o mestre, nem o protagonista, nem o inimigo, se uma partida for bem preparada, o único vencedor é a diversão. Ele é totalmente cooperativo, e os jogadores podem escapar do seu mundo e ir para uma terra distante de uma era medieval, ou para o espaço viver uma aventura cósmica, ou ainda lutar ao lado de sobreviventes de um serial killer, tudo isso em uma mesa com amigos. Realmente, o jogo de interpretação de papéis é um exercício mental, que foi recomendado até mesmo pela NASA e é aplicado nas melhores escolas do mundo para estimular a criatividade. Existem professores que aplicam a sua matéria (exemplo: história da 2º Guerra Mundial) num jogo, e envolvem toda a turma num grande jogo, com o professor sendo o mestre.

Como jogador, posso dizer, não há nada mais satisfatório do que ouvir o narrador descrevendo uma luta ou uma paisagem, e você imaginando a cena com todos os detalhes, ou ainda, você mesmo narrando todos os mínimos detalhes de uma paisagem e seus jogadores escutando e desenhando mentalmente a sua história.
  

Legal, é só isso? Agora vou jogar Minecraft...

 
Não, espere. O RPG é um leque enorme de possibilidades. Ele é comparável com um videogame, mas com a diferença que nele você pode fazer qualquer coisa, limitado apenas pelo tamanho da sua imaginação. Se você não está entendendo, vou dar um exemplo:

"

NARRADOR – O elfo, o mago e o ladino andam pela floresta à noite. Está chovendo, relâmpagos caem por todos os lados que vocês olham, e trovões ecoam em todos os lugares. O único ruído que se ouve é a chuva, os raios e um ou outro animal sibilando ou coaxando para o nada. A água, caindo nas folhas enormes da selva, molham suas cabeças, e vocês passam cortando galhos para poder passar. A pergunta é: O que vocês estão fazendo nessa floresta?
MAGO – Eu, junto com meus amigos, estou indo de encontro com o feiticeiro da cidadela de Lalibur, autoproclamado Toth. Quando o encontrarmos, pediremos a poção para nosso mestre que está muito doente.
LADINO – Seguindo o mago com minhas adagas negras sujas de sangue, caminho de costas, protegendo a retaguarda.
ELFO – Eu sigo o mago atrás da poção e de justiça para o meu povo, que será libertado de um sono eterno no vale da neblina. O feiticeiro que vamos encontrar pode ter a solução para meu problema.
LADINO – Eu quero rolar Percepção para ver o que encontro na floresta.
NARRADOR – Ok, lance o dado.
DADO – 5
NARRADOR – Você tenta se concentrar no ambiente ruidoso à sua volta, mas não ouve nada além da chuva e de seus próprios passos. De repente, uma gota de saliva quente cai em sua testa. Quando você olha pra cima, há, apoiado em dois galhos grossos logo acima de vocês, um tigre dentes-de-sabre enorme rosna ferozmente pra você. Sua pelagem cinza escura, com listras azuis quase que mágicas reflete a luz de um raio que cai no exato momento em que você observa a fera. Então, ele parte pro ataque. O que vocês fazem?
MAGO – Eu lanço minha rede arcana bem embaixo do tigre!
NARRADOR – Lance o dado
DADO – 20!
NARRADOR – Perfeito! Você consegue enrolar o tigre na rede facilmente, e ele fica se debatendo lá dentro. Mas, de súbito, suas listras começam a brilhar e anulam a magia. O tigre se liberta, caindo em frente a vocês com as presas prontas para abocanhá-los. Então vocês ouvem uma voz retumbando na selva: “AHAHAHAHA, são tão primários...” Essa risada maligna é o que vocês escutam. O que vocês fazem?

"

 
E assim continua a história, e a cada descrição de cenário, os jogadores voltam à ativa. Geralmente há turnos, nos quais cada jogador age separadamente. Esqueci de falar, também, que nos sistemas mais famosos, usam-se dados multifacetados, de 20 lados, 10 lados, 8 lados, às vezes até cem lados. O valor do dado é que determina se a ação ocorrerá ou não, ou qual foi a intensidade de um ataque, etc. Os dados são a parte mais realista dos RPG’s, pois eles limitam as ações que os personagens podem realizar (ou não, pois se você tirar o valor mais alto, pode até voar, dependendo do bom-senso e da boa vontade do mestre).


Falando em sistemas, estes são conjuntos de regras para jogar num certo cenário. Os sistemas mais famosos são o D&D, GURPS, Tormenta e Vampiro: A Máscara. Falaremos deles em outra hora.

O que importa agora é que, se você se interessou pelo Role-playing, pode pesquisar mais. Esse foi um breve resumo, uma pequena introdução ao jogo que, esperamos, você será um novo adepto depois de ler isso. Semana que vem voltamos com a história do RPG, filosofias e experiências próprias. Vamos falar também de sistemas famosos e classes de RPGs medievais. Até a próxima!




- texto por Pato Épico




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